jun 04 2017

Eleições da FUEP – 2017

Saravá Umbandistas do Paraná

Informamos abaixo o calendário de eventos para a realização das eleições gerais da FUEP em 2017, bem como algumas instruções de como proceder. Para participar do processo (votar e ser votado) é necessário quitar a anuidade de 2017 no valor de R$ 30,00 (trinta reais) até 14/07. Essa é a data limite para novas associações, assim solicitamos a cada um que convide os seus irmãos e irmãs de corrente mediúnica para fazer parte do projeto de fortalecimento da FUEP.

Calendário Eleitoral 2017

Evento/Atividade Data/Prazo

Cobrança das anuidades dos atuais associados 05/06/2017 até 14/07/2017

Campanha de associação para novos associados individuais e 28/06/2017 – quarta-feira
coletivos (Com direito a votar e ser votado)

Data limite para a indicação de candidatos a Conselheiros/
Diretoria Executiva e substituições de vacâncias 28/06/2017 – quarta-feira

Data limite para cobrança das anuidades dos atuais associados Até 14/07/2017 – sexta-feira
e associações individuais de novos associados
(Com direito a votar e ser votado)

Inscrição de chapas (Atenção para a situação dos Conselheiros Até 21/07/2017 – sexta-feira
Deliberativos atuais)

09:00 – Manhã: Assembleia Geral Ordinária Eleitoral e 30/07/2017 – domingo
Assembleia Geral Extraordinária de Prestação de Contas

Informações adicionais

– É importante que todos participem efetivamente auxiliando a cobrança da anuidade dos atuais associados e da Campanha para novos associados, até a data de 14/07/2017, que é limitante para que ocorra a quitação da anuidade de 2017, cujo valor é de R$ 30,00 (trinta reais) para os associados individuais.

– Assim será satisfeita a condição estatutária para votar e ser votado. Para facilitar a cobrança, no dia 19/06 iniciaremos visitas aos terreiros e entregaremos a cada dirigente (Conselheiro e/ou Dirigente) uma lista dos associados vinculados ao seu Terreiro, conforme as informações constantes do nosso cadastro, que pode/deve estar desatualizado, pois temos uma rotatividade grande de associados entre os terreiros.

– A data limite para inscrição das chapas foi definida para 21/07/2017, até lá temos que discutir a substituição dos Conselheiros Deliberativos Titulares, que são a salvaguarda moral e ética da FUEP, e, em função disso somente podem ser substituídos por outros indicados por eles.

– A data limite para inscrição das chapas, nos dará o tempo necessário para a confecção das “cédulas eleitorais” e das “listas de votantes”, aptos estatutariamente a votar e/ou ser votados nas eleições de 2017.

– Para quitar a anuidade, que em 2017 é de R$ 30,00 (trinta reais), indicamos o depósito na conta corrente abaixo, informando através do e-mail umbanda.parana@gmail.com. Proceder dessa forma também para as novas associações, enviando junto a Ficha de Associação de Associados Individuais que anexamos a presente mensagem em formato .doc (word) que poderá ser editada e preenchida no seu computador.

Conta corrente da FUEP: BB (001) – Agência Visconde/PR (1244-0) – Conta Corrente 46.000-1 – CNPJ 77.798.205/0001-99

– Como incentivo à quitação, todos os associados antigos e novos, que quitarem a sua anuidade até a data limite (14/07/2017), receberão gratuitamente o CD e a revista do 12º Prêmio Atabaque de Ouro, realizado em 2016.

– Quem estiver com a carteirinha de associado vencida (principalmente aqueles que tem a carteirinha que parece um cartão de crédito) devem informar no e-mail do pagamento da anuidade para que possa ser substituída. Não esquecer que toda a comunicação deve ser feita pelo e-mail umbanda.parana@gmail.com, informando o pagamento e necessidade de substituição da carteira de associado.

– Acompanhe todos os assuntos relativos a eleição 2017 no site da FUEP: www.fuep.org.br.

– Quite a sua anuidade e convide mais pessoas para associarem-se nessa instituição que é a centralizadora das demandas políticas e sociais dos Umbandistas do nosso estado, que no ano que vem completará 50 de funcionamento.

– Nesse quase meio século a FUEP tem se dedicado a bem representar os Dirigentes, Médiuns e Simpatizantes da Umbanda do nosso estado, e, entre altos e baixos, acreditamos que auxiliamos o crescimento e a legitimação em nosso estado, embora precisemos e muito ainda, diminuir o preconceito e a discriminação que ainda sofremos.

Associe-se e auxilie a FUEP na tarefa de “levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá. Axé!

Conselho Deliberativo/Direção Executiva
Gestão 2013/2017

maio 25 2017

Nesse dia 25/05/2017 a FUEP completa 49 anos de existência

Saravá FUEP! Saravá Umbanda!

A Federação Umbandista do Estado do Paraná é a mais antiga federação ainda em atividade em nosso estado, e para que todos (as) os (as) atuais Umbandistas conheçam um pouco da história, apresenta-se abaixo um breve histórico.

A FUEP foi fundada em 25/05/1968, naquele momento vivia-se no Brasil a ditadura militar e logo em seguida em dezembro seria baixado o famigerado Ato Institucional nº 5, AI-5, no governo do general Costa e Silva, iniciava-se o período mais duro mas em contrapartida também era momento de grandes mobilizações estudantis, com o lema “é proibido proibir”.

As questões inerentes à liberdade religiosa foram tratadas nas constituições federais de 1934, que manteve a mesma linha da Carta Constitucional de 1981, seguida da Constituição de 1937, que que continuava vinculada à “ordem pública e aos bons costumes”, exceto pelo fato de passar a pertencer ao direito comum. Dessa forma, os Terreiros de Umbanda eram tratados pela lei maior do nosso país identicamente a prostíbulos, bares e casas de diversão.

Na sequência, não houveram novidades nas Constituições Federais de 1946, 1967 e
1969, tendo em vista que todas elas continuaram subordinando a liberdade religiosa à ordem pública e aos bons costumes. Ou seja, só funcionavam se tivesse autorização da Delegacia de Polícia, que cuidava de Costumes, Jogos e Diversões…

Nessa conjuntura desfavorável a Umbanda crescia e sentiu-se a necessidade de uma instituição que pudesse carrear as preocupações e demandas dos Umbandistas, tendo sido fundada a FUEP com a participação dos dirigentes de quatro templos da época:

Templo Espiritualista Caboclo de Iansã – Dirigente Luiz Scheffer,
Tenda Espírita Ogum Megê – Dirigente Osvaldo Batista Meirelles,
Tenda Espírita São Cipriano – Dirigente Melquíades Santana,
Cabana Espírita Cacique Jaraguá – Dirigente Eunice Silva dos Santos.

Ao que consta, a única dirigente dessa época que continua encarnada é a Mãe Eunice, embora não tenha mais casa aberta, a quem rendemos a nossa mais profunda homenagem.

O presidente da 1ª. Diretoria executiva da FUEP, foi o senhor João Mendes dos Santos, que acabou sendo reeleito nos anos de 1986, 1993, 1997 e 2005, e após o seu falecimento, a FUEP passou por um período de certo abandono.

Entretanto, sob a sua administração aconteceram alguns momentos de muita participação que redundaram no reconhecimento legal da federação.

Assim foram obtidos os títulos de Utilidade Pública Municipal em Curitiba através da Lei Nº 6.833 de 09 de abril de 1986 e Utilidade Pública Estadual através da Lei Nº 8.515 de 30 de junho de 1987.

Foi organizado o 1° Congresso Umbandista da FUEP em 31/12/1998, que contou com a seguinte comissão organizadora: Cabana Espírita Cacique Jaraguá, Centro Espiritualista Ogum-Megê, Templo Espiritualista Caboclo de Iansã, Tenda Espírita São Cipriano, Ana Lobo, Antônio Joaquim Cordeiro Gomes, Nicolau Serrato Filho, Alberto Satler, João Batista dos Santos, Francisco A. Santos, Abrão José Luiz Scheffer, Osvaldo Batista Meirelles, Eunice Silva dos Santos, Melquíades R. Santana, Vanda Meirelles, Maria Scheffer, Oscar Ribas.

No âmbito federal, graças à Constituição Federal, que entrou em vigor no dia 05 de outubro de 1988, ampliou-se o instituto jurídico da liberdade religiosa, deixou-se de exigir explicitamente que esta esteja condicionada à ordem pública e aos bons costumes, uma vez que, é inerente a todo culto religioso a ordem pública e os bons costumes. E dessa forma, chega-se ao momento da mais ampla liberdade religiosa no nosso país, embora na prática exista um distanciamento muito grande com relação a legislação em vigência.

