ago 16 2017

Mensagem do Pai Jimmy

Caros irmãos da FUEP

Faço parte dos pioneiros que reativaram a FUEP, junto com o Paulão, Pai André e demais irmãos re-fundadores.

Sou Conselheiro Titular, vitalício desde a reativação da FUEP e ocupei a Secretaria do Conselho por 2 mandatos consecutivos e agora com muita alegria aceitei o desafio de presidir o Conselho Deliberativo, sucedendo ao Pai André, que esteve à frente do Conselho Deliberativo na mesma época.

A tarefa é imensa mas entendo ser uma oportunidade de estruturar as atividades fundamentais da FUEP, alinhados com a Missão, Visão, Princípios e Valores, estabelecidos como pontos focais das ações a serem desenvolvidas nas diversas Diretorias.

Estes procedimentos serão parte de um Sistema Documentado da FUEP de forma a garantir que as rotinas mapeadas nos Processos Internos da FUEP estejam descritas em Procedimentos Operacionais, para que sejam executadas conforme descritos nos documentos elaborados e aprovados pelo Conselho Deliberativo e Diretoria Executiva.

A partir da minha experiência de 25 anos desenvolvendo Consultorias de Implantação de Sistemas Documentados da Qualidade e Meio Ambiente, pretendo desenvolver em conjunto com a Diretoria Executiva um Projeto de Implantação do Sistema Documentado de Procedimentos Operacionais da FUEP, de forma a mapear e documentar as rotinas operacionais dos diversos processos envolvidos na Gestão da FUEP.

O principal objetivo do Sistema de Documentos da FUEP será garantir a padronização operacional das rotinas descritas e realizadas nas diversas Diretorias da FUEP, facilitando e orientando aos novos titulares a continuidade dos projetos em andamento e a integração com as demais rotinas dos novos projetos a serem desenvolvidos pelas diversas Diretorias.

Tenho também como compromisso dar continuidade aos projetos iniciados na gestão anterior, convocar e dar posse aos novos Conselheiros que vão compor a Comissão de Ética na Gestão 2017/2021, sempre no sentido de preservar os Valores da FUEP, manter a Integridade das práticas religiosas inerentes a Umbanda, apurar eventuais irregularidades e sugerir as punições a serem aplicadas, decidindo o voto de minerva no caso de empate sobre as questões a serem analisadas pela Comissão de Ética da FUEP

Em conjunto com a Diretoria Executiva comprometo-me a analisar e definir as prioridades para esta gestão, de modo a atender as expectativas de renovação e revitalização tão desejada pelos novos Diretores eleitos.

Atenciosamente

Edward James S. Harrison – Pai Jimmy de Oxóssi

Curitiba 15 de agosto de 2017.

ago 16 2017

Adeus 2015, Feliz 2016

Por Paulo Tharcicio Motta Vieira*

Prestando contas

Chegamos ao final de 2015, ano do 107º aniversário da Umbanda, com a sensação do dever cumprido, ainda que parcialmente. Não se pode, entretanto, deixar de apontar que a Direção da FUEP sofreu certo esvaziamento, fruto das atribuições pessoais e/ou profissionais dos seus membros ou ainda por afastamento opcional. Esse esvaziamento tem se repetido de ano para ano, de forma que iniciamos com toda a força e, com o passar do tempo, o ânimo vai arrefecendo e a participação diminuindo. Embora isso tenha ocorrido também em 2013 e 2014, acreditamos que estejamos fechando um ciclo de mudanças e que o ano de 2016 representa um recomeço, forte e coeso.

Buscamos recuperar a Utilidade Pública Estadual que foi cassada pela ALEP, e para tanto foi necessário reformar/alterar o Estatuto Social, oportunamente, aproveitou-se para retirar os artigos restritivos, reconhecendo “de direito” a diversidade que existe “de fato” nos Templos Umbandistas, favorecendo a associação de dirigentes e terreiros.

A atualização estatutária permitirá buscarmos a obtenção da utilidade pública federal, que nos habilitará a receber doações que poderão ser compensadas no Imposto de Renda das pessoas físicas e jurídicas, além de abrir as portas para outros aportes de recursos, tais como a realização de bazares com produtos apreendidos pela Receita Federal.

Por absoluta falta das mais diversas condições, não conseguimos realizar o seminário, programado para todo 1° semestre, embora não tenhamos medido esforços para tanto.

Em agosto, com a realização da reunião ampliada do Conselho Deliberativo em conjunto com o Conselho Fiscal e Direção Executiva, iniciamos fortemente o processo de interiorização da FUEP, criando as condições para a presença mais efetiva em todo o estado, através da ativação das subsedes regionais nas cidades polo, nas quais já temos vice-presidentes eleitos e trabalhando na consolidação da FUEP no interior do estado

Apesar das dificuldades, tivemos um ano cheio de atividades no campo institucional, nesse sentido, participamos ativamente das ações do CONPAZ/PR, assumindo a frente de várias atividades organizadas, que culminaram com a realização da Semana Estadual pela Cultura do Paz.

Também continuamos a jornada para estabelecer a representatividade da Umbanda na ASSINTEC – Associação Inter-religiosa de Educação, através da nossa participação efetiva na direção, o que parece ter sido conseguido, faltando a oficialização. A ASSINTEC é uma entidade civil de caráter educacional que atua em parceria com o poder público na efetivação do Ensino Religioso nas escolas públicas do Paraná e nos apoios pedagógico e didático aos professores desta área do conhecimento.

Participamos do 11° Prêmio Atabaque de Ouro no RJ, repetindo a participação anterior. Foram três Curimbas representando os Umbandistas do Paraná, embora tivéssemos direito a mais uma vaga, que, por motivos de ordem financeira, não foi ocupada pela 2ª. colocada do 5º Festival, a Curimba do TUMA.
Assim, apresentaram-se a Curimba da TUFOY – Tenda de Umbanda Filhos de Oxalá e Yemanjá de Fazenda Rio Grande, que com a cantiga “Oxum: a Guerreira do Amor”, de autoria do Pai Edson Verbaneck, conquistou o prêmio de Melhor Intérprete e o Grupo Tambores de Paraná, que embora tenha se classificado ao vencer um festival em São Paulo, também teve a nossa torcida, conquistou o prêmio de Melhor Letra para a cantiga Caboclo Lanceiro, de autoria de Paulo Maciente, da Curimba do TUMA.

À Curimba do Terreiro de Umbanda Tio Antônio, Bicampeã no 10º Atabaque de Ouro, coube fazer a abertura do 11º Prêmio, o que fez magistralmente ao homenagear todas as vencedoras das 10 edições anteriores, culminando com a apresentação da cantiga “Não só prá falar das Marias”.

Não realizamos o Festival de Curimbas em novembro como já era praxe, transferindo-o para o 1º Semestre de 2016, para oportunizar a participação de representações do interior do estado, a partir da consolidação do projeto de interiorização da FUEP.

Propostas para 2016

Em 2016, daremos uma especial atenção à campanha de associação “Sou Umbandista de Carteirinha”, com o mote de associar as pessoas que acreditam na ideia de que “juntos somos mais fortes e podemos mais”, com o objetivo de aumentar o número de associados e por decorrência a representatividade institucional da FUEP.

Recuperando a Memória

Ainda no próximo ano, reavivaremos o projeto da “Memória da Umbanda no Paraná”, para tanto, iniciaremos a realização de entrevistas que serão gravadas em áudio e vídeo, com as pessoas que fizeram e fazem a Umbanda no Paraná, com seus sucessores e com aqueles que possam nos ajudar a construir a trajetória da Umbanda no nosso estado.

Aquisição da sede própria

Instituiremos novos projetos que possam ampliar o número de associados (coletivos e individuais) no rumo de atingirmos a independência financeira, que nos permita manter uma sede social, onde possamos atender dignamente aos associados. Nesse sentido, a comercialização da Chácara de Campo Largo (já aprovada pelo Conselho Deliberativo em ago/2015), que se transformou num sorvedouro de recursos, é emergencial, carreando o recurso obtido para a aquisição de sala comercial em Curitiba.

Consórcio para aquisição de imóveis para os terreiros

Outro dos projetos que estarão sendo propostos é a criação de um Fundo Solidário para a Aquisição e/ou Reforma de Imóveis próprios para os Templos Umbandistas, em conformidade com a proposta inicial já existente, que será discutida mais amplamente em reunião específica, visando à formação do Fundo, que viabilize a compra de imóveis para localização dos templos e/ou a reforma dos imóveis que já são próprios.

Comunicação

O caminho para que todos os projetos saiam efetivamente do papel é estabelecer meios de comunicação mais efetivos com os associados de forma e enviar tempestivamente quaisquer assuntos que digam respeito a religião, convites e festividades, que passam pela atualização constante do Blog http://fuep.blogspot.com e do site www.fuep.org.br e se estabeleça constância no envio de e-mails umbanda.parana@gmail.com.

Umbanda no Século XXI, perspectivas e desafios

Ainda no quesito comunicação, se pretende estruturar o Blog http://umbandaseculo21.blogspot.com.br/, objetivando estabelecer um amplo, plural e democrático repositório do conhecimento Umbandista já existente e buscando definições para os desafios e perspectivas que nos reservam o futuro.

Com raríssimas exceções, em plena era da comunicação, ainda se vive na tradição da transmissão oral dos conhecimentos, o que nos torna alvo fácil para o ataque de outras religiões mais modernizadas, bem estruturadas financeiramente, que organizadas nacionalmente, se fortalecem cada vez mais, ao estabelecer relações muitas vezes espúrias ou no mínimo equivocadas com o poder central do estado, cuja laicidade é letra morta na Constituição Federal.

Crê-se ainda que devemos ter uma preocupação com a Umbanda que será deixada para as gerações futuras de Umbandistas, se essa que é alvo de discriminação e preconceito, ou uma religião que as pessoas possam assumir sem o medo de represálias e perseguição.

Pesquisa

Para conhecer o anseio dos Umbandistas do nosso estado com relação à federação, foi aprovada no Conselho Deliberativo a realização de “Pesquisa de Opinião entre os Umbandistas” com o objetivo de conhecermos a principal questão colocada para a FUEP e a razão da sua existência:

“O que os Umbandistas do Estado do Paraná esperam da Federação Umbandista do Estado do Paraná?”

È sabido que as federações, buscando a sustentação financeira, via de regra agrupam também Ilês do Candomblé e templos de outras religiões, dividindo a força representativa, e muitas delas em função de existirem única e exclusivamente para o benefício particular dos seus dirigentes, associam “sortistas” e “pais de poste”, nada realizando em prol da Umbanda ou das religiões que dizem representar.

Dentre aquelas que pretendem realizar alguma coisa, sofrem, primeiro com o descaso e reação ao termo “federação”; com a falta de disponibilidade dos dirigentes, totalmente consumidos pelas suas atividades laborais e a administração dos seus terreiros; e, também, pela persistente ausência de recursos financeiros.

