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jul 09 2015

Balé Folclórico da Bahia (BFB)

Balé Focl Bahia

O internacionalmente aclamado Balé Folclórico da Bahia apresenta espetáculo inédito em Curitiba

“Somos, provavelmente, um dos maiores embaixadores da cultura popular brasileira para o mundo inteiro e temos divulgado a Bahia em todo planeta”, destaca Vavá Botelho, diretor do Balé

Única companhia profissional de dança folclórica do país em atividade, o premiado Balé Folclórico da Bahia (BFB) leva o espetáculo “Herança Sagrada – A Corte de Oxalá” para Curitiba, no dia 20 de agosto, às 21 h no Teatro Positivo (Grande Auditório). A turnê, inédita na região Sul, conta com o patrocínio de “O Boticário na Dança”. Em “Herança Sagrada”, os bailarinos reproduzem com fidelidade sequências de movimentos de alguns dos mais importantes rituais do Candomblé, numa coreografia baseada em danças do culto afro-brasileiro. O espetáculo, que já foi aplaudido nos Estados Unidos, Europa, Caribe, Oceania e África, conta com direção geral de Walson (Vavá) Botelho e direção artística de José Carlos Santos (Zebrinha).

No palco, 26 bailarinos, músicos e cantores apresentam movimentos vibrantes e sonoridade arrebatadora. A segunda parte do espetáculo reúne coreografias clássicas do repertório do Balé, que traduzem as mais importantes manifestações folclóricas baianas, em “Puxada de Rede”, “Capoeira” e “Samba de Roda”, além de “Afixirê”, coreografia inspirada na influência dos escravos africanos na cultura brasileira.

Em maio, o Balé Folclórico da Bahia foi a companhia convidada especial do Dance África, em Nova York, onde fez apresentações do espetáculo “Herança Sagrada” durante dez dias, sempre com a casa cheia. A repercussão e o sucesso do grupo renderam destaque em matéria de página inteira no The New York Times. O festival, que acontece há 38 anos no BAM (Brooklyn Academy of Music), é um dos principais eventos de dança africana e cultura negra dos EUA. O Balé foi homenageado por todos os grupos de dança participantes, que subiram ao palco e fizeram junto com a companhia a coreografia Afixirê, uma das principais do Balé Folclórico. Em Yorubá, Afixirê significa “festa da felicidade”.

“O espetáculo já é consagrado internacionalmente, agora precisa ser conhecido pelos brasileiros”, afirma Vavá Botelho, fundador e diretor geral do Balé Folclórico da Bahia. A companhia aclamada mundialmente já se apresentou em 24 países. “Manter uma equipe que se dedica à dança em regime integral, com intenso preparo técnico, físico e muita pesquisa, é uma luta diária. Poucas companhias de dança privadas sem patrocinador regular conseguem existir por tanto tempo, mantendo um nível de excelência técnica tão elevado e respeito do público e da crítica”, afirma Vavá.

O Balé arrebatou a admiração da poderosa Anna Kisselgoff, crítica de dança do The New York Times. “O prazer dos dançarinos, músicos e cantoras em fazer o que eles fazem sobre o palco é tão obviamente parte da vida deles que contagia todo o teatro”, escreveu Kisselgoff. “Eu já assisti seus maravilhosos bailarinos em diferentes países, sempre se comunicando com o público. Crianças e adultos são tomados de imediato pelos ritmos e encantos de sua arte”, declarou a jornalista numa das suas criticas para o jornal norte-americano.

Reconhecida pela Associação Mundial de Críticos como a melhor companhia de dança folclórica do mundo, o Balé Folclórico da Bahia já formou mais de 700 bailarinos. A maioria deles de origem muito simples, que aprenderam os primeiros passos de dança no Balé e hoje brilham em grandes companhias internacionais do mundo. “Além do trabalho artístico, temos uma função social”, destaca Vavá Botelho.

Sobre o Balé Folclórico da Bahia.

O premiado Balé, que completa 27 anos em agosto de 2015 e já se apresentou em mais de duzentas cidades e 24 países, incluindo Estados Unidos, Itália, Inglaterra, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Nova Zelândia, Austrália, Alemanha, França, Holanda, Suíça, México, Chile, Colômbia, Finlândia, Suécia e África do Sul, dentre outros.

Com sede no Pelourinho, em Salvador, atualmente, o BFB funciona em regime integral de seis horas de trabalho por dia. Os 40 integrantes da companhia – dançarinos, músicos e cantores – recebem preparação técnica para dança, música, capoeira, canto e teatro. Para preservar e divulgar as principais manifestações folclóricas da Bahia, o Balé desenvolveu uma linguagem cênica que parte dos aspectos populares e atinge questões contemporâneas. O Balé também possui um segundo corpo de baile, que realiza espetáculos, diariamente, no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, tendo como público, principalmente, turistas estrangeiros e de outros estados do Brasil, há 20 anos.

