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100 Anos da Umbanda

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A comemoração dos 100 anos da Umbanda em Curitiba, foi realizada na Ópera de Arame e contou com a presença massiva dos Umbandistas que se encantaram com a apresentação das Curimbas dos Terreiros de Curitiba e Região, ASSEMA, Pai Maneco, Tio Antônio, além da participação especial do Grupo Kundu Balê do Quilombo Paiol de Telha.

Nosso convidado especial foi o Pai Ricardo Barreiras de Bauru/SP, que nos falou um pouco sobre o significado e a importância da data, privilegiando a comemoração do 1º centenário, mas mostrando que temos muito ainda a fazer pela Umbanda e pelo reconhecimento de direito do papel que já desempenha de fato entre as religiões professadas no espectro religioso brasileiro. Essa apresentação, reunindo vários dirigentes de vários Templos Umbandistas da nossa capital, ensejou a união em prol da refundação da FUEP.

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Também realizamos uma sessão solene na Câmara dos Vereadores de Curitiba, no dia 14/11/2008, por proposição do então Vereador Luizão Stellfeld, que homenageou os Pais e Mães de santo mais antigos, num tributo a nossa ancestralidade.

“O centenário da Umbanda no Brasil foi comemorado na Câmara de Curitiba, na noite da última sexta-feira (14). O evento realizado no Legislativo foi mais um de uma série, que teve continuidade durante o final de semana, com o tema “Umbanda é Paz. 100 Anos de Fé e Caridade”.

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Conforme o discurso de saudação do vereador Luizão Stellfeld (PCdoB), autor da iniciativa, a religião, fundada em 1908, no Rio de Janeiro, é a única genuinamente brasileira. “É uma religião formada dentro da cultura brasileira, que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões, como a católica, espírita e afro-brasileiras”, disse o parlamentar. Para ele, a Umbanda tem caráter social e cultural. “Visa a confraternização e valorização do ser humano, buscando evidenciar a igualdade e minimizar o preconceito”, complementou.

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André Moraes, dirigente do Terreiro de Umbanda Tio Antônio, falou sobre a Umbanda desde a época da escravidão até os dias de hoje. Segundo o Pai-de-santo, foi preciso muita luta e determinação por parte dos antecessores, que, através do tempo, garantiram que a religião sobrevivesse ao preconceito e diversas perseguições policiais. “Transpôs barreiras e hoje é praticada de norte a sul”, acrescentou, destacando que a efetiva expansão do número de terreiros teve início em 1930, se consolidando durante o Estado Novo. “Hoje, ao completar 100 anos, começa um novo ciclo de crescimento, praticado em todas as camadas socioeconômicas e culturais de nossa sociedade e mais uma vez podemos constatar que aquela semente se transformou não apenas numa árvore frondosa, mas num pomar repleto de árvores e de frutos”, finalizou.

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Para o presidente da Associação Espiritualista Mensageiros de Aruanda, Marco Boeing, um dos organizadores do evento e também homenageado durante a sessão, as festividades dão oportunidade de divulgar a história pouco conhecida da Umbanda, esclarecendo dúvidas básicas e certamente diminuindo o número de pessoas que têm uma imagem incorreta da religião.