Articulação nacional – Unidade na Diversidade

Acredita-se que é necessário buscar uma articulação nacional dos Umbandistas, através da formação de um órgão com representação em todo o país, que tenha o condão de propor uma efetiva aproximação, com o objetivo de buscar o reconhecimento e legitimação da Umbanda como religião, acabando com o preconceito e a discriminação que ainda sofremos.

Da análise da atual realidade pode-se concluir que não existe uma organização institucional capaz de unificar os templos, uma vez que mesmo litúrgica e ritualisticamente, grosso modo, não existem dois terreiros de Umbanda iguais, tornando-se muito difícil o estabelecimento de projetos e estratégias comuns, tanto no aspecto religioso, quanto na relação com a sociedade.

Conclusão

Temos muito o que comemorar, mas, também muitos desafios para superar, principalmente o paradigma de preconceito e discriminação que ainda existe na sociedade brasileira.

Essa tarefa, não pode ser relegada a um segundo plano, por isso conclamamos a todos os Umbandistas a se unir em torno da FUEP, com a força e a serenidade necessária para a superação das diferenças, priorizando sempre “aquilo que nos une”.

Dessa forma chamamos todos os umbandistas e simpatizantes a encarar junto conosco essa grandiosa tarefa, associando-se á FUEP.

A nossa unidade é a nossa força!

Axé

*Paulo Tharcicio Motta Vieira – Paulão, é o atual diretor-presidente da Direção Executiva da FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná e membro da corrente mediúnica do Terreiro de Umbanda das Marias de Curitiba.

ago 16 2017

Subsedes regionais da FUEP

Saravá Umbandistas do Paraná,

Tivemos vários problemas, totalmente alheios á nossa vontade, relativos á atualização do site, que ficou desde Jul/2012 sem receber a devida atenção. Isso ocasionou um incontável número de mensagens e comentários não respondidos/tratados. Não queremos que isso volte a acontecer, e desta forma, a solução que adotaremos para evitar a repetição deste fato tão desagradável, será assumir pessoalmente a atualização do site, analogamente ao que já ocorre no blog (http://fuep.blogspot.com).

Assim, á partir desta data, criamos a página “Fale com o presidente”, onde poderão ser postados todos os assuntos inerentes a associação á FUEP, tanto de médiuns (pessoas físicas) quanto de templos (pessoas jurídicas), assim como as dúvidas e qualquer outro assunto que os leitores e/ou associados acharem pertinentes.

A FUEP tem base estadual, no estado do Paraná, mas, em conformidade com o seu Estatuto Social (ver última atualização, aprovada na AGE realizada em 19/08/2015) e Regimento Interno (Gestão 2013/2017) ambos publicados na íntegra na respectivas páginas do site e do blog, não existe limitação geográfica para a associação, sendo no entanto necessário, o cumprimento das condições dispostas nos dois documentos, bem como da legislação pertinente.

Buscando a aproximação e a interiorização da FUEP, buscaremos cumprir o Artigo 5°, Parágrafos 4° e 5° do Regimento Interno, que propõe, respectivamente um calendário de visitas aos templos e a instalação de sub-sedes regionais, que reproduzimos abaixo:

PARÁGRAFO QUARTO – Dentre as atividades permanentes de aproximação da Diretoria da FUEP com os médiuns e freqüentadores dos templos associados, serão realizadas visitas periódicas, em dias de Gira, com calendário definido a partir da realidade de cada templo. O calendário, após definido será amplamente divulgado para conhecimento de todos.

Subsedes regionais da FUEP

Subsedes regionais da FUEP

PARÁGRAFO QUINTO – As 08 (oito) Sub-sedes Regionais propostas são:

a) Campos Gerais: Ponta Grossa e Região;

b) Centro: Guarapuava, Irati e Região;

c) Capital: Curitiba, Região Metropolitana e Litoral;

d) Noroeste: Maringá e Região;

e) Norte: Londrina e Região;

f) Oeste: Cascavel, Foz do Iguaçu e Região;

g) Sudoeste: Palmas, Pato Branco e Francisco Beltrão e Região;

h) Sul: União da Vitória e Região.

PARÁGRAFO SEXTO – As sub-sedes regionais serão estruturadas a partir de contatos já existentes e novos, a serem efetivados pelos integrantes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e Diretoria-Executiva, convidando dirigentes e médiuns de templos já contatados a auxiliarem na estruturação da FUEP em todo o Estado do Paraná.

Vamos criar também uma página de “Associe-se”, que terá o objetivo de responder as perguntas mais comuns, bem como páginas com o “passo-a-passo” para associação de médiuns e templos, legalização de templos, reconhecimento de dirigentes espirituais (Ministros religiosos Umbandistas), dentre outros assuntos que sejam considerados essenciais para ocuparmos o nosso espaço de fato e de direito, junto á sociedade.

Desta forma, esperamos constituir um fórum democrático de relacionamento com os Umbandistas, já na nova fase que pretendemos instalar na Direção Executiva da FUEP, que no primeiro momento buscou conquistar a confiança, propondo ações e atividades, mas que agora entendemos seja o momento de ouvir aos Umbandistas, e saber o que esperam de uma Federação, somente assim, poderemos efetivamente fazer parte do dia-a-dia dos milhares de templos, seus médiuns e frequentadores.

Paulo Tharcicio Motta Vieira

Presidente da Diretoria Executiva

Gestão 2013/2017

jul 27 2017

FUEP Eleições 2017 – Orientações para as subsedes

Saravá Dirigentes e Associados da FUEP – Eleições 2017

Em conformidade com o Estatuto Social, Art. 45º, parágrafo 4º, as eleições nas subsedes serão locais, concomitantemente com a AGO Eleitoral, e o resultado apurado enviado por meio eletrônico ao fim da votação e posteriormente por correio para arquivo.

Você está recebendo (através do correio) a documentação necessária para realizar a eleição aí na subsede regional. Enviamos lista de votantes com os associados cadastrados, cédulas eleitorais e lista em branco e a composição da Chapa 1 – única inscrita – encabeçada pelo Pai Anthony de Iemanjá na Diretoria executiva e pelo Pai Jimmy de Oxóssi no Conselho Deliberativo.

Caso você associe mais alguém até a data da eleição, preencha o nome na lista de votantes em branco. A eleição nas subsedes deve ser feita no dia 31/07, para que aconteça ao mesmo tempo em todas. Lembramos que para votar ou ser votado é necessário quitar a anuidade de 2017 no valor de R$ 30,00 (trinta reais) até o dia da AGOE – 31/07.

Contamos novamente com você, contribuindo com o desafio de organizar coletivamente as demandas dos Umbandistas do nosso estado, participando da Direção Executiva ou Conselho Fiscal e ainda no Conselho Deliberativo, que é o órgão máximo de deliberação da FUEP e é formado exclusivamente por dirigentes, Pais ou Mãe de Santo.

Informações adicionais:

– Para quitar a anuidade, que em 2017 é de R$ 30,00 (trinta reais), indicamos o depósito na conta corrente abaixo, informando através do e-mail umbanda.parana@gmail.com.

– Proceder dessa forma também para as novas associações, enviando junto a Ficha de Associação de Associados Individuais que anexamos a presente mensagem em formato .doc (word) que poderá ser editada e preenchida no seu computador.

Conta corrente da FUEP: BB (001) – Agência Visconde/PR (1244-0) – Conta Corrente 46.000-1 – CNPJ 77.798.205/0001-99

– Como incentivo à quitação da anuidade, todos os associados antigos e novos, que quitarem a sua anuidade até a data proposta (14/07/2017), receberão gratuitamente o CD e a revista do 12º Prêmio Atabaque de Ouro, realizado em 2016.

– Quem estiver com a carteirinha de associado vencida (principalmente aqueles que tem a carteirinha que parece um cartão de crédito) devem informar no e-mail do pagamento da anuidade para que possa ser substituída.

Não esquecer que toda a comunicação deve ser feita pelo e-mail umbanda.parana@gmail.com, informando o pagamento e a necessidade de substituição da carteira de associado.

– Acompanhe todos os assuntos relativos a eleição 2017 no site da FUEP: www.fuep.org.br.

– Quite a sua anuidade e convide mais pessoas para se associarem nessa instituição que é a centralizadora das demandas políticas e sociais dos Umbandistas do nosso estado, que no ano que vem completará 50 anos de funcionamento.

– Nesse quase meio século a FUEP tem se dedicado a bem representar os Dirigentes, Médiuns e Simpatizantes da Umbanda do nosso estado, e, entre altos e baixos, acreditamos que auxiliamos o crescimento e a legitimação em nosso estado, embora precisemos e muito ainda, diminuir o preconceito e a discriminação que ainda sofremos.

Associe-se e auxilie a FUEP na tarefa que o Caboclo das Sete Encruzilhadas nos deixou de “levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá”. Axé!

Paulo Tharcicio Motta Vieira – Presidente da Direção Executiva – Gestão 2013/2017
André Luiz de Azevedo Moraes – Presidente do Conselho Deliberativo – Gestão 2013/2017

jul 18 2017

FUEP Eleições 2017 – Manifesto do Pai Anthony de Iemanjá

Publicamos abaixo o Manifesto do Pai Anthony de Iemanjá, candidato a presidência da FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná

Saravá minhas irmãs e irmãos de fé!

Inegavelmente é um desafio muito grande representar os Umbandistas do Estado do Paraná na presidência da FUEP, entretanto resolvi assumir porque acredito que são necessárias novas pessoas, com novas ideias, com novo ânimo, vontade e disponibilidade para continuar o combate pelo fim da discriminação e do preconceito que ainda vivemos, simplesmente por querermos exercitar a nossa fé: tocando os nossos atabaques, cantando, dançando, enfim adorando os Orixás e Guias da Umbanda.

Verdadeiro, honesto e humilde é assim que eu me vejo, é assim que gostaria de ser reconhecido. Além disso sou também acessível e amigo. O meu caráter é moldado por valores, dentre os quais o principal é valorizar os relacionamentos.

Sou um cara que vive os dilemas comuns que todos vivem, alguém que como você, passa pelos mesmos “perrengues” que todos passam.

Dessa forma, apresento os pontos centrais que definem a minha candidatura:

1 – A união dos terreiros em prol do bem comum!

Fragmentados, cada um dando tiros para todos os lados, não chegaremos a lugar nenhum, continuaremos na eterna busca de legitimidade para a nossa religião sem alcançar efetivamente.

2 – Mobilizar os jovens umbandistas

Buscar os umbandistas mais jovens, incluindo-os em diversas atividades culturais e sociais, quebrando um pouco o egocentrismo que vivemos e trabalhar em conjunto, não só pelo fortalecimento da nossa Umbanda, mas da sociedade como um todo. Nós, mais jovens temos que passar uma Umbanda melhor do que essa que recebemos das gerações anteriores, devemos isso aos umbandistas que vierem depois de nós!

