jan 30 2016

Saiba mais sobre o Zika Vírus

Fontes: Portal CASSI / Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde

gravida zika virus

O que é o Zika vírus?

É uma doença viral aguda, transmitida por mosquitos infectados pelo ZIKAV, principalmente pelo Aedes aegypti, Aedes Albopictus e outros tipos de Aedes.

Quais os sintomas?

A doença provoca sintomas semelhantes aos da dengue, porém mais brandos, como febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas, também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Em quanto tempo surgem os primeiros sintomas?

O tempo de incubação, que é o tempo em que o vírus está “adormecido”, oscila entre 3 e 12 dias, após esse período surgem os primeiros sintomas. Porém, a infecção também pode ser assintomática. Segundo um estudo publicado na revista médica The New England, uma em cada quatro pessoas desenvolve os sintomas. A maioria dos pacientes se recupera, sendo que a taxa de hospitalização costuma ser baixa.

Como deve ser feito o tratamento?

O tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios prescritos por equipe médica e que não contenham AAS (ácido acetilsalicílico). Em geral, o desaparecimento dos sintomas ocorre entre 3 e 7 dias após seu início.
Não há ainda tratamento específico e nem vacina para prevenir contra infecção por Zika vírus.

Como prenevir a doença?

As recomendações para prevenção contra o Zika vírus são basicamente as mesmas para prevenir a dengue, como uso de mosquiteiros e telas com inseticidas, repelentes com o composto “icaridina”, roupas que cubram braços e pernas.

Além de evitar o acúmulo de água parada, cobrindo os locais que possam servir de criadouros do mosquito.

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Zika vírus

Procurar o seu atendimento médico preferencial para receber orientações e cuidados.

Avaliação do Ministério da Saúde?

O Ministério da Saúde ressalta que ainda há muitas questões a serem resolvidas. Uma das dúvidas é como ocorre exatamente a atuação do Zika vírus no organismo humano e a infecção do feto. Estudos adicionais de vigilância e de pesquisa são necessários para melhorar a compreensão da população sobre o tema.

Há também um chamado do Ministério da Saúde para uma mobilização nacional de contenção do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da Dengue, Zika vírus e Chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização.

Zika vírus e Microcefalia

Cartilha do Ministério da Saúde:

http://www.ans.gov.br/images/stories/noticias/pdf/Cartilha_Zika_revisada.pdf

Cientistas brasileiros detectaram relação entre o Zika vírus e a microcefalia.

Dados das investigações puderam ser confirmados em um boletim emitido no dia 17 novembro pela Fiocruz, entidade oficial que participa das pesquisas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO – Pan American Health Organization) também emitiram um boletim, no último dia 1º de dezembro, com um alerta mundial sobre a epidemia de Zika vírus relacionada com a microcefalia.

Descoberta

O Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz concluiu diagnósticos que constataram a presença do genoma do Zika vírus em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia.

A confirmação da relação entre o vírus e a microcefalia é inédita na pesquisa científica mundial, o que necessita de estudos mais aprofundados. Por isso, o governo brasileiro convidou dois técnicos do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos para ajudar nas análises dos casos de microcefalia causados pelo Zika vírus em Pernambuco.

Incidência

No Brasil todo já são mais de 1.248 casos notificados em 311 municípios de 14 Estados e do Distrito Federal.

A região nordeste é a mais afetada pelo surto de microcefalia, mais especificamente Pernambuco, o primeiro Estado a identificar o aumento de casos e que lidera o ranking com o maior número de casos (646). Em seguida estão os Estados de Paraíba (248); Rio Grande do Norte (79); Sergipe (77); Alagoas (59); Bahia (37); Piauí (36); Ceará (25); Maranhão (12); Rio de Janeiro (12); Tocantins (12); Goiás (2); Distrito Federal (1) e Mato Grosso do Sul (1).

O que é microcefalia?

É um distúrbio neurológico, uma má-formação congênita, em que o cérebro do bebê não se desenvolve de maneira adequada. A doença pode ser causada por uma variedade genética e fatores ambientais. Segundo o governo, na epidemia atual, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

Há tratamento para a microcefalia?

Não há nenhum tratamento específico para microcefalia, mas a intervenção precoce pode ajudar a melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.

O Ministério da Saúde recomenda que as gestantes mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico, não consumam bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizem medicamentos sem orientação médica e evitem contato com pessoas com febre ou infecções.

Segundo o Ministério da Saúde, as gestantes devem redobrar o cuidado adotando medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Em análise inicial do governo, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez, porém, ainda não há pesquisas que determinem especificamente qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante.

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