Sobre O Boticário na Dança.

A dança é a arte que transforma movimento em beleza. E por acreditar no poder transformador da beleza, O Boticário criou um programa de patrocínios a projetos culturais voltado exclusivamente para a essa área: O Boticário na Dança. A finalidade é fortalecer a produção cultural de grupos, criadores e artistas, e estimular a formação de plateia e talentos para a área. Os apoios são direcionados a festivais, mostras, espetáculos, manutenção de companhias, livros e periódicos, sites, cursos, workshops, oficinas, palestras, fóruns, produção e exibição de vídeos, filmes e exposições. Projetos do Brasil inteiro, aprovados em leis de incentivo à cultura (Federal/MinC ou estaduais), podem se inscrever, e são selecionados por meio de um Edital lançado anualmente no site boticario.com.br/danca. O Festival O Boticário na Dança é mais uma iniciativa do programa, criado para celebrar a cultura e oferecer ao público brasileiro o que há de mais belo, inovador e contemporâneo no cenário da dança.

Reconhecimento

Além do reconhecimento do público e da crítica especializada, o Balé coleciona inúmeros prêmios e conquistas importantes. Em novembro de 2013, durante sua 12ª turnê pela América do Norte, o Balé Folclórico da Bahia (BFB) foi homenageado em Atlanta, capital da Geórgia (EUA). A prefeitura de Atlanta declarou o dia 1º de novembro como o Dia do Balé Folclórico da Bahia no calendário oficial da cidade. Em dezembro do mesmo ano, a companhia ganhou nome de rua na cidade de Aného, no sudeste do Togo, perto da fronteira com o Benim, durante curta temporada na África.

A companhia já foi capa do The Village Voice, uma das mais importantes publicações culturais em Nova York. Ganhou inúmeras matérias de página inteira no The New York Times e foi notícia de destaque em vários outros jornais do mundo. Na turnê norte-americana, realizada em 2011, o jornal “The New York Times” publicou em duas páginas a manchete: “Jornadas Fantásticas – Quando o Balé Folclórico da Bahia aporta em Nova York é tempo de festa”.

Em 1994, a Associação Mundial de Críticos reconheceu o BFB como a melhor companhia de dança folclórica do mundo. Ao longo dos seus 25 anos, o Balé conquistou vários prêmios e reconhecimento. Dentre eles: o Prêmio Fiat (oferecido pela Fiat do Brasil como a melhor companhia de dança do país em 1990); o Prêmio Estímulo (oferecido pelo Ministério da Cultura como a melhor companhia de dança do país e melhor espetáculo de dança do país em 1993); o Prêmio Mambembão (oferecido pelo Ministério da Cultura como a melhor pesquisa em cultura popular e melhor preparação técnica de elenco em 1996); o Prêmio Bom do Brasil (oferecido pela Varig como um dos cinco mais importantes projetos sócio-culturais existentes no país em 2004) e o Prêmio Mérito ao Turismo (oferecido pela ABRAJET – Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo pelos serviços prestados ao turismo no estado).

Desde 1993, sob a direção artística de José Carlos Arandiba (Zebrinha), a companhia atingiu um nível de aprimoramento técnico-interpretativo, que despertou a atenção dos mais exigentes profissionais e críticos da área de dança. A Bahia, celeiro das manifestações populares no país, tem sido a maior inspiração para as pesquisas do Balé, que através da dança, música e de outras expressões que compõem o espetáculo consegue legitimar o folclore baiano em suas coreografias.”O nosso grande objetivo é a educação. Meu principio é que cada pessoa faz seu caminho.

No Balé, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. A partir do momento que alguém entra por nossa porta, deixa fora um monte de estigma,” afirma o diretor artístico.

PROGRAMA “HERANÇA SAGRADA – A CORTE DE OXALÁ”

Coreografia: Walson Botelho e Zebrinha
Música: cânticos sagrados do candomblé

Nos mais de 300 anos de colonização portuguesa, milhões de escravos foram trazidos para o novo mundo. Como principal forma de resistência à sua identidade cultural, esses africanos mantiveram a sua manifestação religiosa. Herança Sagrada celebra esta rica tradição trazendo à cena alguns dos mais belos e importantes rituais da religião Yorubá, como uma das mais antigas e sagradas religiões da história da humanidade.