3 – Celebrar a vida

Também sou um cara sensível, espero entender tudo aquilo que realmente importa e emociona nessa vida, assim, acredito que temos que comemorar desde as pequenas até as grandes conquistas, reconhecendo a presença divina onde ela se mostra.

4 – O cidadão Umbandista

A FUEP para ser importante na vida dos umbandistas não pode ser simplesmente umbandista, tem que tornar-se um ponto de apoio dos menos favorecidos, dos grupos LGBT, das mulheres, dos negros e negras, dos idosos, pela sua legitimação e reconhecimento, somente assim, efetivamente fará parte do dia a dia dos umbandistas.

5 – A saúde do planeta
Por último, mas não menos importante, o cuidado com o planeta em que vivemos tem que ser constante, preservar o planeta é preservar a nossa fé, afinal a Umbanda é uma religião que faz de altar os pontos de força da natureza.

Associe-se a FUEP e venha sonhar comigo, pois sonho que se sonha junto é fonte de poder.

Axé!

jul 17 2017

Edital de convocação AGOE 2017

Edital de Convocação para a Assembleia Geral Ordinária Eleitoral da FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná a ser realizada no dia 31 de julho de 2017, as 18:30 horas em primeira ou as 19:00 horas em segunda convocação.

O presidente do Conselho Deliberativo e o presidente da Diretoria Executiva, FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná, inscrita no CNPJ sob número 77.798.205./0001-99, sede social à Rua Bartolomeu Lourenço de Gusmão, número 2.420, no Bairro Hauer/Boqueirão, em Curitiba, Paraná, CEP 81.650-050, nos termos do Estatuto Social em conformidade com os Artigos 18º, 19º, 20º, 21º e 22º em todos os seus parágrafos e incisos; e do Regimento Interno em conformidade com os Artigos 4º e 9º em todos os seus parágrafos e incisos, CONVOCAM conjuntamente os associados individuais em pleno gozo dos seus direitos associativos para Assembleia Geral Ordinária Eleitoral de 2017 a ser realizada no dia 31 de julho de 2017, segunda-feira, ás 18:30 horas em primeira convocação, ou ás 19:00 horas em segunda convocação, a ser realizada nas dependências do TUCAGI – Terreiro de Umbanda Caboclo Girassol, a Rua Ewaldo Nickel, 611, bairro Uberaba, em Curitiba, PR, para discussão e deliberação com relação a seguinte pauta: 01 – Eleição para os Conselhos Deliberativo e Fiscal e Diretoria Executiva, para a gestão que vai de 31 de julho de 2017 a 30 de abril de 2021; 02 – Deliberar sobre a mudança do endereço social da FUEP; 03 – Ratificar a aprovação das contas da FUEP dos anos de 2009 a 2014 que já foram aprovadas mais não constaram das respectivas Atas; 04 – Discutir e deliberar sobre as contas da FUEP dos anos de 2015 e 2016; 05 – Posse dos novos membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e da Diretoria Executiva, para a gestão que vai de 31 de julho de 2017 a 30 de abril de 2021.

No tocante à cobrança das contribuições associativas anuais, será excepcionalizado o Artigo 12º no seu Parágrafo 5º, sendo considerados em conformidade com as condições estatutárias, e assim aptos a participar da Assembleia Geral Extraordinária todos os associados que regularizarem as suas contribuições associativas até a data de 31/07/2017. Para os membros da Direção Executiva, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal atuais, as ausências serão tratadas nos termos do Regimento Interno, sendo aceitas justificativas comunicadas até o dia 31/07/2017, por qualquer meio, preferencialmente por e-mail. Convocação enviada nessa data através do e-mail constante do cadastro de associados da FUEP, em conformidade com o Estatuto Social. Curitiba, PR em 16 de julho de 2017. Assinam a presente convocação André Luiz de Azevedo Moraes – Presidente do Conselho Deliberativo e Paulo Tharcicio Motta Vieira – Presidente da Diretoria Executiva, Gestão 2013/2017.

jul 15 2017

Carta Aberta aos Umbandistas do Estado do Paraná

Ontem estive na Gira festiva de primeiro ano de camarinha do Pai Anthony de Iemanjá no TUCAGI.

É sempre uma emoção muito grande participar desses eventos, uma vez que vemos a Umbanda crescendo e se multiplicando, notadamente com essa juventude que frequenta a sua Gira.

Aproveitei para anunciar a sua candidatura para a presidência da Diretoria Executiva da FUEP para a próxima gestão, me substituindo após 8 anos à frente da federação. Saio da presidência da diretoria executiva, mas não saio da direção.

O Conselho Deliberativo no mesmo momento que referendava o nome do Pai Anthony, como reconhecimento aos esforços por mim empreendidos, autorizou, excepcionalmente, a minha candidatura para o Conselho Deliberativo, que é privativo de dirigentes. Isso me encheu de orgulho, uma vez que o reconhecimento é o maior prêmio que se pode dar à pessoa no desempenho de um cargo de representação coletiva, seja ele qual for.

Sem a menor sombra de dúvida, foi para mim uma grande honra ter sido eleito por duas vezes ao cargo de Presidente da FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná. Além de honrado, sinto-me extremamente satisfeito pela aceitação e confiança que os Umbandistas do nosso estado depositaram em mim e considero que dentro das condições objetivas que tive a minha disposição a missão foi cumprida.

Não seria fácil falar de oito anos de trabalho voluntário, árduo e de muita responsabilidade, mas, ao mesmo tempo extremamente gratificante. Assim, ao invés de olhar para trás, vamos olhar para a frente, para o futuro. Posso afirmar, sem medo de errar que foi uma grande experiência, com acertos e alguns erros, pelos quais aproveito a oportunidade para me desculpar.

Entretanto, devido à necessidade de oxigenar a direção da FUEP trazendo novos dirigentes com novas ideias e com a
pujança da juventude para encarar os compromissos, além do fato insofismável de que não se deve permanecer muito tempo no mesmo cargo, sob o risco de se perder o contato com a realidade vivenciada pelos Umbandistas. Aliado a isso, embora contrariado, tenho que admitir que a terceira idade chegou, o que, de certo modo, dificulta um pouco atender as atribuições que o cargo demanda.

Com isso, abro espaço para que o Pai Anthony, juntamente, essa nova “safra” de dirigentes e de Umbandistas toquem de agora em diante o projeto de fortalecimento da Umbanda e da FUEP no nosso estado.

Estarei ao seu lado sempre, não para fazer-lhe sombra, mas para apoiá-lo na realização das tarefas e ajudá-lo a fazer mais e melhor pela nossa federação.

Fazer parte dessa instituição foi, é, e sempre será estar em parceria com os melhores objetivos de desenvolvimento das capacidades humanas da solidariedade e do desprendimento das coisas pessoais, colocando o coletivo em primeira ordem. Por essa razão, ao mesmo tempo que me alegro de ter podido colaborar com a FUEP, confesso a minha tristeza por não poder participar de forma mais tangível a uma causa que tanto respeito e prezo.

Assim, informo a todos e todas que não concorrerei na próxima eleição, deixando a presidência da FUEP, que me foi confiada em março de 2009, agradecendo de todo coração ao apoio e confiança que me foram dados. Desejo ao Pai Anthony que, primeiramente vença a eleição e vindo a assumir a Presidência da FUEP tenha mais sucesso do que eu, notadamente com relação a associação dos Umbandistas ao projeto de fortalecimento da FUEP.

No mais, só me resta agradecer a todos os Dirigentes de Terreiros, aos Conselheiros Deliberativos e Fiscais e todos aqueles que lado a lado, ombrearam comigo na Diretoria Executiva nesse período.

Que Oxalá abençoe a todos e que permita conquistar as mentes e os corações dos Umbandistas do nosso Estado do Paraná para que eles se insiram com toda a força e vibração na FUEP, porque a nossa força é nossa união!

Saravá Umbanda! Saravá FUEP!

Paulo Tharcicio Motta Vieira (Paulão)
Presidente da Diretoria Executiva da FUEP
Gestões 2009/2013 e 2013/2017.

jun 04 2017

Eleições da FUEP – 2017

Saravá Umbandistas do Paraná

Informamos abaixo o calendário de eventos para a realização das eleições gerais da FUEP em 2017, bem como algumas instruções de como proceder. Para participar do processo (votar e ser votado) é necessário quitar a anuidade de 2017 no valor de R$ 30,00 (trinta reais) até 14/07. Essa é a data limite para novas associações, assim solicitamos a cada um que convide os seus irmãos e irmãs de corrente mediúnica para fazer parte do projeto de fortalecimento da FUEP.

Calendário Eleitoral 2017

Evento/Atividade Data/Prazo

Cobrança das anuidades dos atuais associados 05/06/2017 até 14/07/2017

Campanha de associação para novos associados individuais e 28/06/2017 – quarta-feira
coletivos (Com direito a votar e ser votado)

Data limite para a indicação de candidatos a Conselheiros/
Diretoria Executiva e substituições de vacâncias 28/06/2017 – quarta-feira

Data limite para cobrança das anuidades dos atuais associados Até 14/07/2017 – sexta-feira
e associações individuais de novos associados
(Com direito a votar e ser votado)

Inscrição de chapas (Atenção para a situação dos Conselheiros Até 21/07/2017 – sexta-feira
Deliberativos atuais)

09:00 – Manhã: Assembleia Geral Ordinária Eleitoral e 30/07/2017 – domingo
Assembleia Geral Extraordinária de Prestação de Contas

Informações adicionais

– É importante que todos participem efetivamente auxiliando a cobrança da anuidade dos atuais associados e da Campanha para novos associados, até a data de 14/07/2017, que é limitante para que ocorra a quitação da anuidade de 2017, cujo valor é de R$ 30,00 (trinta reais) para os associados individuais.

– Assim será satisfeita a condição estatutária para votar e ser votado. Para facilitar a cobrança, no dia 19/06 iniciaremos visitas aos terreiros e entregaremos a cada dirigente (Conselheiro e/ou Dirigente) uma lista dos associados vinculados ao seu Terreiro, conforme as informações constantes do nosso cadastro, que pode/deve estar desatualizado, pois temos uma rotatividade grande de associados entre os terreiros.

– A data limite para inscrição das chapas foi definida para 21/07/2017, até lá temos que discutir a substituição dos Conselheiros Deliberativos Titulares, que são a salvaguarda moral e ética da FUEP, e, em função disso somente podem ser substituídos por outros indicados por eles.

– A data limite para inscrição das chapas, nos dará o tempo necessário para a confecção das “cédulas eleitorais” e das “listas de votantes”, aptos estatutariamente a votar e/ou ser votados nas eleições de 2017.

– Para quitar a anuidade, que em 2017 é de R$ 30,00 (trinta reais), indicamos o depósito na conta corrente abaixo, informando através do e-mail umbanda.parana@gmail.com. Proceder dessa forma também para as novas associações, enviando junto a Ficha de Associação de Associados Individuais que anexamos a presente mensagem em formato .doc (word) que poderá ser editada e preenchida no seu computador.