Em 2004, muito em função da mobilização em torno do documentário “Para ver a Umbanda passar”, os Umbandistas, de modo precursor em todo o Brasil, conseguem aprovar na Câmara dos Vereadores de Curitiba, a oficialização do dia 15 de novembro, como o “Dia da Umbanda” no âmbito municipal.

Em 2008 no dia 15/11, é realizada a comemoração dos 100 anos da Umbanda na Ópera de Arame, em Curitiba e ainda nesse ano, também, a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, oficializa o dia 15 de novembro, como o “Dia da Umbanda e do Umbandista” no âmbito estadual.

A experiências de mobilização dos Umbandistas para a festa do centenário e para a aprovação do projeto da ALEP, reacendeu a necessidade de uma entidade que pudesse canalizar as demandas políticas dos Umbandistas do nosso estado e por uma conjunção de fatores positivos, foi realizada a reativação da FUEP em assembleia geral realizada no dia 22/03/2009.

Nessa data, foi aprovada uma Reforma Estatutária, e a eleição da Diretoria Executiva e Conselhos Deliberativo e Fiscal para o mandato de 2009 a 2013. Nessa eleição, tivemos a participação de Umbandistas e dos dirigentes do Terreiros abaixo listados que indicaram representantes para a composição da direção:

Terreiro de Umbanda Pai Maneco, dirigente Pai Fernando Guimarães que indicou a senhora Carolina Martins Pinto Rodrigo, para representá-lo na direção;
Terreiro Pai Mathias – Tenda de Umbanda Grande Luz, Pai Alceu de Miranda Junior;
Terreiro de Umbanda Filhos de Pemba, Pai Claúdio Carlos Lino;
Tenda de Umbanda Cigana Soraya, Mãe Ana Maria Ribeiro Picheth;
Terreiro de Umbanda Tio Antônio, Pai André Luiz de Azevedo Moraes;
Cabana do Pai Tobias de Guiné, Pai Antônio Caetano de Paula;
Centro de Desenvolvimento e Caridade Caboclo Arruda “Flores de Iemanjá“, Pai Edward James Harrison;
Templo Espiritualista Sol e Esperança, Mãe Magali Pasqual Okazaki;
Tenda Espírita São Jorge Guerreiro, Mãe Mara Lucia Cataplan de Souza;
ASSEMA, Pai Marco Aurélio Gomes Boeing;
Tenda Amigos da Umbanda, Mãe Nelma Regina Cangussú;
Terreiro de Umbanda Caboclo Pena Verde, Mãe Ignez Jorgensen; e a
Tenda da Luz Divina, Pai Ricardo Mendes da Silveira.

Para o cargo de presidente da Diretoria Executiva, gestão 2009- 2013, foi eleito o senhor Paulo Tharcicio Motta Vieira, o Paulão, que viria a ser reeleito para um novo mandato.

Nesses dois mandatos o que se viu foram momentos de grande mobilização, quando foram realizados 5 festivais de curimbas (pela primeira vez levou-se a Umbanda para o palco do Guairão) e iniciou-se a participação do nosso estado do Prêmio Atabaque de Ouro no RJ, além de inúmeros seminários, palestras e reuniões.
Entretanto, houve também períodos de baixa atividade, notadamente pelo abandono de dirigentes, que em vista das suas ocupações pessoais, profissionais e litúrgicas acabaram por afastar-se da diretoria da federação.

No plano nacional, o dia 15 de novembro foi definido como o “Dia Nacional da Umbanda”. A data foi oficialmente instituída pela presidenta da República, Dilma Rousseff, através da Lei 12.644, de 16 de maio de 2012. Em 15/05/2014 foi lançado pelo Correios um selo em homenagem a Umbanda.

Busca-se para o ano de 2017 constituir um fórum democrático de relacionamento com os Umbandistas, propondo uma comunicação de duas vias, mas que no primeiro momento entende-se seja destinado a ouvir os Umbandistas, e, dessa forma, saber o que esperam de uma federação, para que se possa, efetivamente, fazer parte do dia-a-dia dos milhares de templos, seus dirigentes, médiuns e frequentadores.

A partir dessa constituição, dar um norte para o futuro da Umbanda, evitando utilização do seu nome em atividades realizadas por aproveitadores da Fé das pessoas, que realizam “trabalhos” que ferem os princípios morais, éticos, cármicos e o livre-arbítrio, além de todos os princípios religiosos da Umbanda. Esse deve ser o primeiro passo a ser dado contra o preconceito e a discriminação.

Acredita-se que se deve ter a preocupação com a Umbanda que será deixada para as gerações futuras de Umbandistas, se essa que é alvo de discriminação e preconceito, ou uma religião que as pessoas possam assumir sem o medo de represálias e perseguição.

Parabéns FUEP!

Saravá Umbanda! Umbanda Saravá!

maio 24 2017

Salve Santa Sara Kali

Hoje, 24/05 se comemora o dia dos Ciganos por ser o dia dedicado a Santa Sara.

Os ciganos são místicos por essência e trazem latente na alma a religiosidade e o amor pelas divindades e, dentro de seu mundo espiritual, mantém seu equilíbrio e harmonia cultuando a grande Kali. Santa Sara Kali é tida como a santa do povo cigano. Hoje mais do que nunca, devido a cultura dos ciganos entrar em quase todos os países, os não ciganos passaram a conhecer e venerar o culto a Santa Sara.

Santa Sara Kali, esta presente em toda tenda cigana, com sua tradicional veste azul-céu e o rosto negro. A lenda nos conta que os inimigos do Cristo Nazareno, que naquela época não eram poucos, condenaram por diversas artimanhas as três Marias. Maria Madalena, Maria Jacobé (mãe do Tiago menor) e Maria Salomé (mãe de São João). Elas deveriam ser jogadas ao mar, numa barca sem remos ou provisões, acompanhadas tão somente de uma das escravas de José de Arimatéia, Sara a Kali (Kali em romanni, quer dizer negra).

Esse barco teria miraculosamente aportado numa praia próxima a foz do rio Petit-Rhône, onde hoje se encontra a igreja de Saintes-maries-de-la-mer (Santas Marias Vindas do Mar), um lugar de peregrinação e de culto para a Sara Kali, que, segundo se conta, foi quem converteu os ciganos para o Cristianismo.
Das Marias, a história não guarda vestígios ou mesmo seus destinos, mas quanto a Sara, dizem que ela foi cuidada pelo povo cigano e o ajudou a tornar-se unido e a desenvolver-se como povo e como cultura.

SALVE POVO CIGANO DA UMBANDA!
Publicado no site Povo de Aruanda
http://povodearuanda.wordpress.com/2011/05/23/salve-povo-cigano-da-umbanda/

Ciganos gostam de estar nas colinas para sentir a brisa perfumada, ouvir a revoada dos pássaros canoros e absorver o calor do Sol.

Ciganos gostam de deixar no deserto pegadas incontáveis, no ritmo dos dromedários, nas cores rutilantes de suas vestes, nas trilhas para os caminhos secretos, nos átrios de velhas ruínas impregnadas de história.

Ciganos gostam do mar, do cheiro marinho, das ondas sobrepostas, das estrelas iluminando o negro firmamento, do frio da noite, da clara Lua refletindo sua prata.

O valor da vida para os ciganos nos chega como um brinde abençoado. Eles nos mostram o poder do aqui, do agora, e o momento, como o mais precioso tempo das nossas vidas. Um cigano beija a sua amada ou uma cigana beija seu amado na testa, por profundo respeito, e olha em seus olhos selando seu amor e vínculo. Palavras não traduzem estes momentos e estes ficam guardados nos registros reencarnatórios, tal profundidade de compromisso que se estabelece.

E assim, ensinam o apreço pela vida em sociedade, respeitando seus iguais, as tradições, a família, sua hierarquia, lições de solidariedade, força, zelo. Os Ciganos do astral, tal como no passado, gostam de fitas multicoloridas, dos pandeiros, lenços, xales, bailam em fogueiras mágicas, ciganas rodopiando sob as palmas e compassos dos ciganos à beira da roda. Usam as cartas, as moedas, borra de café, tiram a sorte, tilintam suas pulseiras ao comando das carroças engalanadas e daqui do outro lado às vezes conseguimos ouvi-los.

Há muitas lendas sobre o “Povo das Estrelas”. Alguns dizem que surgiram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, numa região chamada Gujaratna, localizada à margem direita do rio Send. Durante o primeiro milênio da era cristã, dispersaram-se pelo mundo e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina.