Em “Herança Sagrada”, Obatalá, criador do universo yorubá, coloca na Terra seu primeiro filho e Orixá, Exú, principal mensageiro entre os segredos do Orun (firmamento) e o Aiyê (a terra). Exú fica como responsável por dar vida a todos os seres animados, criando o mundo real.

Durante os rituais festivos, novos adeptos são iniciados saudados pelas Divindades do panteão religioso africano, a exemplo de OGUM, que rege a força da natureza contida no ferro e nas guerras; OXUM, a Deusa da vaidade e da beleza, que rege a força das águas doces; OBALUAIYÊ, Orixá das enfermidades, das doenças contagiosas e da morte; IANSÃ, que representa a força dos ventos e das tempestades e OXOSSI, divindade protetora das florestas.

· EXÚ – Divindade enviada por Olorum, o Deus Supremo, para criar o mundo real. Este Orixá brincalhão, dono das encruzilhadas e estradas é reverenciado sempre em primeiro plano como forma de agradá-lo, pois Ele é o mensageiro entre o Orum e o Ayé (Firmamento e Terra).

· INICIAÇÃO DE YAÔ – Celebração da primeira apresentação pública do novo iniciado na religião. Após um determinado tempo de reclusão,onde recebe o AXÉ que guiará sua vida para sempre, o Yaô é saudado pelos Orixás e pelos demais adeptos do Candomblé.

· XIRÊ – Festa. Comemoração. Sequência de danças dedicadas aos Deuses africanos delineando o aspecto central do ritual: celebração do transe permitindo que os Orixás assumam formas humanas e exibam através de movimentos espontâneos os vários aspectos da sua personalidade, criando temporariamente uma ponte entre o real e o divino.

· OGUM: Orixá que rege os elementos da guerra e do ferro.

· OXUM: Divindade suprema das águas doces, Deusa rainha da vaidade e da beleza.

· OBALUAÊ: Orixá das doenças contagiosas, das pragas e da morte.

· IANSÃ: Deusa guerreira dos ventos, das tempestades. Aquela que foi partida em nove pedaços.

· OXOSSI: Divindade protetora das florestas, dos animais e dos caçadores.

· OXALÁ: Orixá maior do Candomblé. Pai supremo de todas as divindades.

“PUXADA DE REDE”

Coreografia: Walson Botelho
Música: folclore baiano

Manifestação popular ainda encontrada nas praias da Bahia, na qual os pescadores, acompanhados de suas mulheres, saem à noite para a pescaria e durante todo tempo realizam rituais para IEMANJÁ, Deusa do mar, através de cantos

“SAMBA DE RODA”

Coreografia: Walson Botelho
Mise-en-scene: Walson Botelho e Zebrinha
Música: folclore baiano

A dança e o ritmo mais populares na Bahia. O Samba de Roda surgiu como forma de entretenimento entre os escravos durante seus raros momentos de lazer nos fundos das senzalas. A partir de então, tomou várias formas distintas e originou diversos estilos hoje propagados por todo o país, num exemplo que varia entre o samba duro, praticado pelos capoeiristas após as rodas de capoeira, aos pagodes dos morros cariocas e das festas populares na Bahia.

“CAPOEIRA”

Coreografia: Walson Botelho
Mise-en-scene: Walson Botelho e Zebrinha
Música: folclore baiano

Forma de luta marcial que tem como base outras artes marciais e danças trazidas pelos escravos africanos, em especial aqueles vindos de Angola, durante o período colonial. Foi reprimida e proibida a sua execução principalmente em locais públicos até o início da década de 60, quando começou a ganhar força e prestígio através de grandes mestres de capoeira que a levaram para todo o mundo, sendo hoje reconhecidamente a “arte marcial oficial do Brasil”.

“AFIXIRÊ”

Coreografia: Rosângela Silvestre
Música: folclore baiano

AFIXIRÊ, em Yorubá, significa “festa da felicidade”. Uma coreografia inspirada na grande influência que os povos africanos tiveram na formação da cultura brasileira, em especial, na Bahia. Uma verdadeira festa de cores, movimentos e sons.

Serviço:

Espetáculo: “Herança Sagrada – A Corte de Oxalá” – Balé Folclórico da Bahia
Local: Teatro Positivo – Grande Auditório
Data: 20 de agosto
Horário: 21h
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia entrada)
Classificação: 12 anos

Descontos:

40% para portadores do cartão fidelidade Disk Ingressos. Ingresso: R$ 42,00
50% para assinantes do Gazeta do Povo. Ingresso: R$ 35,00
50% para associados da FUEP. Ingresso: R$ 35,00

Vendas através da DISKINGRESSOS

Balé Folclórico da Bahia - Photo Vinicius Lima (4)

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