Conta corrente da FUEP: BB (001) – Agência Visconde/PR (1244-0) – Conta Corrente 46.000-1 – CNPJ 77.798.205/0001-99

– Como incentivo à quitação, todos os associados antigos e novos, que quitarem a sua anuidade até a data limite (14/07/2017), receberão gratuitamente o CD e a revista do 12º Prêmio Atabaque de Ouro, realizado em 2016.

– Quem estiver com a carteirinha de associado vencida (principalmente aqueles que tem a carteirinha que parece um cartão de crédito) devem informar no e-mail do pagamento da anuidade para que possa ser substituída. Não esquecer que toda a comunicação deve ser feita pelo e-mail umbanda.parana@gmail.com, informando o pagamento e necessidade de substituição da carteira de associado.

– Acompanhe todos os assuntos relativos a eleição 2017 no site da FUEP: www.fuep.org.br.

– Quite a sua anuidade e convide mais pessoas para associarem-se nessa instituição que é a centralizadora das demandas políticas e sociais dos Umbandistas do nosso estado, que no ano que vem completará 50 de funcionamento.

– Nesse quase meio século a FUEP tem se dedicado a bem representar os Dirigentes, Médiuns e Simpatizantes da Umbanda do nosso estado, e, entre altos e baixos, acreditamos que auxiliamos o crescimento e a legitimação em nosso estado, embora precisemos e muito ainda, diminuir o preconceito e a discriminação que ainda sofremos.

Associe-se e auxilie a FUEP na tarefa de “levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá. Axé!

Conselho Deliberativo/Direção Executiva
Gestão 2013/2017

maio 25 2017

Nesse dia 25/05/2017 a FUEP completa 49 anos de existência

Saravá FUEP! Saravá Umbanda!

A Federação Umbandista do Estado do Paraná é a mais antiga federação ainda em atividade em nosso estado, e para que todos (as) os (as) atuais Umbandistas conheçam um pouco da história, apresenta-se abaixo um breve histórico.

A FUEP foi fundada em 25/05/1968, naquele momento vivia-se no Brasil a ditadura militar e logo em seguida em dezembro seria baixado o famigerado Ato Institucional nº 5, AI-5, no governo do general Costa e Silva, iniciava-se o período mais duro mas em contrapartida também era momento de grandes mobilizações estudantis, com o lema “é proibido proibir”.

As questões inerentes à liberdade religiosa foram tratadas nas constituições federais de 1934, que manteve a mesma linha da Carta Constitucional de 1981, seguida da Constituição de 1937, que que continuava vinculada à “ordem pública e aos bons costumes”, exceto pelo fato de passar a pertencer ao direito comum. Dessa forma, os Terreiros de Umbanda eram tratados pela lei maior do nosso país identicamente a prostíbulos, bares e casas de diversão.

Na sequência, não houveram novidades nas Constituições Federais de 1946, 1967 e
1969, tendo em vista que todas elas continuaram subordinando a liberdade religiosa à ordem pública e aos bons costumes. Ou seja, só funcionavam se tivesse autorização da Delegacia de Polícia, que cuidava de Costumes, Jogos e Diversões…

Nessa conjuntura desfavorável a Umbanda crescia e sentiu-se a necessidade de uma instituição que pudesse carrear as preocupações e demandas dos Umbandistas, tendo sido fundada a FUEP com a participação dos dirigentes de quatro templos da época:

Templo Espiritualista Caboclo de Iansã – Dirigente Luiz Scheffer,
Tenda Espírita Ogum Megê – Dirigente Osvaldo Batista Meirelles,
Tenda Espírita São Cipriano – Dirigente Melquíades Santana,
Cabana Espírita Cacique Jaraguá – Dirigente Eunice Silva dos Santos.

Ao que consta, a única dirigente dessa época que continua encarnada é a Mãe Eunice, embora não tenha mais casa aberta, a quem rendemos a nossa mais profunda homenagem.

O presidente da 1ª. Diretoria executiva da FUEP, foi o senhor João Mendes dos Santos, que acabou sendo reeleito nos anos de 1986, 1993, 1997 e 2005, e após o seu falecimento, a FUEP passou por um período de certo abandono.

Entretanto, sob a sua administração aconteceram alguns momentos de muita participação que redundaram no reconhecimento legal da federação.

Assim foram obtidos os títulos de Utilidade Pública Municipal em Curitiba através da Lei Nº 6.833 de 09 de abril de 1986 e Utilidade Pública Estadual através da Lei Nº 8.515 de 30 de junho de 1987.

Foi organizado o 1° Congresso Umbandista da FUEP em 31/12/1998, que contou com a seguinte comissão organizadora: Cabana Espírita Cacique Jaraguá, Centro Espiritualista Ogum-Megê, Templo Espiritualista Caboclo de Iansã, Tenda Espírita São Cipriano, Ana Lobo, Antônio Joaquim Cordeiro Gomes, Nicolau Serrato Filho, Alberto Satler, João Batista dos Santos, Francisco A. Santos, Abrão José Luiz Scheffer, Osvaldo Batista Meirelles, Eunice Silva dos Santos, Melquíades R. Santana, Vanda Meirelles, Maria Scheffer, Oscar Ribas.

No âmbito federal, graças à Constituição Federal, que entrou em vigor no dia 05 de outubro de 1988, ampliou-se o instituto jurídico da liberdade religiosa, deixou-se de exigir explicitamente que esta esteja condicionada à ordem pública e aos bons costumes, uma vez que, é inerente a todo culto religioso a ordem pública e os bons costumes. E dessa forma, chega-se ao momento da mais ampla liberdade religiosa no nosso país, embora na prática exista um distanciamento muito grande com relação a legislação em vigência.

Em 2004, muito em função da mobilização em torno do documentário “Para ver a Umbanda passar”, os Umbandistas, de modo precursor em todo o Brasil, conseguem aprovar na Câmara dos Vereadores de Curitiba, a oficialização do dia 15 de novembro, como o “Dia da Umbanda” no âmbito municipal.

Em 2008 no dia 15/11, é realizada a comemoração dos 100 anos da Umbanda na Ópera de Arame, em Curitiba e ainda nesse ano, também, a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, oficializa o dia 15 de novembro, como o “Dia da Umbanda e do Umbandista” no âmbito estadual.

A experiências de mobilização dos Umbandistas para a festa do centenário e para a aprovação do projeto da ALEP, reacendeu a necessidade de uma entidade que pudesse canalizar as demandas políticas dos Umbandistas do nosso estado e por uma conjunção de fatores positivos, foi realizada a reativação da FUEP em assembleia geral realizada no dia 22/03/2009.

Nessa data, foi aprovada uma Reforma Estatutária, e a eleição da Diretoria Executiva e Conselhos Deliberativo e Fiscal para o mandato de 2009 a 2013. Nessa eleição, tivemos a participação de Umbandistas e dos dirigentes do Terreiros abaixo listados que indicaram representantes para a composição da direção:

Terreiro de Umbanda Pai Maneco, dirigente Pai Fernando Guimarães que indicou a senhora Carolina Martins Pinto Rodrigo, para representá-lo na direção;
Terreiro Pai Mathias – Tenda de Umbanda Grande Luz, Pai Alceu de Miranda Junior;
Terreiro de Umbanda Filhos de Pemba, Pai Claúdio Carlos Lino;
Tenda de Umbanda Cigana Soraya, Mãe Ana Maria Ribeiro Picheth;
Terreiro de Umbanda Tio Antônio, Pai André Luiz de Azevedo Moraes;
Cabana do Pai Tobias de Guiné, Pai Antônio Caetano de Paula;
Centro de Desenvolvimento e Caridade Caboclo Arruda “Flores de Iemanjá“, Pai Edward James Harrison;
Templo Espiritualista Sol e Esperança, Mãe Magali Pasqual Okazaki;
Tenda Espírita São Jorge Guerreiro, Mãe Mara Lucia Cataplan de Souza;
ASSEMA, Pai Marco Aurélio Gomes Boeing;
Tenda Amigos da Umbanda, Mãe Nelma Regina Cangussú;
Terreiro de Umbanda Caboclo Pena Verde, Mãe Ignez Jorgensen; e a
Tenda da Luz Divina, Pai Ricardo Mendes da Silveira.

Para o cargo de presidente da Diretoria Executiva, gestão 2009- 2013, foi eleito o senhor Paulo Tharcicio Motta Vieira, o Paulão, que viria a ser reeleito para um novo mandato.

Nesses dois mandatos o que se viu foram momentos de grande mobilização, quando foram realizados 5 festivais de curimbas (pela primeira vez levou-se a Umbanda para o palco do Guairão) e iniciou-se a participação do nosso estado do Prêmio Atabaque de Ouro no RJ, além de inúmeros seminários, palestras e reuniões.
Entretanto, houve também períodos de baixa atividade, notadamente pelo abandono de dirigentes, que em vista das suas ocupações pessoais, profissionais e litúrgicas acabaram por afastar-se da diretoria da federação.

No plano nacional, o dia 15 de novembro foi definido como o “Dia Nacional da Umbanda”. A data foi oficialmente instituída pela presidenta da República, Dilma Rousseff, através da Lei 12.644, de 16 de maio de 2012. Em 15/05/2014 foi lançado pelo Correios um selo em homenagem a Umbanda.

Busca-se para o ano de 2017 constituir um fórum democrático de relacionamento com os Umbandistas, propondo uma comunicação de duas vias, mas que no primeiro momento entende-se seja destinado a ouvir os Umbandistas, e, dessa forma, saber o que esperam de uma federação, para que se possa, efetivamente, fazer parte do dia-a-dia dos milhares de templos, seus dirigentes, médiuns e frequentadores.

A partir dessa constituição, dar um norte para o futuro da Umbanda, evitando utilização do seu nome em atividades realizadas por aproveitadores da Fé das pessoas, que realizam “trabalhos” que ferem os princípios morais, éticos, cármicos e o livre-arbítrio, além de todos os princípios religiosos da Umbanda. Esse deve ser o primeiro passo a ser dado contra o preconceito e a discriminação.

Acredita-se que se deve ter a preocupação com a Umbanda que será deixada para as gerações futuras de Umbandistas, se essa que é alvo de discriminação e preconceito, ou uma religião que as pessoas possam assumir sem o medo de represálias e perseguição.

Parabéns FUEP!

Saravá Umbanda! Umbanda Saravá!

maio 24 2017

Salve Santa Sara Kali

Hoje, 24/05 se comemora o dia dos Ciganos por ser o dia dedicado a Santa Sara.

Os ciganos são místicos por essência e trazem latente na alma a religiosidade e o amor pelas divindades e, dentro de seu mundo espiritual, mantém seu equilíbrio e harmonia cultuando a grande Kali. Santa Sara Kali é tida como a santa do povo cigano. Hoje mais do que nunca, devido a cultura dos ciganos entrar em quase todos os países, os não ciganos passaram a conhecer e venerar o culto a Santa Sara.