Outros dizem que vieram do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lugar de origem, num mito que nos parece incompreensível, mas há uma lenda do povo de Shamballa e de uma cidade chamada Agartha. Leiamos o que um autor descreve:

“Diz-se que, debaixo da terra, de todo o mundo existem cerca de 100 cidades, das quais a maior é Agartha. O Mundo subterrâneo seria conhecido como Shamballa. Os habitantes deste mundo, como sabemos a partir dos documentos, deixaram a superfície do mundo, 100.000 anos atrás, depois da catastrófica guerra entre atlantes e lemurianos, as duas grandes civilizações que dominaram a Terra naquele tempo” (www.curaeascensao.com.br)

O Povo Cigano tem um dom, de saber olhar profundamente nos olhos, e ler a mente e a alma do outro.

A partir daí, e com o conhecimento da quiromancia, conseguem se integrar ao campo vibracional e lê o passado e o futuro do consulente. Quem começa a ler a mãos dos outros apenas a partir de um estudo das linhas da mão, não conseguirá acessar toda verdade a ser dita. Por outro lado, a cigana não terá permissão do astral para falar tudo o que sabe. Esta arte, é muito útil para os ciganos que já tem seus espíritos esclarecidos para trabalhar no astral junto com os Benfeitores da Luz, e inclusive na Umbanda, em geral chegando na vibração do Povo de Oriente, quando evoca-se o Orixá Xangô, ou Almas, caminhando frequentemente com os Pretos Velhos da Umbanda, e ainda na que se chama Linha da Esquerda, na vibração dos Exus. Esta falange abençoada integrou-se perfeitamente à Umbanda, porque milenarmente aprendeu a respeitar a Mãe Natureza e os seus ciclos, sua Energia, sua vibração.

Quem tem em sua coroa um cigano ou cigana, acaba absorvendo um pouco, ou muito, do modo de ser do cigano. Pois um guia cigano conduz o médium a dançar na alegria e na tristeza, ensinando-lhe a observar e apreciar todos os momentos como ensinamentos que não podem ser desperdiçados. Acabam refletindo na vida as atitudes, a passionalidade, o vínculo com a família, da mesma forma que refletirá as qualidades de um espírito cigano esclarecido, como possuir um código de ética, honra e justiça, seu amor à liberdade, que muitas vezes acaba incomodando o sistema.

O Povo Cigano reverencia com todo seu coração à Santa Sara Kali. Interessante é que esta santa católica, não foi canonizada como os outros santos católicos. Na verdade, ela incorporou-se à história do catolicismo, entrando como uma serva núbia que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha. Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como “Saintes Maries de La Mer”.

Interessante ressaltar, que há outras lendas onde o Santo Graal realmente aportou na Grã-Bretanha, e está profundamente ligado às lendas de Avalon e do Rei Arthur. Lembrando que a história de Avalon conta sobre uma ordem de sacerdotisas de origem céltica e com conhecimento druídico. Os druidas por sua vez, foi outro povo que tinha como Lei Máxima as forças da Natureza, respeitando-a profundamente e realizando todo o tipo de magia a partir da manipulação das energias da mesma. Os ciganos também estão ligados à Kali – a deusa negra da mitologia hindu, da qual parece ter vindo o sincretismo católico associada a figura de Santa Sara.

O fato é que, embora tenhamos profunda reverência e admiração por este Povo, cujas origens infelizmente vão se apagando na atualidade da Terra, eles continuam muito vivos em sua atuação no astral, mas sempre rodeados de muitos mistérios aos quais ainda não foi dada a explicação. Mas serão sempre caminhantes e nossos companheiros, ligados por compromissos cármicos e evolutivos, nos auxiliando, nos dando apoio e Força, em sua maneira peculiar de nos mostrar o caminho e nos fazer observar, muito mais que proferir muitas palavras.

Aproximando-se a data em que se comemora e reverencia-se Santa Sara Kali, deixamos nosso apreço, nossa admiração, nossa crença a esta maravilhosa entidade, que vem de muito longe na auxiliar, nós, humildes médiuns de Umbanda ainda entrelaçados na ambiência pesada deste orbe. Que sua Luz afaste de nós toda confusão e clareie, como uma alvorada magnífica em nossos corações, os conceitos de Bem, de retidão, de Esperança e de Fé. Não nos permita fechar o senho, deixar fugir o sorriso de nossas faces seja diante qualquer adversidade, pois temos de dar o exemplo ante o mundo, que acreditamos num amanhã melhor, na evolução dos espíritos e na superação da matéria.

Deixamos nossa súplica sincera, que possamos ter as melhores qualidades dos ciganos, e burilar nossas próprias personalidades, sempre respeitando o outro, mas mantendo a noção de fraternidade, solidariedade, de amor, tecendo do lado de lá e do de cá, uma rede mágica, inquebrantável, de vibrações positivas, construtivas e luminosas.

Salve Ciganos da nossa Umbanda amada!

Salve Santa Sara que sempre vela por nos!
Opchá! Opchá!
Saravá Umbanda!

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

Fontes de pesquisa:
Site Kumpania Romaí
Site Cura e Ascensão

maio 06 2017

Pelo tratamento igualitário para todas as brasileiras presas

29/03/2017- Rio de Janeiro- RJ, Brasil- Adriana Ancelmo chega em sua casa, no Leblon, onde vai cumprir prisão domiciliar, após quase quatro meses presa em Bangu
Foto: Vladimir Platonow / Agência Brasil

Todas as brasileiras presas devem ter o mesmo tratamento da esposa do ex-governador do RJ

O Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva da FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná discutiu e aprovou, enviar a proposta de se realizar um mutirão, envolvendo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, a Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, a OAB Seccional do Paraná e a Defensoria Pública do Estado do Paraná para buscar uma solução para as detentas que se enquadrem na mesma situação da prisão domiciliar da esposa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Grosso modo, após levantamentos que indiquem as detentas nessa situação, estas seriam apadrinhadas por um (a) advogado (a) que se disporia a patrocinar a pretensão legal.

Dessa forma, ecoando o pedido da Ministra dos Direitos Humanos Luislinda Valois ao STF e diante da esquiva da Ministra Carmem Lúcia, que jogou para o “juiz natural” a responsabilidade por cumprir a lei, acreditamos que a sociedade organizada em nosso estado possa assumir essa tarefa e auxiliar as detentas, cujo pai da criança também esteja preso obtenha o direito a prisão domiciliar. Acrescente-se como condição também o fato de não terem sido ainda julgadas, e que os crimes cometidos sejam considerados de baixo poder ofensivo.

Entendendo o caso

Diante da repercussão da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de conceder prisão domiciliar à ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, encaminhou na última quinta-feira (30) à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, um pedido para que esse tipo de decisão seja estendido a todas as detentas na mesma situação.

Adriana Ancelmo ganhou o direito à prisão domiciliar após decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura, do STJ, que levou em conta o fato de ela ter dois filhos, de 11 e 14 anos, e de o pai das crianças também estar preso.

Para a ministra Luislinda Valois, é preciso adotar medidas para que todas as mulheres na mesma situação tenham o mesmo direito:

“Como ministra do Estado dos Direitos Humanos e além disso e principalmente, por ser cidadã brasileira, percebo que tenho o dever de recorrer a Vossa Excelência para que juntos adotemos medidas legais urgentes no sentido de que aquela decisão, mesmo ainda passível de recurso, seja aplicado extensivamente a todas as mulheres brasileiras que se encontrem em situação análoga, sem qualquer distinção e no menor espaço de tempo possível”.

Para a Direção Executiva da FUEP, em função da montanha de processos que se acumulam no judiciário e da falta do conhecimento dos dispositivos legais, talvez, milhares de mulheres presas em todo o país, mães de filhos menores, cujos pais também estejam presos ou ausentes de casa, embora possam ter direito ao mesmo tratamento, não o conseguem.

E a previsão legal é clara, disposta no artigo 318 do Código de Processo Penal, reproduzido abaixo.

Artigo 318 – Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

I – Maior de 80 (oitenta) anos; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

II – Extremamente debilitado por motivo de doença grave; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

III – Imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

IV – Gestante; (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016)

V – Mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)

VI – Homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016)

Parágrafo único. Para a substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

Mulheres nas prisões

Do total de mulheres presas no Brasil, 68% são jovens, com idade entre 18 e 34 anos, 61% são negras e pardas, 62% são analfabetas ou tem o ensino fundamental incompleto e 57% são mães solteiras. A maioria é presa por tráfico de entorpecentes, 30% estão detidas sem condenação e 63% são condenadas a penas de até oito anos.

