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Atuação

Imagem Comunidade de Terreiro

A FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná é uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo, conforme o seu Estatuto Social, é representar cultural, institucional, política e socialmente os Povos e as Comunidades Tradicionais Afro-brasileiras, Brasileiro-Afros e Indígenas, e outros povos tradicionais onde atue, seus dirigentes, frequentadores, simpatizantes e as comunidades por eles constituídas, dando-lhes visibilidade e buscando a sua integração plena a sociedade brasileira.

Assim, esclarecido o objetivo estatutário de representação institucional dos associados, a FUEP atua na proteção das suas tradições, no fomento a união destes e do seu desenvolvimento cultural, educacional e social, na mais estreita harmonia e fraternidade, com a promoção da Cultura da Paz, e, respeitando a individualidade, a autodeterminação e a diversidade característica de cada um.

Portanto, o Estatuto Social, estabelece quem a FUEP representa e quais os princípios devem ser observados no sentido de estabelecer essa representação.

Logicamente não se exclui a possibilidade de encampar políticas mais amplas, de forma pontual, em conjunto com os demais segmentos religiosos e movimentos sociais existentes no país. Muito ao contrário, como os Povos e as Comunidades Tradicionais Afro-brasileiras, Brasileiro-Afros e Indígenas, e outros povos tradicionais, são parte da sociedade brasileira, busca-se a plena integração, de modo a diminuir o preconceito e a discriminação ainda existentes.

Atualmente, a FUEP está presente em diversas cidades do estado do PR, através das vice-presidências das subsedes regionais e das comunidades associadas, que são mobilizadas pelas mídias sociais e através de reuniões presenciais periódicas. Assim, atinge-se dezenas dessas comunidades e milhares de dirigentes, frequentadores e simpatizantes Umbandistas, entendendo que essa atuação, é de vital importância no fortalecimento da identidade da Umbanda e do Umbandista.

Sem intenção de fazer proselitismo, objetiva trabalhar ativamente contra a discriminação e o preconceito religioso, para assim, permitir que as pessoas tenham a liberdade de professarem as suas religiões, conforme preceitua a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas – ONU, assim como, a Constituição Federal da República Federativa do Brasil, no Título II – Dos Direitos e Garantias Individuais, Artigo 5°, Inciso VI, no qual é assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.

Desta forma, cada vez mais os Umbandistas devem participar ativamente da sociedade e manifestar os seus interesses políticos, econômicos, sociais e culturais, segundo os seus princípios espirituais, sem sofrer qualquer forma de intolerância e desrespeito à sua fé.

Cabe destacar que a FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná, foi fundada em 25 de maio de 1968, existindo ininterruptamente a 49 anos, tendo sido declarada de Utilidade Pública Estadual pela Lei Nº 8.515 de 30 de Junho de 1987 e de Utilidade Pública Municipal, no município de Curitiba, capital do Estado do Paraná, pela Lei Nº 6.833 de 09 de Abril de 1986.

É notória a característica organizativa dos Povos e das Comunidades Tradicionais Afro-brasileiras, Brasileiro-Afros e Indígenas e de outros povos tradicionais que é a união de pequenos grupos de pessoas, em torno de um dirigente, Mãe ou Pai de santo, que embora tenha sido formado por outro (a) Mãe ou Pai de santo, ao imprimir as suas características pessoais, saberes e personalidade, forma uma Comunidade diferente daquela que lhe deu origem, autônoma e independente, com pouca, ou nenhuma relação com outras Comunidades. Isso sem a menor dúvida fragiliza a participação efetiva das Comunidades na sociedade onde está instalada.

Assim, dessa realidade pode-se concluir que não existe uma organização institucional capaz de unificar as Comunidades, uma vez que mesmo litúrgica e ritualisticamente, grosso modo, não existem duas Comunidades iguais, tornando-se muito difícil o estabelecimento de projetos e estratégias comuns, tanto no aspecto religioso, quanto políticas e sociais, notadamente na relação com a sociedade. Assim, parece extremamente importante a união das Comunidades em torno de suas bandeiras e reivindicações. Esse é o papel das federações.

Existem muitas federações de Umbanda, que, via de regra agrupam também Ilês do Candomblé, e Templos de outras religiões, dividindo a força representativa, e sabe-se que muitas delas existem única e exclusivamente para o benefício particular dos seus dirigentes, nada realizando em prol dos Povos e das Comunidades Tradicionais Afro-brasileiras, Brasileiro-Afros e Indígenas, que dizem representar.

Aquelas que pretendem realizar alguma coisa (dentre elas a FUEP) sofrem: com o descaso e reação negativa ao termo “federação”; com a falta de disponibilidade de pessoas, consumidas pelas suas atividades laborais e a administração das suas Comunidades; e também pela ausência de recursos financeiros.

Assim, fragmentados em pequenos grupos, vivencia-se certa concorrência entre as Comunidades, não se atua na via institucional, e inexiste uma estratégia política de centralização de ações de frente ampla, essenciais para ocupar de “direito” o espaço já ocupado de “fato”, pelas Comunidades.

Com raríssimas exceções, em plena era da comunicação, ainda vive-se a tradição da transmissão oral dos conhecimentos, o que nos torna alvo fácil para o ataque de outras religiões mais modernizadas, bem estruturadas financeiramente, que organizadas nacionalmente, estabelecem relações franciscanas (é dando que se recebe), muitas vezes imorais com o poder central do estado, transformando em letra morta a laicidade prevista na Constituição Federal.

Com base nessa análise, portanto, entende-se que existe um papel preponderante a ser cumprido pela FUEP, na busca da legitimação, do reconhecimento pleno e do fortalecimento dos Povos e das Comunidades Tradicionais Afro-brasileiras, Brasileiro-Afros e Indígenas, encampando as suas demandas e reivindicações.

Mas para que isso ocorra em sua plenitude, é necessário fortalecer financeira, política e administrativamente, a FUEP, o que só ocorrerá com a adesão maciça das Comunidades, dos dirigentes, médiuns e simpatizantes, tanto nas proposições de ações políticas, sociais e institucionais unificadas, quanto participando ativamente da sua gestão, o que torna imperioso associar-se.

É preciso ter claro o compromisso que temos com as futuras gerações, no sentido de favorecer plenamente o desenvolvimento dos Povos e das Comunidades Tradicionais Afro-brasileiras, Brasileiro-Afros e Indígenas.

Saravá!

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