Santa Sara Kali, esta presente em toda tenda cigana, com sua tradicional veste azul-céu e o rosto negro. A lenda nos conta que os inimigos do Cristo Nazareno, que naquela época não eram poucos, condenaram por diversas artimanhas as três Marias. Maria Madalena, Maria Jacobé (mãe do Tiago menor) e Maria Salomé (mãe de São João). Elas deveriam ser jogadas ao mar, numa barca sem remos ou provisões, acompanhadas tão somente de uma das escravas de José de Arimatéia, Sara a Kali (Kali em romanni, quer dizer negra).

Esse barco teria miraculosamente aportado numa praia próxima a foz do rio Petit-Rhône, onde hoje se encontra a igreja de Saintes-maries-de-la-mer (Santas Marias Vindas do Mar), um lugar de peregrinação e de culto para a Sara Kali, que, segundo se conta, foi quem converteu os ciganos para o Cristianismo.
Das Marias, a história não guarda vestígios ou mesmo seus destinos, mas quanto a Sara, dizem que ela foi cuidada pelo povo cigano e o ajudou a tornar-se unido e a desenvolver-se como povo e como cultura.

SALVE POVO CIGANO DA UMBANDA!
Publicado no site Povo de Aruanda
http://povodearuanda.wordpress.com/2011/05/23/salve-povo-cigano-da-umbanda/

Ciganos gostam de estar nas colinas para sentir a brisa perfumada, ouvir a revoada dos pássaros canoros e absorver o calor do Sol.

Ciganos gostam de deixar no deserto pegadas incontáveis, no ritmo dos dromedários, nas cores rutilantes de suas vestes, nas trilhas para os caminhos secretos, nos átrios de velhas ruínas impregnadas de história.

Ciganos gostam do mar, do cheiro marinho, das ondas sobrepostas, das estrelas iluminando o negro firmamento, do frio da noite, da clara Lua refletindo sua prata.

O valor da vida para os ciganos nos chega como um brinde abençoado. Eles nos mostram o poder do aqui, do agora, e o momento, como o mais precioso tempo das nossas vidas. Um cigano beija a sua amada ou uma cigana beija seu amado na testa, por profundo respeito, e olha em seus olhos selando seu amor e vínculo. Palavras não traduzem estes momentos e estes ficam guardados nos registros reencarnatórios, tal profundidade de compromisso que se estabelece.

E assim, ensinam o apreço pela vida em sociedade, respeitando seus iguais, as tradições, a família, sua hierarquia, lições de solidariedade, força, zelo. Os Ciganos do astral, tal como no passado, gostam de fitas multicoloridas, dos pandeiros, lenços, xales, bailam em fogueiras mágicas, ciganas rodopiando sob as palmas e compassos dos ciganos à beira da roda. Usam as cartas, as moedas, borra de café, tiram a sorte, tilintam suas pulseiras ao comando das carroças engalanadas e daqui do outro lado às vezes conseguimos ouvi-los.

Há muitas lendas sobre o “Povo das Estrelas”. Alguns dizem que surgiram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, numa região chamada Gujaratna, localizada à margem direita do rio Send. Durante o primeiro milênio da era cristã, dispersaram-se pelo mundo e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina.

Outros dizem que vieram do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lugar de origem, num mito que nos parece incompreensível, mas há uma lenda do povo de Shamballa e de uma cidade chamada Agartha. Leiamos o que um autor descreve:

“Diz-se que, debaixo da terra, de todo o mundo existem cerca de 100 cidades, das quais a maior é Agartha. O Mundo subterrâneo seria conhecido como Shamballa. Os habitantes deste mundo, como sabemos a partir dos documentos, deixaram a superfície do mundo, 100.000 anos atrás, depois da catastrófica guerra entre atlantes e lemurianos, as duas grandes civilizações que dominaram a Terra naquele tempo” (www.curaeascensao.com.br)

O Povo Cigano tem um dom, de saber olhar profundamente nos olhos, e ler a mente e a alma do outro.

A partir daí, e com o conhecimento da quiromancia, conseguem se integrar ao campo vibracional e lê o passado e o futuro do consulente. Quem começa a ler a mãos dos outros apenas a partir de um estudo das linhas da mão, não conseguirá acessar toda verdade a ser dita. Por outro lado, a cigana não terá permissão do astral para falar tudo o que sabe. Esta arte, é muito útil para os ciganos que já tem seus espíritos esclarecidos para trabalhar no astral junto com os Benfeitores da Luz, e inclusive na Umbanda, em geral chegando na vibração do Povo de Oriente, quando evoca-se o Orixá Xangô, ou Almas, caminhando frequentemente com os Pretos Velhos da Umbanda, e ainda na que se chama Linha da Esquerda, na vibração dos Exus. Esta falange abençoada integrou-se perfeitamente à Umbanda, porque milenarmente aprendeu a respeitar a Mãe Natureza e os seus ciclos, sua Energia, sua vibração.

Quem tem em sua coroa um cigano ou cigana, acaba absorvendo um pouco, ou muito, do modo de ser do cigano. Pois um guia cigano conduz o médium a dançar na alegria e na tristeza, ensinando-lhe a observar e apreciar todos os momentos como ensinamentos que não podem ser desperdiçados. Acabam refletindo na vida as atitudes, a passionalidade, o vínculo com a família, da mesma forma que refletirá as qualidades de um espírito cigano esclarecido, como possuir um código de ética, honra e justiça, seu amor à liberdade, que muitas vezes acaba incomodando o sistema.

O Povo Cigano reverencia com todo seu coração à Santa Sara Kali. Interessante é que esta santa católica, não foi canonizada como os outros santos católicos. Na verdade, ela incorporou-se à história do catolicismo, entrando como uma serva núbia que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha. Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como “Saintes Maries de La Mer”.

Interessante ressaltar, que há outras lendas onde o Santo Graal realmente aportou na Grã-Bretanha, e está profundamente ligado às lendas de Avalon e do Rei Arthur. Lembrando que a história de Avalon conta sobre uma ordem de sacerdotisas de origem céltica e com conhecimento druídico. Os druidas por sua vez, foi outro povo que tinha como Lei Máxima as forças da Natureza, respeitando-a profundamente e realizando todo o tipo de magia a partir da manipulação das energias da mesma. Os ciganos também estão ligados à Kali – a deusa negra da mitologia hindu, da qual parece ter vindo o sincretismo católico associada a figura de Santa Sara.

O fato é que, embora tenhamos profunda reverência e admiração por este Povo, cujas origens infelizmente vão se apagando na atualidade da Terra, eles continuam muito vivos em sua atuação no astral, mas sempre rodeados de muitos mistérios aos quais ainda não foi dada a explicação. Mas serão sempre caminhantes e nossos companheiros, ligados por compromissos cármicos e evolutivos, nos auxiliando, nos dando apoio e Força, em sua maneira peculiar de nos mostrar o caminho e nos fazer observar, muito mais que proferir muitas palavras.

Aproximando-se a data em que se comemora e reverencia-se Santa Sara Kali, deixamos nosso apreço, nossa admiração, nossa crença a esta maravilhosa entidade, que vem de muito longe na auxiliar, nós, humildes médiuns de Umbanda ainda entrelaçados na ambiência pesada deste orbe. Que sua Luz afaste de nós toda confusão e clareie, como uma alvorada magnífica em nossos corações, os conceitos de Bem, de retidão, de Esperança e de Fé. Não nos permita fechar o senho, deixar fugir o sorriso de nossas faces seja diante qualquer adversidade, pois temos de dar o exemplo ante o mundo, que acreditamos num amanhã melhor, na evolução dos espíritos e na superação da matéria.

Deixamos nossa súplica sincera, que possamos ter as melhores qualidades dos ciganos, e burilar nossas próprias personalidades, sempre respeitando o outro, mas mantendo a noção de fraternidade, solidariedade, de amor, tecendo do lado de lá e do de cá, uma rede mágica, inquebrantável, de vibrações positivas, construtivas e luminosas.

Salve Ciganos da nossa Umbanda amada!

Salve Santa Sara que sempre vela por nos!
Opchá! Opchá!
Saravá Umbanda!

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

Fontes de pesquisa:
Site Kumpania Romaí
Site Cura e Ascensão

maio 06 2017

Pelo tratamento igualitário para todas as brasileiras presas

29/03/2017- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Adriana Ancelmo chega em sua casa, no Leblon, onde vai cumprir prisão domiciliar, após quase quatro meses presa em Bangu
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil

Todas as brasileiras presas devem ter o mesmo tratamento da esposa do ex-governador do RJ

O Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva da FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná discutiu e aprovou, enviar a proposta de se realizar um mutirão, envolvendo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, a Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, a OAB Seccional do Paraná e a Defensoria Pública do Estado do Paraná para buscar uma solução para as detentas que se enquadrem na mesma situação da prisão domiciliar da esposa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Grosso modo, após levantamentos que indiquem as detentas nessa situação, estas seriam apadrinhadas por um (a) advogado (a) que se disporia a patrocinar a pretensão legal.

Dessa forma, ecoando o pedido da Ministra dos Direitos Humanos Luislinda Valois ao STF e diante da esquiva da Ministra Carmem Lúcia, que jogou para o “juiz natural” a responsabilidade por cumprir a lei, acreditamos que a sociedade organizada em nosso estado possa assumir essa tarefa e auxiliar as detentas, cujo pai da criança também esteja preso obtenha o direito a prisão domiciliar. Acrescente-se como condição também o fato de não terem sido ainda julgadas, e que os crimes cometidos sejam considerados de baixo poder ofensivo.

Entendendo o caso

Diante da repercussão da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de conceder prisão domiciliar à ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, encaminhou na última quinta-feira (30) à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, um pedido para que esse tipo de decisão seja estendido a todas as detentas na mesma situação.

Adriana Ancelmo ganhou o direito à prisão domiciliar após decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura, do STJ, que levou em conta o fato de ela ter dois filhos, de 11 e 14 anos, e de o pai das crianças também estar preso.

Para a ministra Luislinda Valois, é preciso adotar medidas para que todas as mulheres na mesma situação tenham o mesmo direito:

“Como ministra do Estado dos Direitos Humanos e além disso e principalmente, por ser cidadã brasileira, percebo que tenho o dever de recorrer a Vossa Excelência para que juntos adotemos medidas legais urgentes no sentido de que aquela decisão, mesmo ainda passível de recurso, seja aplicado extensivamente a todas as mulheres brasileiras que se encontrem em situação análoga, sem qualquer distinção e no menor espaço de tempo possível”.

Para a Direção Executiva da FUEP, em função da montanha de processos que se acumulam no judiciário e da falta do conhecimento dos dispositivos legais, talvez, milhares de mulheres presas em todo o país, mães de filhos menores, cujos pais também estejam presos ou ausentes de casa, embora possam ter direito ao mesmo tratamento, não o conseguem.