Os dados foram apresentados pela secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Sílvia Rita Souza, em audiência pública sobre a violência de gênero nos presídios femininos realizada na última terça-feira (11/04) pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

O crescimento da população carcerária feminina é maior que o de presos do gênero masculino. De 2007 a 2014, o número de mulheres no sistema prisional subiu mais de 560%, enquanto que o registro de homens encarceradas cresceu pouco mais de 200%. Cerca de 95% das mulheres encarceradas no Brasil já sofreram ou sofrem algum tipo de violência dentro das prisões.

Participação dos (as) advogados (as) Médiuns no Terreiros de Umbanda

Destaque-se que o problema é que as mulheres em questão, quase sempre, são pobres, e para que não fiquem somente dependendo da Defensoria Pública, assoberbada de processos, buscaremos o auxílio dos Médiuns dos Terreiros de Umbanda do nosso estado, que sejam advogados (as) para participação no mutirão.

Dessa forma, incluímos os Médiuns Umbandistas na conquista desse benefício, que antes de tudo é um direito da criança, previsto no Estatuto da Primeira Infância aprovado no ano passado.

À sociedade organizada de nosso estado cabe fazer a sua parte, no sentido de equiparar legalmente “todos os brasileiros e brasileiras”, iniciando, timidamente por essa ação que de uma só tacada tem o condão de minimizar três injustiças cometidas pela nossa sociedade, com as crianças pequenas que são privadas das suas mães, com as mulheres que cometeram crimes ou delitos e que tem o direito ao benefício, e também com a superlotação nos presídios, uma vez que a prisão domiciliar pode desafogar o sistema prisional como um todo.

abr 14 2017

Feliz Páscoa

A história da Páscoa e seus simbolismos

Antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera, no hemisfério norte, representando a “passagem” de um tempo de trevas para um novo de luz. Assim, a origem desta comemoração remonta há milhares de anos atrás, comemorada entres os povos europeus, e foi transformando-se numa das datas comemorativas mais importantes das culturas ocidentais.

O termo “Páscoa” tem origem religiosa e vem do latim Pascae, embora na Grécia Antiga, também é encontrado como Pashka, porém a sua origem mais remota seja entre os hebreus, onde aparece o termo Pesachad, com significado de “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera, que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março.

Na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim dos invernos rigorosos, que castigavam a Europa e o começo da primavera era de extrema importância, representando maiores oportunidades de sobrevivência, diretamente ligada a maior possibilidade da produção de alimentos.

A páscoa judaica (em hebraico פסח, ou seja, passagem) é o nome do sacrifício executado em 14 de Nissan segundo o calendário judaico e que precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Tradicionalmente, nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a fuga do Egito, liderados por Moises, após anos de aprisionamento, por volta de 1250 A.C., quando não havia tempo para a fermentação do pão.

Entre os cristãos, a data celebra a ressurreição de Jesus Cristo, quando, três dias após a sua crucificação, o espírito voltou a unir-se ao corpo. Antigamente o festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera. A semana anterior à Páscoa é considerada Semana Santa, iniciando no “Domingo de Ramos”, que marca a entrada de Jesus em Jerusalém. O importante é que faz referência à última ceia de Jesus com os apóstolos, seguida da sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e ressurreição.

A Páscoa para algumas tradições Umbandistas

Primeiramente é importante lembrar os ensinamentos do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que ao lançar a religião que chamou de Umbanda, disse que seria uma religião que seguiria o evangelho de Jesus Cristo e tal como Maria, a todos acolheria, sem qualquer distinção.

O Orixá Maior da Umbanda é Oxalá, sincretizado com o Cristo, embora com um significado diferente da Igreja Católica, para quem o o símbolo maior é o Cristo crucificado, o “cordeiro de Deus” que livra a todos dos pecados.

Já para nós Umbandistas, o símbolo maior é a ressurreição, a volta do mundo dos mortos, a continuidade da vida após a morte física. O que refirma a nossa crença no mundo espiritual.

Em muitos Terreiros de Umbanda dá-se o início das comemorações da Semana Santa na quarta-feira com o fim da quaresma, muito antes do cristianismo o povo africano já respeitava a quaresma, porém com um significado diferente dos fatos relacionados a vida de Jesus Cristo.

Enquanto os cristãos celebram a morte e a ressurreição de Cristo, os africanos celebram o Lorogun, período em que os Orixás entram em guerra contra o mal, para trazer o pão de cada dia para seus filhos.

A guerra dos Orixás na quaresma

Na quarta-feira de cinzas os Orixás da casa devem ser vestidos e cada filho de santo oferece a eles suas comidas preferidas, os atabaques são recolhidos, depois de serem lavados com ervas, somente sendo acordados no “Sábado de Aleluia”, sendo esta a forma de fortalecer os atabaques do terreiro. Os Orixás estão em guerra!

Lorogun – rituais da Umbanda na Semana Santa

Na noite de quinta para a Sexta-feira da Paixão, os seguidores da Umbanda devem se proteger, usando seus contra-eguns, pois nesse dia Iansã está em guerra e não pode conter os eguns que nos rodeiam.

Na Sexta-feira da Paixão, são oferecidos pratos a Oxalá, em busca de paz e prosperidade, tanto para o Terreiro, quanto para os seus filhos e fiéis. No Sábado de Aleluia, Ogum, guerreiro maior do panteão africano, faz a distribuição de pães, representando a vitória na guerra pela paz. É o fim da guerra dos Orixás.

A criação do mundo na Umbanda

Na Umbanda, a Semana Santa representa a criação do mundo, por este motivo, neste período seus seguidores devem vestir-se de branco, principalmente na Sexta-feira da Paixão, neste o dia, os Orixás descem do Orún (o mundo dos espíritos) para conhecerem a grande criação de Olorum. Durante a Semana Santa os fiéis Umbandistas devem alimentar-se com comidas brancas, como canjica, arroz, arroz doce, acaçás e pães. Devem evitar a ingestão de qualquer tipo de carne, assim como não devem ingerir bebidas alcoólicas, especialmente na Sexta-feira da Paixão.

Mensagem Final

Portanto, a Páscoa representa mais uma data marcante do calendário, para que se possa reafirmar conceitos e corrigir rotas, mas também é um rito de povos antigos, que pressupõe uma “passagem” de um tempo ruim para um melhor, simbolizado na perspectiva de preservação da vida.

Com o passar do tempo a veneração à natureza planetária foi sendo substituída por figuras mitológicas e/ou religiosas, embora mantendo a sua significação.

Para todos que tem uma Fé cristã, é reconhecida a existência de Jesus Cristo, o homem que veio ao mundo disposto a ser o maior exemplo de amor e humildade que a humanidade conheceria, trazendo uma proposta de vida que não foi entendida por muitos, sintetizada na frase “Ama o próximo como a ti mesmo! Até os dias de hoje, essa afirmativa continua letra morta, sendo repetida mas não vivenciada.

Assim, diariamente condenamos este homem e o crucificamos, da mesma forma que os antigos romanos, ao ignorar os seus propósitos de viver num mundo melhor, mais justo, fraterno e igualitário.

Que tal aproveitar a Páscoa para lembrar do triunfo do espiritual sobre o material, a ressurreição do espírito e a vida eterna!

Cristo morreu, mas ressuscitou e fez isso somente para nos ensinar a eliminar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes do íntimo de nossos corações. Que a sua Páscoa seja também, uma ressurreição.

Ressurreição da paz, do amor, da fraternidade, da alegria de viver…

Ressurreição da amizade, da igualdade, da justiça e do desejo de ser feliz…

Ressurreição dos sonhos, das memórias, das lembranças e, principalmente, da verdade que está acima do apelo comercial dos ovos de chocolate e dos coelhinhos.

Que sua Semana Santa seja cheia de paz, amor, caridade e felicidade e que Oxalá, o Orixá maior da Umbanda, sincretizado com Jesus Cristo, derrame as suas bênçãos sobre você, sua família e amigos e que seja assim para sempre na sua vida!

Feliz Páscoa!

jan 22 2017

21/01 – Dia Nacional de Combate a Discriminação Religiosa

brasão do 21 de janeiro

Saravá Umbandistas!

Comemoramos o “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa” celebrado no dia 21 de janeiro como homenagem à Mãe Gilda de Salvador/BA, e é uma referência a data do seu desencarne, após ter sido vítima de agressões publicadas no jornal da IURD, ocasionadas por intolerância religiosa, no ano de 2000.

