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jan 30 2016

Zika vírus e a Microcefalia

Fontes: Portal CASSI / Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde

No Brasil já são mais de 1.761 casos suspeitos em 422 municípios de 14 Estados e do DF

O Brasil enfrenta desde o último mês de maio uma epidemia de Zika vírus, doença parecida com a dengue que também é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

O país já confirmou três casos de óbitos por causa da doença, sendo um deles o de um bebê. As vítimas fatais eram da região nordeste, local onde incide o maior número de registros de Zika vírus e de microcefalia.

Há suspeitas de que o vírus, chamado ZIKAV, tenha chegado ao Brasil durante a Copa do Mundo realizada no ano passado.

No mundo, já foram registrados casos do Zika vírus em alguns países da África e Ásia e regiões banhadas pelo Oceano Pacífico.

A notícia do surgimento da epidemia e a relação com casos de microcefalia tem mobilizado a comunidade científica mundial e gerado muitas dúvidas na população.

Disponibilizamos a cartilha da CASSI – Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil que esclarece de forma simples algumas das principais dúvidas das pessoas, nesse momento em que Brasil e USA estabelecem parceria para a análise desse novo fenômeno.

A CASSI explica um pouco mais sobre o que o Zika vírus e Microcefalia.

Cartilha da CASSI:

http://www.cassi.com.br/images/CartilhaZicaVirus.pdf

O que é o Zika vírus?

É uma doença viral aguda, transmitida por mosquitos infectados pelo ZIKAV, principalmente pelo Aedes aegypti, Aedes Albopictus e outros tipos de Aedes.

Quais os sintomas?

A doença provoca sintomas semelhantes aos da dengue, porém mais brandos, como febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas, também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Em quanto tempo surgem os primeiros sintomas?

O tempo de incubação, que é o tempo em que o vírus está “adormecido”, oscila entre 3 e 12 dias, após esse período surgem os primeiros sintomas. Porém, a infecção também pode ser assintomática. Segundo um estudo publicado na revista médica The New England, uma em cada quatro pessoas desenvolve os sintomas. A maioria dos pacientes se recupera, sendo que a taxa de hospitalização costuma ser baixa.

Como deve ser feito o tratamento?

O tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios prescritos por equipe médica e que não contenham AAS (ácido acetilsalicílico). Em geral, o desaparecimento dos sintomas ocorre entre 3 e 7 dias após seu início.

Não há ainda tratamento específico e nem vacina para prevenir contra infecção por Zika vírus.

Como prenevir a doença?

As recomendações para prevenção contra o Zika vírus são basicamente as mesmas para prevenir a dengue, como uso de mosquiteiros e telas com inseticidas, repelentes com o composto “icaridina”, roupas que cubram braços e pernas.

dicas para combater o mosquito

Além de evitar o acúmulo de água parada, cobrindo os locais que possam servir de criadouros do mosquito.

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Zika vírus?

Procurar o seu atendimento médico preferencial para receber orientações e cuidados.

Avaliação do Ministério da Saúde?

O Ministério da Saúde ressalta que ainda há muitas questões a serem resolvidas. Uma das dúvidas é como ocorre exatamente a atuação do Zika vírus no organismo humano e a infecção do feto. Estudos adicionais de vigilância e de pesquisa são necessários para melhorar a compreensão da população sobre o tema.

Há também um chamado do Ministério da Saúde para uma mobilização nacional de contenção do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da Dengue, Zika vírus e Chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização.

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