E a previsão legal é clara, disposta no artigo 318 do Código de Processo Penal, reproduzido abaixo.

Artigo 318 – Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

I – Maior de 80 (oitenta) anos; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

II – Extremamente debilitado por motivo de doença grave; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

III – Imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

IV – Gestante; (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016)

V – Mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)

VI – Homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)

Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

Mulheres nas prisões

Do total de mulheres presas no Brasil, 68% são jovens, com idade entre 18 e 34 anos, 61% são negras e pardas, 62% são analfabetas ou tem o ensino fundamental incompleto e 57% são mães solteiras. A maioria é presa por tráfico de entorpecentes, 30% estão detidas sem condenação e 63% são condenadas a penas de até oito anos.

Os dados foram apresentados pela secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Sílvia Rita Souza, em audiência pública sobre a violência de gênero nos presídios femininos realizada na última terça-feira (11/04) pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

O crescimento da população carcerária feminina é maior que o de presos do gênero masculino. De 2007 a 2014, o número de mulheres no sistema prisional subiu mais de 560%, enquanto que o registro de homens encarceradas cresceu pouco mais de 200%. Cerca de 95% das mulheres encarceradas no Brasil já sofreram ou sofrem algum tipo de violência dentro das prisões.

Participação dos (as) advogados (as) Médiuns no Terreiros de Umbanda

Destaque-se que o problema é que as mulheres em questão, quase sempre, são pobres, e para que não fiquem somente dependendo da Defensoria Pública, assoberbada de processos, buscaremos o auxílio dos Médiuns dos Terreiros de Umbanda do nosso estado, que sejam advogados (as) para participação no mutirão.

Dessa forma, incluímos os Médiuns Umbandistas na conquista desse benefício, que antes de tudo é um direito da criança, previsto no Estatuto da Primeira Infância aprovado no ano passado.

À sociedade organizada de nosso estado cabe fazer a sua parte, no sentido de equiparar legalmente “todos os brasileiros e brasileiras”, iniciando, timidamente por essa ação que de uma só tacada tem o condão de minimizar três injustiças cometidas pela nossa sociedade, com as crianças pequenas que são privadas das suas mães, com as mulheres que cometeram crimes ou delitos e que tem o direito ao benefício, e também com a superlotação nos presídios, uma vez que a prisão domiciliar pode desafogar o sistema prisional como um todo.

abr 14 2017

Feliz Páscoa

A história da Páscoa e seus simbolismos

Antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera, no hemisfério norte, representando a “passagem” de um tempo de trevas para um novo de luz. Assim, a origem desta comemoração remonta há milhares de anos atrás, comemorada entres os povos europeus, e foi transformando-se numa das datas comemorativas mais importantes das culturas ocidentais.

O termo “Páscoa” tem origem religiosa e vem do latim Pascae, embora na Grécia Antiga, também é encontrado como Pashka, porém a sua origem mais remota seja entre os hebreus, onde aparece o termo Pesachad, com significado de “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera, que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março.

Na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim dos invernos rigorosos, que castigavam a Europa e o começo da primavera era de extrema importância, representando maiores oportunidades de sobrevivência, diretamente ligada a maior possibilidade da produção de alimentos.

A páscoa judaica (em hebraico פסח, ou seja, passagem) é o nome do sacrifício executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Tradicionalmente, nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a fuga do Egito, liderados por Moises, após anos de aprisionamento, por volta de 1250 A.C., quando não havia tempo para a fermentação do pão.

Entre os cristãos, a data celebra a ressurreição de Jesus Cristo, quando, três dias após a sua crucificação, o espírito voltou a unir-se ao corpo. Antigamente o festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera. A semana anterior à Páscoa é considerada Semana Santa, iniciando no “Domingo de Ramos”, que marca a entrada de Jesus em Jerusalém. O importante é que faz referência à última ceia de Jesus com os apóstolos, seguida da sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e ressurreição.

A Páscoa para algumas tradições Umbandistas

Primeiramente é importante lembrar os ensinamentos do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que ao lançar a religião que chamou de Umbanda, disse que seria uma religião que seguiria o evangelho de Jesus Cristo e tal como Maria, a todos acolheria, sem qualquer distinção.

O Orixá Maior da Umbanda é Oxalá, sincretizado com o Cristo, embora com um significado diferente da Igreja Católica, para quem o o símbolo maior é o Cristo crucificado, o “cordeiro de Deus” que livra a todos dos pecados.

Já para nós Umbandistas, o símbolo maior é a ressurreição, a volta do mundo dos mortos, a continuidade da vida após a morte física. O que refirma a nossa crença no mundo espiritual.

Em muitos Terreiros de Umbanda dá-se o início das comemorações da Semana Santa na quarta-feira com o fim da quaresma, muito antes do cristianismo o povo africano já respeitava a quaresma, porém com um significado diferente dos fatos relacionados a vida de Jesus Cristo.

Enquanto os cristãos celebram a morte e a ressurreição de Cristo, os africanos celebram o Lorogun, período em que os Orixás entram em guerra contra o mal, para trazer o pão de cada dia para seus filhos.

A guerra dos Orixás na quaresma

Na quarta-feira de cinzas os Orixás da casa devem ser vestidos e cada filho de santo oferece a eles suas comidas preferidas, os atabaques são recolhidos, depois de serem lavados com ervas, somente sendo acordados no “Sábado de Aleluia”, sendo esta a forma de fortalecer os atabaques do terreiro. Os Orixás estão em guerra!

Lorogun – rituais da Umbanda na Semana Santa

Na noite de quinta para a Sexta-feira da Paixão, os seguidores da Umbanda devem se proteger, usando seus contra-eguns, pois nesse dia Iansã está em guerra e não pode conter os eguns que nos rodeiam.

Na Sexta-feira da Paixão, são oferecidos pratos a Oxalá, em busca de paz e prosperidade, tanto para o Terreiro, quanto para os seus filhos e fiéis. No Sábado de Aleluia, Ogum, guerreiro maior do panteão africano, faz a distribuição de pães, representando a vitória na guerra pela paz. É o fim da guerra dos Orixás.

A criação do mundo na Umbanda

Na Umbanda, a Semana Santa representa a criação do mundo, por este motivo, neste período seus seguidores devem vestir-se de branco, principalmente na Sexta-feira da Paixão, neste o dia, os Orixás descem do Orún (o mundo dos espíritos) para conhecerem a grande criação de Olorum. Durante a Semana Santa os fiéis Umbandistas devem alimentar-se com comidas brancas, como canjica, arroz, arroz doce, acaçás e pães. Devem evitar a ingestão de qualquer tipo de carne, assim como não devem ingerir bebidas alcoólicas, especialmente na Sexta-feira da Paixão.

Mensagem Final

Portanto, a Páscoa representa mais uma data marcante do calendário, para que se possa reafirmar conceitos e corrigir rotas, mas também é um rito de povos antigos, que pressupõe uma “passagem” de um tempo ruim para um melhor, simbolizado na perspectiva de preservação da vida.

Com o passar do tempo a veneração à natureza planetária foi sendo substituída por figuras mitológicas e/ou religiosas, embora mantendo a sua significação.

Para todos que tem uma Fé cristã, é reconhecida a existência de Jesus Cristo, o homem que veio ao mundo disposto a ser o maior exemplo de amor e humildade que a humanidade conheceria, trazendo uma proposta de vida que não foi entendida por muitos, sintetizada na frase “Ama o próximo como a ti mesmo! Até os dias de hoje, essa afirmativa continua letra morta, sendo repetida mas não vivenciada.

Assim, diariamente condenamos este homem e o crucificamos, da mesma forma que os antigos romanos, ao ignorar os seus propósitos de viver num mundo melhor, mais justo, fraterno e igualitário.

Que tal aproveitar a Páscoa para lembrar do triunfo do espiritual sobre o material, a ressurreição do espírito e a vida eterna!

Cristo morreu, mas ressuscitou e fez isso somente para nos ensinar a eliminar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes do íntimo de nossos corações. Que a sua Páscoa seja também, uma ressurreição.

Ressurreição da paz, do amor, da fraternidade, da alegria de viver…

Ressurreição da amizade, da igualdade, da justiça e do desejo de ser feliz…

Ressurreição dos sonhos, das memórias, das lembranças e, principalmente, da verdade que está acima do apelo comercial dos ovos de chocolate e dos coelhinhos.

Que sua Semana Santa seja cheia de paz, amor, caridade e felicidade e que Oxalá, o Orixá maior da Umbanda, sincretizado com Jesus Cristo, derrame as suas bênçãos sobre você, sua família e amigos e que seja assim para sempre na sua vida!

Feliz Páscoa!

jan 22 2017

21/01 – Dia Nacional de Combate a Discriminação Religiosa

brasão do 21 de janeiro

Saravá Umbandistas!

Comemoramos o “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa” celebrado no dia 21 de janeiro como homenagem à Mãe Gilda de Salvador/BA, e é uma referência a data do seu desencarne, após ter sido vítima de agressões publicadas no jornal da IURD, ocasionadas por intolerância religiosa, no ano de 2000.

Como forma de reconhecimento, o Governo Federal, instituiu, no ano de 2007, o 21 de janeiro como o Dia de luta contra a intolerância religiosa.

Aconteceram atos semelhantes em todo o Brasil, e em Curitiba, nos reunimos na Boca Maldita, no coração da cidade, numa promoção do Fórum Paranaense das Religiões de Matrizes Africanas, coordenado pelo Pai Márcio Marins e do Afroconesul-PR, coordenado pela Pai Lúcio de Xangô.

Como fomos convidados, representamos a FUEP, e de positivo podemos afirmar da importância da união de três representações (FPRMA, AFROCONESUL e FUEP) de Umbandistas e Candomblecistas do nosso estado, e a presença de dezenas de fiéis das religiões de matrizes africanas.

Oxalá permita que essa união seja permanente a partir de agora, sem importar quem seja o promotor do evento, como bem disse a Mãe Denise.

Certamente, o fracasso de um de nós é o fracasso de todos, o que vale também para o sucesso na realização de eventos, atos e manifestações!

Como era um dia de luta, tivemos algumas intervenções que expuseram diversos fatos de intolerância religiosa em nossa cidade e o enfrentamento que foi dado. E, como toda reunião do povo de santo, teve muita música, canto, dança e toques dos tambores.

Muitas outras manifestações já estão sendo preparadas e partindo das dezenas, queremos reunir centenas, milhares de fiéis e assim por diante, para que consigamos ecoar a nossa indignação ao tratamento que é dispensado pelo poder público e pela sociedade, notadamente algumas igrejas neo pentecostais evangélicas, principalmente as eletrônicas, que pregam a intolerância e o desrespeito aos diferentes, trazendo para si a exclusividade da representação divina, quando, o próprio Cristo em sua passagem terrena deixou claro que “existem muitos caminhos para a morada do Pai”.