Como forma de reconhecimento, o Governo Federal, instituiu, no ano de 2007, o 21 de janeiro como o Dia de luta contra a intolerância religiosa.

Aconteceram atos semelhantes em todo o Brasil, e em Curitiba, nos reunimos na Boca Maldita, no coração da cidade, numa promoção do Fórum Paranaense das Religiões de Matrizes Africanas, coordenado pelo Pai Márcio Marins e do Afroconesul-PR, coordenado pela Pai Lúcio de Xangô.

Como fomos convidados, representamos a FUEP, e de positivo podemos afirmar da importância da união de três representações (FPRMA, AFROCONESUL e FUEP) de Umbandistas e Candomblecistas do nosso estado, e a presença de dezenas de fiéis das religiões de matrizes africanas.

Oxalá permita que essa união seja permanente a partir de agora, sem importar quem seja o promotor do evento, como bem disse a Mãe Denise.

Certamente, o fracasso de um de nós é o fracasso de todos, o que vale também para o sucesso na realização de eventos, atos e manifestações!

Como era um dia de luta, tivemos algumas intervenções que expuseram diversos fatos de intolerância religiosa em nossa cidade e o enfrentamento que foi dado. E, como toda reunião do povo de santo, teve muita música, canto, dança e toques dos tambores.

Muitas outras manifestações já estão sendo preparadas e partindo das dezenas, queremos reunir centenas, milhares de fiéis e assim por diante, para que consigamos ecoar a nossa indignação ao tratamento que é dispensado pelo poder público e pela sociedade, notadamente algumas igrejas neo pentecostais evangélicas, principalmente as eletrônicas, que pregam a intolerância e o desrespeito aos diferentes, trazendo para si a exclusividade da representação divina, quando, o próprio Cristo em sua passagem terrena deixou claro que “existem muitos caminhos para a morada do Pai”.

Mas, como bem lembrou a Mãe Cris, na sua fala, nós não precisamos fazer o enfrentamento com o mesmo ódio que nos é destinado, mas sim, com amor, que possa entrar no coração e nas mentes das pessoas.

Importante também a intervenção da Ekéde Jéssica que está iniciando o processo de organização do movimento das “Mulheres do Axé” para o qual daremos todo o apoio, haja vista a maioria esmagadora de mulheres entres os fiéis Umbandistas.

Por último não podemos deixar de citar a presença do Beto, representante do CONPAZ/PR e da Caritas, que externou a sua mensagem de alegria em participar do ato.

Contamos com a sua participação nos próximos eventos, essa luta é de todos e de todas, e não se encerra num único dia, deve ser permanente, até que consigamos o respeito e a consideração da sociedade brasileira!

Juntos somos mais fortes! Axé!

Pai Lúcio de Xangô

Pai Márcio Marins

Paulão, marins e Lúcio

Mãe Denise

faixa

Ekede Jessica

jul 05 2016

O genocídio Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul

A

Dor no funeral do jovem Clodiodi

Dor no funeral do jovem Clodiodi

A manhã do dia 14 de junho de 2016 pode ser descrita pelo povo Guarani e Kaiowaá com uma palavra: dor! O jovem agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, foi assassinado na terra indígena retomada Amambai A manhã do dia 14 de junho de 2016 pode ser descrita pelo povo Guarani e Kaiowaá com uma palavra: dor! O jovem agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, foi assassinado na terra indígena retomada Amambai Peguá (fazenda Yvu), Município de Caarapó, próximo a Dourados, no Mato Grosso do Sul (MS).

O caso de Clodiodi é mais um de tantas mortes de indígenas no MS na retomada de suas terras ancestrais. Os Guarani e Kaiowa estavam pacificamente na terra indígena Amambai Peguá quando foram surpreendidos por vários veículos, inclusive tratores e caminhonetes de fazendeiros e seguranças das fazendas, rojões e tiros, que foram desferidos contra a comunidade indígena desprotegida, numa área aberta, não tendo assim ocorrido um conflito, mas sim um ataque.

Motos, bicicletas, panelas, roupas e outros pertences da comunidade foram queimados. O tiroteio durou horas, deixando pelo menos sete feridos – cinco adultos e uma criança de 12 anos e Clodiodi Aquileu, que, por conta da gravidade dos ferimentos, veio a falecer no local.

Segundo um dos médicos que atendeu os indígenas, os tiros foram desferidos na barriga, cabeça e tórax das vítimas, comprovando a intenção assassina do ataque.

Um vídeo gravado por indígenas e colocado na internet mostra o momento em que vários homens começam a atirar e desferir palavras pejorativas como “Bugres”, comprovando o enorme preconceito que ainda existe contra os povos indígenas no MS.

Esse é o retrato da luta fundiária no País, mas a coisa vem de muito antes disso.

O confinamento do povo Guarani e a luta pelo tekoha

Desde a invasão do Brasil pelos colonizadores europeus, em 1500, os povos originários vêm sofrendo todo tipo de violências físicas e psicológicas, no intuito de expulsá-los de suas terras tradicionais. Muitas das terras hoje ocupadas por latifundiários já tinham donos!

Com os Guarani e Kaiowa a história não foi diferente. A história da desterritorialização destes povos tem início com a guerra do Paraguai, no final do século 19, quando a companhia Matte Laranjeiras teve a concessão de suas terras pelo governo do MS para a exploração da erva mate, modificando assim o ambiente e o cotidiano desses povos originários.

Já no início do século 20, os indígenas foram sendo expulsos de seus territórios tradicionais e, sem poder viver mais em suas terras, os Guarani e Kaiowa foram confinados em reservas, criadas pelo Governo através do antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), atual Fundação Nacional do Índio (Funai), enquanto suas terras estavam sendo ocupadas e colonizadas por não indígenas, que obtiveram títulos de propriedade privada dos territórios tradicionais, introduzindo a monocultura, objetivando a mercantilizarão de suas terras.

Vê-se que essas reservas indígenas foram criadas pelo Estado com o intuito de retirar os indígenas de suas terras tradicionais e confiná-los em pequenos espaços de terra, como uma política de colonização e mercantilização de seus territórios tradicionais.

Essas expulsões não ocorreram de forma pacífica.

Os indígenas não eram consultados, mas desalojados de forma violenta, com sérias violações aos seus direitos como cidadãos e seres humanos.

A população dos Guarani e Kaiowa no Mato Grosso do Sul soma aproximadamente 50 mil pessoas (segundo o Instituto Humanitas/Unisinos), confinados em reservas indígenas e acampamentos, verdadeiros guetos humanos.

A maior parte da população vive na reserva indígena de Dourados, a mais violenta do MS.

O confinamento dos Guarani e Kaiowá nestes guetos trouxe sérios prejuízos para esses povos, entre eles, suicídios, fome (quase não possuem área para plantar, pois tudo está sendo tomado pela monocultura e a pecuária), precariedade na saúde, educação, segurança, falta de água potável, etc.

Inconformados com a situação que estavam vivendo, os indígenas resolveram retomar as suas terras ancestrais ocupadas pelos fazendeiros, cansados de esperar anos pela demarcação de suas terras pelo Governo Federal, que nunca se mostrou eficaz na defesa dos direitos indígenas.

Desde então, eles vêm sofrendo mais violências, inclusive com assassinatos, para serem impedidos de retornarem aos seus territórios tradicionais, o seu antigo tekoha.

O tekoha para os povos indígenas é o seu lugar de origem, de religiosidade, sua forma de viver, educar, local que lhe dá a estrutura territorial necessária à sua sobrevivência cultural.

Se é certo dizer que a terra não pertence ao indígena, o indígena é que pertence a terra, também é certo dizer que o tekoha é o modo de viver indígena.

A terra não é apenas um território, um meio de subsistência, mas também faz parte da sua organização social e religiosa, o seu tekoha. A terra para o indígena é uma questão de pertencimento, de sentimento, de partilha, de integração, que não pode ser entendida dentro de uma lógica capitalista que ver a terra como mercadoria, coisa a ser explorada, lucro.

A terra para os indígenas é vista como fonte de vida, mãe, que tudo lhes dá, a terra sofre, sangra, reage. Não compreende uma relação de dominação da natureza, mas um modelo sustentável de desenvolvimento, de respeito, amor e preservação da natureza.

Tirar os indígenas de suas terras ancestrais é como tirar a sua própria vida!
Uma carta enviada à presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, pelo povo Guarani Kaiowa, descreve bem esse sentimento indígena pela terra.

Num trecho da carta:

“Presidenta Dilma: nos roubaram nossa mãe; ela foi maltratada; fizeram sangrar suas veias; danificaram sua pele; quebraram seus ossos. Rios, peixes, árvores, animais e aves… tudo foi sacrificado em nome do que chamam progresso. Para nós, é destruição, é matança, é crueldade. ”

A violência contra os povos indígenas e Apyka’i, um exemplo de resistência

Indio Kaiowá

Indio Kaiowá

Os dados do Relatório – Violência contra os povos indígenas no Brasil – 2014, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), demonstram que os números da violência contra os povos indígenas só aumentaram.

Em 2014, foram registradas 31 tentativas de homicídios; 20 casos de homicídio culposo através de atropelamentos; 29 casos relacionados a ameaças de morte; 18 casos relativos a lesões corporais dolosas; 16 casos de abuso de poder, com 108 vítimas; 19 casos de racismo e discriminação étnico-cultural; 18 casos de violências sexuais, inclusive com casos de aliciamento de adolescentes indígenas para a prostituição; 79 casos de desassistência na área da saúde, alta taxa de mortalidade infantil, com registro de 785 mortes de crianças entre 0 e 5 anos em 2014; 13 casos de disseminação de bebida alcoólica e outras drogas em comunidades indígenas; 53 casos de desassistência na área da educação escolar indígena; assassinato de 70 indígenas, sendo Mato Grosso do Sul o estado que apresenta o maior número de casos, com 25 assassinatos.

Esses dados só comprovam o descaso e o abandono que os povos indígenas estão sofrendo no País.

A terra indígena de Apyka’i é um exemplo de luta e resistência do povo Guarani e Kaiowa do Município de Dourados.

Sua Cacique Damiana Cavanha, de 74 anos, é um símbolo da luta pela retomada de seu território tradicional; de pequena estatura, essa mulher é gigante na luta pelos seus direitos, pelo seu tekoha sagrado.
Damiana é a última cacique de Apyka’i. Moram à beira de uma rodovia (BR 463), sem eletricidade, água potável, cuidados médicos, alimentação adequada, etc. A falta de água potável acarreta muitas doenças, principalmente nas crianças, que são acometidas por coceiras e diarreia, sendo a mortalidade infantil alta entre os Guarani e Kaiowa.

A assistência à saúde só chega no local a cada 15 dias e a comunidade não dispõe de um agente de saúde.

A violência é outra constante na vida de Apyka’i: despejos, ameaças e mortes marcam a vida da comunidade.
Dona Damiana viu a morte de seu pai quando tinha 11 anos de idade, viu seu povo ser expulso de suas terras tradicionais, ter suas casas e pertences queimados, viu uma tia já idosa morrer por intoxicação por agrotóxicos despejados por um avião sobre a comunidade, perdeu seu marido, três filhos e um netinho de apenas quatro anos na luta pela terra: “… somos tratados como animais em nossa terra, em nosso país… Sou vovó, vi meu neto Gabriel morrer, a camioneta passou três vezes em cima dele… Tive que juntar os restos de meu neto. Ele tinha só quatro anos”.

Os Guarani e Kaiowa de Apyka’i já esperam há mais de 20 anos na beira da estrada pela demarcação de suas terras, estão confinados entre a monocultura de cana-de-açúcar e a rodovia, numa pequena área de sua terra tradicional.

Tendo sido despejados várias vezes com violência, os indígenas de Apyka’i sempre retornam para um pedacinho da sua terra ancestral, pois a maior parte de suas terras foi tomada por fazendeiros. Os indígenas são perseguidos e intimidados a abandonarem a sua terra ancestral! A dona Damiana diz que não vai sair de sua terra, que se preciso for, prefere morrer e ser enterrada ali.

Meio ambiente e a política de extermínio dos povos indígenas

A desterritorialização dos povos indígenas trouxe sérias consequências para o meio ambiente, com a introdução da monocultura e outras práticas não sustentáveis de desenvolvimento, como a pecuária, que causam grandes impactos ambientais.

A pauta indígena e ambiental nunca foi prioridade em nenhum governo no Brasil.

O Estado sempre se mostrou pouco eficaz no que diz respeito à preservação ambiental e a segurança e garantia dos direitos dos povos originários.

“Art. 231 – São reconhecidos aos índios sua organização social, seus costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, correspondendo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. ”

O extermínio dos povos indígenas no Brasil não foi nem é por acaso, faz parte de uma política de desterritorialização de suas terras tradicionais, objetivando a colonização dessas terras para monocultura e a pecuária extensiva; faz parte de uma visão ainda colonialista, racista, etnocêntrica, discriminatória e etnocida, que desumaniza o outro, com o objetivo de inferiorizarão de determinado grupo de pessoas.

Em uma sociedade ainda com uma mentalidade colonizada, um Estado conivente com os interesses econômicos do agronegócio, a impunidade dos assassinos dos povos indígenas e o preconceito só contribuem para agravar a situação de invisibilidade, violência e abandono em que essas populações estão submetidas.

Virar as costas para os povos indígenas não é apenas ignorar a nossa História, mas também a destruição da natureza, é ignorar o genocídio de seres humanos que resistem bravamente a 516 anos de massacres e que lutam pelo direito de existir e de viver conforme a sua cultura.

O respeito aos povos indígenas passa também pelo respeito a nós mesmos, a nossa história, origem, ao nosso passado, ao nosso futuro, à preservação do meio ambiente e à construção de um mundo melhor para todos os povos! Chega de genocídio indígena! Demarcação já!

Maria da Conceição, bióloga, com colaboração de Onildo Lopes, publicado no site do Jornal A Verdade

mar 02 2016

A Mediunidade e o psiquismo humano

Por Djalma Santos
Colaborador do CCCE

Psiquismo e Mediunidade

Sempre existiu uma ideia errônea de que o subconsciente seria o responsável pela personificação às vezes anômala e parasitária da vontade do médium, criando obstáculos ao exercício da mediunidade. Isso faz com que se apresentem, muitas vezes, conceituações apressadas e negativas, atribuindo patologias inerentes ao próprio indivíduo que lhe dariam facilidades para a comunicação com os chamados mortos.

Os componentes da histeria também são apontados como coadjuvantes de diagnósticos aberrantes, com fundamento no campo cerebral, que seria o órgão encarregado de arquivar os conflitos, assim como as frustrações que se materializariam como estados mentais de alienação, necessitando de um tratamento especializado, mesmo em detrimento da comunicação espiritual.

Além de todas essas dificuldades em se estabelecer parâmetros sobre a mediunidade, temos a hipótese da fraude, da dissimulação, da telepatia, ou da hiperestesia[1], que certamente fazem parte desse contexto tão complicado na vida do médium e interferem na tentativa de se negar a veracidade da comunicação dos desencarnados com os encarnados, que ainda jornadeiam aqui no Planeta Terra.

Essas possibilidades apontadas podem perfeitamente se tornarem reais, principalmente quando conta com o fenômeno anímico, em que prevalece a vontade do médium, mas sem prejuízo nenhum para o fenômeno mediúnico, que se verifica quando prevalece a força mental do espírito comunicante, aproveitando a passividade do sensitivo, que se torna dócil e obediente às mensagens que lhe são transmitidas do mundo espiritual.

A fraude, a dissimulação e outras formas aleatórias no campo da mediunidade, ficam por conta do caráter do homem que, ainda imperfeito, deixa-se levar por espíritos zombeteiros, imperfeitos e maus, que sentem prazer em se comunicar com os homens trazendo mensagens falsas e jocosas, sem nenhum aproveitamento moral, mas que só fazem isso porque encontram parceiros no campo humano, que os atraem e os vitalizam, dando condições para que se imiscuam na vida física das pessoas.

A mediunidade, de um modo geral, se apresenta como expressão fisiopsíquica relativa ao próprio homem terreno, e é por este meio que se é possível entrar em contato com outras faixas vibratórias do Universo, além ou aquém dos raios infravermelho ou ultravioleta, que nos envolvem e nos interpenetram, como representações do Fluido Cósmico Universal que, em síntese, é o hausto[2] divino, ou seja, a força nervosa do todo poderoso que é Deus.

A nossa percepção sensorial é relativamente pequena e é mantida numa pequena faixa de vibrações, porque somente as ondas eletromagnéticas de luz, que transitam entre o infravermelho – que é a mais baixa frequência visível – e o ultravioleta – que é a frequência mais alta – podem ser captadas, pelo fato de que é permitido vibrar nos terminais do nervo óptico da retina dos olhos. No entanto, as ondas de rádio, as micro-ondas e as caloríficas, por não corresponderem à frequência de ressonância íntima que possam atingir a visão, não podem ser percebidas embora sejam da mesma natureza das cores registradas em outras frequências vibratórias.