Mas, como bem lembrou a Mãe Cris, na sua fala, nós não precisamos fazer o enfrentamento com o mesmo ódio que nos é destinado, mas sim, com amor, que possa entrar no coração e nas mentes das pessoas.

Importante também a intervenção da Ekéde Jéssica que está iniciando o processo de organização do movimento das “Mulheres do Axé” para o qual daremos todo o apoio, haja vista a maioria esmagadora de mulheres entres os fiéis Umbandistas.

Por último não podemos deixar de citar a presença do Beto, representante do CONPAZ/PR e da Caritas, que externou a sua mensagem de alegria em participar do ato.

Contamos com a sua participação nos próximos eventos, essa luta é de todos e de todas, e não se encerra num único dia, deve ser permanente, até que consigamos o respeito e a consideração da sociedade brasileira!

Juntos somos mais fortes! Axé!

Pai Lúcio de Xangô

Pai Márcio Marins

Paulão, marins e Lúcio

Mãe Denise

faixa

Ekede Jessica

jul 05 2016

O genocídio Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul

A

Dor no funeral do jovem Clodiodi

Dor no funeral do jovem Clodiodi

A manhã do dia 14 de junho de 2016 pode ser descrita pelo povo Guarani e Kaiowaá com uma palavra: dor! O jovem agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, foi assassinado na terra indígena retomada Amambai A manhã do dia 14 de junho de 2016 pode ser descrita pelo povo Guarani e Kaiowaá com uma palavra: dor! O jovem agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, foi assassinado na terra indígena retomada Amambai Peguá (fazenda Yvu), Município de Caarapó, próximo a Dourados, no Mato Grosso do Sul (MS).

O caso de Clodiodi é mais um de tantas mortes de indígenas no MS na retomada de suas terras ancestrais. Os Guarani e Kaiowa estavam pacificamente na terra indígena Amambai Peguá quando foram surpreendidos por vários veículos, inclusive tratores e caminhonetes de fazendeiros e seguranças das fazendas, rojões e tiros, que foram desferidos contra a comunidade indígena desprotegida, numa área aberta, não tendo assim ocorrido um conflito, mas sim um ataque.

Motos, bicicletas, panelas, roupas e outros pertences da comunidade foram queimados. O tiroteio durou horas, deixando pelo menos sete feridos – cinco adultos e uma criança de 12 anos e Clodiodi Aquileu, que, por conta da gravidade dos ferimentos, veio a falecer no local.

Segundo um dos médicos que atendeu os indígenas, os tiros foram desferidos na barriga, cabeça e tórax das vítimas, comprovando a intenção assassina do ataque.

Um vídeo gravado por indígenas e colocado na internet mostra o momento em que vários homens começam a atirar e desferir palavras pejorativas como “Bugres”, comprovando o enorme preconceito que ainda existe contra os povos indígenas no MS.

Esse é o retrato da luta fundiária no País, mas a coisa vem de muito antes disso.

O confinamento do povo Guarani e a luta pelo tekoha

Desde a invasão do Brasil pelos colonizadores europeus, em 1500, os povos originários vêm sofrendo todo tipo de violências físicas e psicológicas, no intuito de expulsá-los de suas terras tradicionais. Muitas das terras hoje ocupadas por latifundiários já tinham donos!

Com os Guarani e Kaiowa a história não foi diferente. A história da desterritorialização destes povos tem início com a guerra do Paraguai, no final do século 19, quando a companhia Matte Laranjeiras teve a concessão de suas terras pelo governo do MS para a exploração da erva mate, modificando assim o ambiente e o cotidiano desses povos originários.

Já no início do século 20, os indígenas foram sendo expulsos de seus territórios tradicionais e, sem poder viver mais em suas terras, os Guarani e Kaiowa foram confinados em reservas, criadas pelo Governo através do antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), atual Fundação Nacional do Índio (Funai), enquanto suas terras estavam sendo ocupadas e colonizadas por não indígenas, que obtiveram títulos de propriedade privada dos territórios tradicionais, introduzindo a monocultura, objetivando a mercantilizarão de suas terras.

Vê-se que essas reservas indígenas foram criadas pelo Estado com o intuito de retirar os indígenas de suas terras tradicionais e confiná-los em pequenos espaços de terra, como uma política de colonização e mercantilização de seus territórios tradicionais.

Essas expulsões não ocorreram de forma pacífica.

Os indígenas não eram consultados, mas desalojados de forma violenta, com sérias violações aos seus direitos como cidadãos e seres humanos.

A população dos Guarani e Kaiowa no Mato Grosso do Sul soma aproximadamente 50 mil pessoas (segundo o Instituto Humanitas/Unisinos), confinados em reservas indígenas e acampamentos, verdadeiros guetos humanos.

A maior parte da população vive na reserva indígena de Dourados, a mais violenta do MS.

O confinamento dos Guarani e Kaiowá nestes guetos trouxe sérios prejuízos para esses povos, entre eles, suicídios, fome (quase não possuem área para plantar, pois tudo está sendo tomado pela monocultura e a pecuária), precariedade na saúde, educação, segurança, falta de água potável, etc.

Inconformados com a situação que estavam vivendo, os indígenas resolveram retomar as suas terras ancestrais ocupadas pelos fazendeiros, cansados de esperar anos pela demarcação de suas terras pelo Governo Federal, que nunca se mostrou eficaz na defesa dos direitos indígenas.

Desde então, eles vêm sofrendo mais violências, inclusive com assassinatos, para serem impedidos de retornarem aos seus territórios tradicionais, o seu antigo tekoha.

O tekoha para os povos indígenas é o seu lugar de origem, de religiosidade, sua forma de viver, educar, local que lhe dá a estrutura territorial necessária à sua sobrevivência cultural.

Se é certo dizer que a terra não pertence ao indígena, o indígena é que pertence a terra, também é certo dizer que o tekoha é o modo de viver indígena.

A terra não é apenas um território, um meio de subsistência, mas também faz parte da sua organização social e religiosa, o seu tekoha. A terra para o indígena é uma questão de pertencimento, de sentimento, de partilha, de integração, que não pode ser entendida dentro de uma lógica capitalista que ver a terra como mercadoria, coisa a ser explorada, lucro.

A terra para os indígenas é vista como fonte de vida, mãe, que tudo lhes dá, a terra sofre, sangra, reage. Não compreende uma relação de dominação da natureza, mas um modelo sustentável de desenvolvimento, de respeito, amor e preservação da natureza.

Tirar os indígenas de suas terras ancestrais é como tirar a sua própria vida!
Uma carta enviada à presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, pelo povo Guarani Kaiowa, descreve bem esse sentimento indígena pela terra.

Num trecho da carta:

“Presidenta Dilma: nos roubaram nossa mãe; ela foi maltratada; fizeram sangrar suas veias; danificaram sua pele; quebraram seus ossos. Rios, peixes, árvores, animais e aves… tudo foi sacrificado em nome do que chamam progresso. Para nós, é destruição, é matança, é crueldade. ”

A violência contra os povos indígenas e Apyka’i, um exemplo de resistência

Indio Kaiowá

Indio Kaiowá

Os dados do Relatório – Violência contra os povos indígenas no Brasil – 2014, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), demonstram que os números da violência contra os povos indígenas só aumentaram.

Em 2014, foram registradas 31 tentativas de homicídios; 20 casos de homicídio culposo através de atropelamentos; 29 casos relacionados a ameaças de morte; 18 casos relativos a lesões corporais dolosas; 16 casos de abuso de poder, com 108 vítimas; 19 casos de racismo e discriminação étnico-cultural; 18 casos de violências sexuais, inclusive com casos de aliciamento de adolescentes indígenas para a prostituição; 79 casos de desassistência na área da saúde, alta taxa de mortalidade infantil, com registro de 785 mortes de crianças entre 0 e 5 anos em 2014; 13 casos de disseminação de bebida alcoólica e outras drogas em comunidades indígenas; 53 casos de desassistência na área da educação escolar indígena; assassinato de 70 indígenas, sendo Mato Grosso do Sul o estado que apresenta o maior número de casos, com 25 assassinatos.

Esses dados só comprovam o descaso e o abandono que os povos indígenas estão sofrendo no País.

A terra indígena de Apyka’i é um exemplo de luta e resistência do povo Guarani e Kaiowa do Município de Dourados.

Sua Cacique Damiana Cavanha, de 74 anos, é um símbolo da luta pela retomada de seu território tradicional; de pequena estatura, essa mulher é gigante na luta pelos seus direitos, pelo seu tekoha sagrado.
Damiana é a última cacique de Apyka’i. Moram à beira de uma rodovia (BR 463), sem eletricidade, água potável, cuidados médicos, alimentação adequada, etc. A falta de água potável acarreta muitas doenças, principalmente nas crianças, que são acometidas por coceiras e diarreia, sendo a mortalidade infantil alta entre os Guarani e Kaiowa.

A assistência à saúde só chega no local a cada 15 dias e a comunidade não dispõe de um agente de saúde.

A violência é outra constante na vida de Apyka’i: despejos, ameaças e mortes marcam a vida da comunidade.
Dona Damiana viu a morte de seu pai quando tinha 11 anos de idade, viu seu povo ser expulso de suas terras tradicionais, ter suas casas e pertences queimados, viu uma tia já idosa morrer por intoxicação por agrotóxicos despejados por um avião sobre a comunidade, perdeu seu marido, três filhos e um netinho de apenas quatro anos na luta pela terra: “… somos tratados como animais em nossa terra, em nosso país… Sou vovó, vi meu neto Gabriel morrer, a camioneta passou três vezes em cima dele… Tive que juntar os restos de meu neto. Ele tinha só quatro anos”.

Os Guarani e Kaiowa de Apyka’i já esperam há mais de 20 anos na beira da estrada pela demarcação de suas terras, estão confinados entre a monocultura de cana-de-açúcar e a rodovia, numa pequena área de sua terra tradicional.

Tendo sido despejados várias vezes com violência, os indígenas de Apyka’i sempre retornam para um pedacinho da sua terra ancestral, pois a maior parte de suas terras foi tomada por fazendeiros. Os indígenas são perseguidos e intimidados a abandonarem a sua terra ancestral! A dona Damiana diz que não vai sair de sua terra, que se preciso for, prefere morrer e ser enterrada ali.

Meio ambiente e a política de extermínio dos povos indígenas

A desterritorialização dos povos indígenas trouxe sérias consequências para o meio ambiente, com a introdução da monocultura e outras práticas não sustentáveis de desenvolvimento, como a pecuária, que causam grandes impactos ambientais.

A pauta indígena e ambiental nunca foi prioridade em nenhum governo no Brasil.

O Estado sempre se mostrou pouco eficaz no que diz respeito à preservação ambiental e a segurança e garantia dos direitos dos povos originários.