Os desequilíbrios que se verificam no campo da mediunidade são inerentes aos homens, que muitas vezes trazem em germe essas psicopatologias em todos os campos da vida, exsudando[3] em oportunidades próprias esses fatores negativos, que até certo ponto dificultam o trabalho no campo mediúnico, ao ponto de, às vezes, chegar ao descrédito, vulgarizando conceitos negativos relativos à mediunidade que não correspondem à verdade. Em muitos casos, se diz que a mediunidade provoca a desarmonia mental, quando na realidade o exercício da mediunidade harmoniza a vida do médium e de seus familiares.

Como tudo na vida física, a mediunidade necessita de educação, de conhecimento da doutrina e de uma formação moral rígida, em que o médium sabe exatamente o que fazer para manter um relacionamento ético e solidário com as entidades com quem venha a se comunicar. Enfim, o mesmo tipo de relacionamento que se faz aqui com os vivos, que também deve ser ético, leal, sincero e transparente, ou seja, que é bom com os vivos, certamente será também muito bom com os chamados mortos.

Todo e qualquer instrumento de trabalho deixado ao abandono, à deriva, com o decorrer do tempo, vai se tornar inútil, devido ao atrofiamento da vitalidade não exercida. O mesmo ocorre com as energias que dão possibilidade para os fenômenos mediúnicos, que se forem abandonadas pela falta de uso dessas faculdades, certamente ocorrerá atrofia, e os espíritos vão se afastando aos poucos, retirando do médium as percepções da paranormalidade.

A mediunidade só é bem executada quando é posta a serviço do engrandecimento das criaturas e da sociedade em que vive o médium. A mediunidade espírita proporciona gozos inefáveis e respeito, que dá felicidade àquele que está ajustado ao bem, como acontece com todas as iniciativas no campo da solidariedade e do compartilhamento, nas demais faixas do comportamento humano. O médium sincero e caridoso encontra, do outro lado da vida, todos aqueles com quem conviveu, assim como com os espíritos com manteve comunicação mediúnica, o que lhe dá uma alegria indizível, difícil de ser retratada pela mente humana.

Alan Kardec afirma no Livro dos Médiuns que a mediunidade é uma manifestação anômala, muitas vezes da personalidade humana, porém, jamais de natureza patológica, tendo em vista que existem médiuns de saúde robusta, o que se leva a crer que os que apresentam sintomas de alienação psíquica o são por outros motivos, totalmente descartados do exercício da mediunidade.

Disponível no site: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/mediunidade-espiritismo/1052-a-mediunidade-e-o-psiquismo-humano, acesso em 28/02/2016.

Glossário

[1] hiperestesia: Ouvir, Ver, Sentir, Indiretamente através da mente.

A habilidade de ver a Distância, poder descrever qualquer lugar que lhe seja solicitado, esta capacidade , é conhecida como , hiperestesia indireta, visão indireta, clarividência. Assim como todos os atos psíquicos, produzidos conscientemente ou inconscientemente, relacionados a pensamentos, telepatia, recordações inconscientes, sentimentos, que se produzem com ou sem reflexos físicos facilmente registrados.

E possível indiretamente qualquer pessoa, emanar energias psíquicas, que podem ser facilmente captadas por outra que possuem uma maior sensibilidade receptiva de energias psíquicas.

Alguns pesquisadores da área, afirmam que dois centros nervosos só são capazes de manter uma comunicação que transcende tudo o que é conhecido pela ciência, temporariamente. Porém a maioria dos parapsicólogos acreditam que todas as pessoas possuem habilidades em graus diferente, de promoverem fenômenos de Hiperestesia indireta, HIP.
Esses poderes podem ser treinados e desenvolvidos, podem ser reforçados ou ampliados. Porém as pesquisas indicam que a recepção destas emanações de energias psíquicas produzidas por outros, só podem adquirir força se alguma coisa dentro de nós corresponde àquele pensamento. Isto quer dizer que é muito mais fácil perceber mensagens telepáticas de pessoas íntimas a nós, que temos algum tipo de ligação, afinidade, amor, ódio, do que receber mensagens telepáticas de um estranho.

Exemplo: O Senhor Fred Trusty, em Cleverland EUA, estava trabalhando em seu jardim quando teve subitamente uma sensação estranha, inexplicável. Abandonou as ferramentas e correu para perto de um lago situado no final do jardim. Tudo parecia calmo. Estava para retornar ao trabalho quando sentiu um apelo misterioso. Esta vez viu um boné boiando no lago, imediatamente correu e mergulhou, e no fundo viu o corpo de uma criança. Era seu filho. Ele conseguiu retirá-lo e reanimá-lo.

Certamente neste caso, o Senhor Fred Trusty, percebeu indiretamente e mentalmente o apelo de socorro de seu filho. O menino enviou a mensagem telepática, e o Fred o pai a captou.

Outra história muito famosa foi de Joana D”Arc, menina camponesa que em 1949, conseguiu convencer o príncipe Carlos VII da França da sua santidade e missão. O príncipe antes de recebê-la propôs um teste para confirmar a sua autenticidade. Ele iria se misturar aos nobres no salão enquanto um impostor sentaria ao seu trono. Imediatamente ao entrar no nobre recinto, a jovem Joana olhou para o trono onde estava o impostor, voltou-se para o meio dos nobres, e seguiu diretamente para o Príncipe Carlos VII, onde prestou sua reverência. Todos na corte ficaram admirados. A jovem percebera mentalmente o verdadeiro herdeiro da França, peça importantíssima de sua missão.

Mesmo assim Carlos VII não ficou muito convencido, e achou que poderia ter sido uma coincidência. Ele propôs outro teste, longe da corte, somente entre os dois. Nesta ocasião a Jovem Joana D”Arc repetiu-lhe palavra por palavra, uma oração que ele costumava fazer, esta oração foi captada mentalmente do Príncipe, que finalmente ficou convencido da santidade da menina

Muitas vezes o dom de falar língua manifestada por um médium pode ser explicada pela hiperestesia indireta. Geralmente a pessoa que apresenta este dom se encontra perto de alguém que realmente domina a língua, o médium apenas recebe telepaticamente todo o saber do idioma e pronuncia as palavras.

[2] hausto: 1 – Ato de haurir. 2 – Gole, trago. 3 – Medicamento que se bebe. 4 – Aspiração, sorvo.

[3] exsudar: Suar, transpirar. Segregar em forma de gotas: a resina exsudava do tronco dos pinheiros.

fev 03 2016

Doe sangue, doe vida!

Hemepar precisa aumentar o número de doações de sangue

Disponível no site Bem Paraná:

http://www.bemparana.com.br/noticia/427349/hemepar-precisa-aumentar-o-numero-de-doacoes-de-sangue

Doação-de-Sangue-1

Para manter os estoques de bolsas de sangue em níveis seguros durante o Carnaval, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) incentiva as doações de sangue antes do feriado. As 22 unidades da rede funcionam em horário normal até o fim desta semana.

Segundo o diretor do Hemepar, Paulo Roberto Hatschbach, no período que antecede o Carnaval as doações tendem a cair de 30% a 40%, em média, em razão do número de pessoas que viajam no feriado. É exatamente nesse período que aumentam os acidentes de trânsito e, consequentemente, a demanda por bolsas de sangue nos hospitais.

No fim do ano, o Hemepar registrou recorde de doações de sangue, mas agora precisa de novos doadores. “Entre o Natal e o Ano Novo, tivemos as doações necessárias para suprir a demanda. Porém, aqueles que doaram nesse período ainda não estão aptos a uma nova doação”, explica o diretor.

Quem for doar, precisa reservar 40 minutos, que é o tempo médio de duração do processo. O ideal é que cada pessoa doe sangue pelo menos duas vezes ao ano – homens a cada 60 dias e mulheres devem respeitar um intervalo de 90 dias entre as doações.

Em Curitiba, o H0emepar funciona até o próximo sábado (6), às 18h . Na segunda e na terça-feira (8 e 9), o espaço estará fechado, mas reabre na quarta-feira (10) a partir das 12 h.