“Art. 231 – São reconhecidos aos índios sua organização social, seus costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, correspondendo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. ”

O extermínio dos povos indígenas no Brasil não foi nem é por acaso, faz parte de uma política de desterritorialização de suas terras tradicionais, objetivando a colonização dessas terras para monocultura e a pecuária extensiva; faz parte de uma visão ainda colonialista, racista, etnocêntrica, discriminatória e etnocida, que desumaniza o outro, com o objetivo de inferiorizarão de determinado grupo de pessoas.

Em uma sociedade ainda com uma mentalidade colonizada, um Estado conivente com os interesses econômicos do agronegócio, a impunidade dos assassinos dos povos indígenas e o preconceito só contribuem para agravar a situação de invisibilidade, violência e abandono em que essas populações estão submetidas.

Virar as costas para os povos indígenas não é apenas ignorar a nossa História, mas também a destruição da natureza, é ignorar o genocídio de seres humanos que resistem bravamente a 516 anos de massacres e que lutam pelo direito de existir e de viver conforme a sua cultura.

O respeito aos povos indígenas passa também pelo respeito a nós mesmos, a nossa história, origem, ao nosso passado, ao nosso futuro, à preservação do meio ambiente e à construção de um mundo melhor para todos os povos! Chega de genocídio indígena! Demarcação já!

Maria da Conceição, bióloga, com colaboração de Onildo Lopes, publicado no site do Jornal A Verdade

mar 02 2016

A Mediunidade e o psiquismo humano

Por Djalma Santos
Colaborador do CCCE

Psiquismo e Mediunidade

Sempre existiu uma ideia errônea de que o subconsciente seria o responsável pela personificação às vezes anômala e parasitária da vontade do médium, criando obstáculos ao exercício da mediunidade. Isso faz com que se apresentem, muitas vezes, conceituações apressadas e negativas, atribuindo patologias inerentes ao próprio indivíduo que lhe dariam facilidades para a comunicação com os chamados mortos.

Os componentes da histeria também são apontados como coadjuvantes de diagnósticos aberrantes, com fundamento no campo cerebral, que seria o órgão encarregado de arquivar os conflitos, assim como as frustrações que se materializariam como estados mentais de alienação, necessitando de um tratamento especializado, mesmo em detrimento da comunicação espiritual.

Além de todas essas dificuldades em se estabelecer parâmetros sobre a mediunidade, temos a hipótese da fraude, da dissimulação, da telepatia, ou da hiperestesia[1], que certamente fazem parte desse contexto tão complicado na vida do médium e interferem na tentativa de se negar a veracidade da comunicação dos desencarnados com os encarnados, que ainda jornadeiam aqui no Planeta Terra.

Essas possibilidades apontadas podem perfeitamente se tornarem reais, principalmente quando conta com o fenômeno anímico, em que prevalece a vontade do médium, mas sem prejuízo nenhum para o fenômeno mediúnico, que se verifica quando prevalece a força mental do espírito comunicante, aproveitando a passividade do sensitivo, que se torna dócil e obediente às mensagens que lhe são transmitidas do mundo espiritual.

A fraude, a dissimulação e outras formas aleatórias no campo da mediunidade, ficam por conta do caráter do homem que, ainda imperfeito, deixa-se levar por espíritos zombeteiros, imperfeitos e maus, que sentem prazer em se comunicar com os homens trazendo mensagens falsas e jocosas, sem nenhum aproveitamento moral, mas que só fazem isso porque encontram parceiros no campo humano, que os atraem e os vitalizam, dando condições para que se imiscuam na vida física das pessoas.

A mediunidade, de um modo geral, se apresenta como expressão fisiopsíquica relativa ao próprio homem terreno, e é por este meio que se é possível entrar em contato com outras faixas vibratórias do Universo, além ou aquém dos raios infravermelho ou ultravioleta, que nos envolvem e nos interpenetram, como representações do Fluido Cósmico Universal que, em síntese, é o hausto[2] divino, ou seja, a força nervosa do todo poderoso que é Deus.

A nossa percepção sensorial é relativamente pequena e é mantida numa pequena faixa de vibrações, porque somente as ondas eletromagnéticas de luz, que transitam entre o infravermelho – que é a mais baixa frequência visível – e o ultravioleta – que é a frequência mais alta – podem ser captadas, pelo fato de que é permitido vibrar nos terminais do nervo óptico da retina dos olhos. No entanto, as ondas de rádio, as micro-ondas e as caloríficas, por não corresponderem à frequência de ressonância íntima que possam atingir a visão, não podem ser percebidas embora sejam da mesma natureza das cores registradas em outras frequências vibratórias.

Os desequilíbrios que se verificam no campo da mediunidade são inerentes aos homens, que muitas vezes trazem em germe essas psicopatologias em todos os campos da vida, exsudando[3] em oportunidades próprias esses fatores negativos, que até certo ponto dificultam o trabalho no campo mediúnico, ao ponto de, às vezes, chegar ao descrédito, vulgarizando conceitos negativos relativos à mediunidade que não correspondem à verdade. Em muitos casos, se diz que a mediunidade provoca a desarmonia mental, quando na realidade o exercício da mediunidade harmoniza a vida do médium e de seus familiares.

Como tudo na vida física, a mediunidade necessita de educação, de conhecimento da doutrina e de uma formação moral rígida, em que o médium sabe exatamente o que fazer para manter um relacionamento ético e solidário com as entidades com quem venha a se comunicar. Enfim, o mesmo tipo de relacionamento que se faz aqui com os vivos, que também deve ser ético, leal, sincero e transparente, ou seja, que é bom com os vivos, certamente será também muito bom com os chamados mortos.

Todo e qualquer instrumento de trabalho deixado ao abandono, à deriva, com o decorrer do tempo, vai se tornar inútil, devido ao atrofiamento da vitalidade não exercida. O mesmo ocorre com as energias que dão possibilidade para os fenômenos mediúnicos, que se forem abandonadas pela falta de uso dessas faculdades, certamente ocorrerá atrofia, e os espíritos vão se afastando aos poucos, retirando do médium as percepções da paranormalidade.

A mediunidade só é bem executada quando é posta a serviço do engrandecimento das criaturas e da sociedade em que vive o médium. A mediunidade espírita proporciona gozos inefáveis e respeito, que dá felicidade àquele que está ajustado ao bem, como acontece com todas as iniciativas no campo da solidariedade e do compartilhamento, nas demais faixas do comportamento humano. O médium sincero e caridoso encontra, do outro lado da vida, todos aqueles com quem conviveu, assim como com os espíritos com manteve comunicação mediúnica, o que lhe dá uma alegria indizível, difícil de ser retratada pela mente humana.

Alan Kardec afirma no Livro dos Médiuns que a mediunidade é uma manifestação anômala, muitas vezes da personalidade humana, porém, jamais de natureza patológica, tendo em vista que existem médiuns de saúde robusta, o que se leva a crer que os que apresentam sintomas de alienação psíquica o são por outros motivos, totalmente descartados do exercício da mediunidade.

Disponível no site: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/mediunidade-espiritismo/1052-a-mediunidade-e-o-psiquismo-humano, acesso em 28/02/2016.

Glossário

[1] hiperestesia: Ouvir, Ver, Sentir, Indiretamente através da mente.

A habilidade de ver a Distância, poder descrever qualquer lugar que lhe seja solicitado, esta capacidade , é conhecida como , hiperestesia indireta, visão indireta, clarividência. Assim como todos os atos psíquicos, produzidos conscientemente ou inconscientemente, relacionados a pensamentos, telepatia, recordações inconscientes, sentimentos, que se produzem com ou sem reflexos físicos facilmente registrados.

E possível indiretamente qualquer pessoa, emanar energias psíquicas, que podem ser facilmente captadas por outra que possuem uma maior sensibilidade receptiva de energias psíquicas.

Alguns pesquisadores da área, afirmam que dois centros nervosos só são capazes de manter uma comunicação que transcende tudo o que é conhecido pela ciência, temporariamente. Porém a maioria dos parapsicólogos acreditam que todas as pessoas possuem habilidades em graus diferente, de promoverem fenômenos de Hiperestesia indireta, HIP.
Esses poderes podem ser treinados e desenvolvidos, podem ser reforçados ou ampliados. Porém as pesquisas indicam que a recepção destas emanações de energias psíquicas produzidas por outros, só podem adquirir força se alguma coisa dentro de nós corresponde àquele pensamento. Isto quer dizer que é muito mais fácil perceber mensagens telepáticas de pessoas íntimas a nós, que temos algum tipo de ligação, afinidade, amor, ódio, do que receber mensagens telepáticas de um estranho.

Exemplo: O Senhor Fred Trusty, em Cleverland EUA, estava trabalhando em seu jardim quando teve subitamente uma sensação estranha, inexplicável. Abandonou as ferramentas e correu para perto de um lago situado no final do jardim. Tudo parecia calmo. Estava para retornar ao trabalho quando sentiu um apelo misterioso. Esta vez viu um boné boiando no lago, imediatamente correu e mergulhou, e no fundo viu o corpo de uma criança. Era seu filho. Ele conseguiu retirá-lo e reanimá-lo.

Certamente neste caso, o Senhor Fred Trusty, percebeu indiretamente e mentalmente o apelo de socorro de seu filho. O menino enviou a mensagem telepática, e o Fred o pai a captou.

Outra história muito famosa foi de Joana D”Arc, menina camponesa que em 1949, conseguiu convencer o príncipe Carlos VII da França da sua santidade e missão. O príncipe antes de recebê-la propôs um teste para confirmar a sua autenticidade. Ele iria se misturar aos nobres no salão enquanto um impostor sentaria ao seu trono. Imediatamente ao entrar no nobre recinto, a jovem Joana olhou para o trono onde estava o impostor, voltou-se para o meio dos nobres, e seguiu diretamente para o Príncipe Carlos VII, onde prestou sua reverência. Todos na corte ficaram admirados. A jovem percebera mentalmente o verdadeiro herdeiro da França, peça importantíssima de sua missão.

Mesmo assim Carlos VII não ficou muito convencido, e achou que poderia ter sido uma coincidência. Ele propôs outro teste, longe da corte, somente entre os dois. Nesta ocasião a Jovem Joana D”Arc repetiu-lhe palavra por palavra, uma oração que ele costumava fazer, esta oração foi captada mentalmente do Príncipe, que finalmente ficou convencido da santidade da menina

Muitas vezes o dom de falar língua manifestada por um médium pode ser explicada pela hiperestesia indireta. Geralmente a pessoa que apresenta este dom se encontra perto de alguém que realmente domina a língua, o médium apenas recebe telepaticamente todo o saber do idioma e pronuncia as palavras.

[2] hausto: 1 – Ato de haurir. 2 – Gole, trago. 3 – Medicamento que se bebe. 4 – Aspiração, sorvo.

[3] exsudar: Suar, transpirar. Segregar em forma de gotas: a resina exsudava do tronco dos pinheiros.

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