CONDIÇÕES PARA SER DOADOR DE SANGUE:

– Ter idade entre 16 e 69 anos (menores de idade com autorização e presença do responsável legal)
– Pesar acima de 50 quilos
– Estar descansado e bem alimentado
– Evitar alimentos gordurosos na véspera e no dia da doação
– Não ter tido Hepatite A após os 10 anos de idade
– Não estar gripado, com febre ou diarréia
– Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas
– Não estar grávida ou em período de amamentação
– Estar em boas condições de saúde
– Apresentar um documento oficial com foto

Confira os locais para coleta de sangue/Rede Hemepar

Hemocentro Coordenador – 2ªRS

Travessa João Prosdócimo, 145
Cep: 80 045 145 Alto da XV Curitiba
Fone: (41) 32814000 / Fax: (41) 32647029
Email: hemepar@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Cascavel – 10ªRS

Rua Avaetés, 370
Cep: 85 806 380 Santo Onofre
Fone: (45) 32264549 (45) 32260808
E-mail: thiago.stefanello@sesa.pr.gov.br
hemocascavel@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Londrina – 17ªRS

Rua Claudio Donizeti Cavalliere, 156
Cep: 86 038 670 Jardim Aruba
Fone: (43) 33712218 / Fax: 33712417
Email: hemolon@uel.br
marizasaito@gmail.com
marisa.silva@live.com

Hemocentro Regional de Maringá– 15ªRS

Avenida Mandacaru, 1600
Cep: 87 080 000
Fone: (44) 30119400 (44) 30119100
Email: hemomaringa@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Guarapuava – 5ªRS

Rua Afonso Botelho, 134
Cep: 85 015 000 Trianon
Fone: (42) 36222819 (42) 36223790 Fax: (42) 36222617
regiane.crema@sesa.pr.gov.br
gidaltilinhares@yahoo.com.br
marialicemello@hotmail.com

Hemonúcleo de Apucarana – 16ªRS

Rua Antônio Ostrenski, 3
Cep 86 800 200
Fone: (43) 34204200 / Fax: (43) 34204216
Email: hemoapucarana@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Campo Mourão – 11ªRS

Rua Mamborê, 1500
Cep: 87 302 140
Fone: (44) 35251102 (44) 35231844 Fax: (44) 35251712
Email: hemocampo@sesa.pr.gov.br
dirhemocampo@sesa.pr.gov.br
malubsalvador@hotmail.com

Hemonúcelo de Foz do Iguaçu – 9ªRS

Avenida Gramado, 364
Cep: 85 860 460 Vila A de Itaipu
Fone: (45) 35768020 (45) 35768000
Email: hemofoz@sesa.pr..gov.br
hemonucleofi@hotmail.com

Hemonúcleo de Francisco Beltrão – 8ªRS

Rua Marília, 1327
Cep: 85 604 400 Entre Rios
Fone: (46) 35242434
Email: hrfbadm@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Paranavaí– 14ªRS

Rua Rio Grande do Sul, 2390
Cep: 87 703 320
Fone: (44) 34215160 34215100 Chefia: 34215163
Email: hemoparanavai@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Ponta Grossa – 3ªRS

Rua General Osório esquina com Coronel Dulcídio
Cep: 84 010 080
Fone: (42) 32231616 (42) 32231737
Email: chirichela@uol.com.br
hemonpgo@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleio de Umuarama – 12ªRS

Avenida Manaus, 4444 Centro Cívico
Cep: 87 501 130
Fone: (44) 36218301 (44) 36218302 Fax: (44) 36218323
Email: hemonucleo.12rs@sesa.pr.gov.br
claudiofrancisconi@yahoo.com.br

Hemonúcleo de Pato Branco– 7ª RS

Rua Paraná, 1633
Cep: 85 501090 Sambugaro
Fone: (46) 32251014
Email: uctpb@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Cornélio Procópio – 18ªRS

Rua Justino Marques Bonfim, 27
Cep: 86 300 000
Fone: (43) 35203500
Email: uct18rs@sesa.pr.gov.br
amaurieliane@bol.com.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Cianorte – 13ªRS

Praça da República, 71
Cep: 87 200 000 Centro
Fone: (44) 36191921
Email: uctcianorte@hotmail.com
madalena_volpato@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Irati – 4ªRS

Rua Coronel Gracia, 761
Cep: 84 500 000 Centro
Fone: (42) 34223119 (42) 34232400
Email: usg04rs@sesa.pr.gov.br
emilinhazarpelon@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Ivaiporã – 22ªRS

Rua Diva Proença 500
Cep: 86 870 000
Fone: (43) 34724343 Ramal: 238
email: uctivaipora@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Jacarezinho – 19ªRS

Rua Cel Cecílio Rocha, 425
Cep: 86 400 000
Fone: (43) 35271777 Fax: (43) 35250356
Email: uctjac@yahoo.com.br
dra_teixeira@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Paranaguá– 1ªRS

Avenida Gabriel de Lara, 481
Cep: 83 203 250
Fone: (41) 34224931 Fax: (41) 34231309
Email: hemopgua@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Telêmaco Borba – 21ªRS

Av. Marechal Floriano Peixoto, s/nº – Anexo ao Hospital Regional
Cep: 84 266- 010
Fone: (42) 3272-3743
Email: uct_telemaco@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Toledo – 20ªRS

Rua Almirante Barroso, 2490
Cep: 85 900 020 Centro
Fone: (45) 33791993
Email: ucttoledo@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de União da Vitória – 6ªRS

Rua Castro Alves, 26
Cep: 84 600 000 Centro
Fone: (42) 35221365 (42) 35221793 Cisvali (42) 35237930
Email: hemepar06rs@sesa.pr.gov.br

jan 30 2016

Saiba mais sobre o Zika Vírus

Fontes: Portal CASSI / Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde

gravida zika virus

O que é o Zika vírus?

É uma doença viral aguda, transmitida por mosquitos infectados pelo ZIKAV, principalmente pelo Aedes aegypti, Aedes Albopictus e outros tipos de Aedes.

Quais os sintomas?

A doença provoca sintomas semelhantes aos da dengue, porém mais brandos, como febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas, também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Em quanto tempo surgem os primeiros sintomas?

O tempo de incubação, que é o tempo em que o vírus está “adormecido”, oscila entre 3 e 12 dias, após esse período surgem os primeiros sintomas. Porém, a infecção também pode ser assintomática. Segundo um estudo publicado na revista médica The New England, uma em cada quatro pessoas desenvolve os sintomas. A maioria dos pacientes se recupera, sendo que a taxa de hospitalização costuma ser baixa.

Como deve ser feito o tratamento?

O tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios prescritos por equipe médica e que não contenham AAS (ácido acetilsalicílico). Em geral, o desaparecimento dos sintomas ocorre entre 3 e 7 dias após seu início.
Não há ainda tratamento específico e nem vacina para prevenir contra infecção por Zika vírus.

Como prenevir a doença?

As recomendações para prevenção contra o Zika vírus são basicamente as mesmas para prevenir a dengue, como uso de mosquiteiros e telas com inseticidas, repelentes com o composto “icaridina”, roupas que cubram braços e pernas.

Além de evitar o acúmulo de água parada, cobrindo os locais que possam servir de criadouros do mosquito.

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Zika vírus

Procurar o seu atendimento médico preferencial para receber orientações e cuidados.

Avaliação do Ministério da Saúde?

O Ministério da Saúde ressalta que ainda há muitas questões a serem resolvidas. Uma das dúvidas é como ocorre exatamente a atuação do Zika vírus no organismo humano e a infecção do feto. Estudos adicionais de vigilância e de pesquisa são necessários para melhorar a compreensão da população sobre o tema.

Há também um chamado do Ministério da Saúde para uma mobilização nacional de contenção do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da Dengue, Zika vírus e Chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização.

Zika vírus e Microcefalia

Cartilha do Ministério da Saúde:

http://www.ans.gov.br/images/stories/noticias/pdf/Cartilha_Zika_revisada.pdf

Cientistas brasileiros detectaram relação entre o Zika vírus e a microcefalia.

Dados das investigações puderam ser confirmados em um boletim emitido no dia 17 novembro pela Fiocruz, entidade oficial que participa das pesquisas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO – Pan American Health Organization) também emitiram um boletim, no último dia 1º de dezembro, com um alerta mundial sobre a epidemia de Zika vírus relacionada com a microcefalia.

Descoberta

O Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz concluiu diagnósticos que constataram a presença do genoma do Zika vírus em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia.

A confirmação da relação entre o vírus e a microcefalia é inédita na pesquisa científica mundial, o que necessita de estudos mais aprofundados. Por isso, o governo brasileiro convidou dois técnicos do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos para ajudar nas análises dos casos de microcefalia causados pelo Zika vírus em Pernambuco.

Incidência

No Brasil todo já são mais de 1.248 casos notificados em 311 municípios de 14 Estados e do Distrito Federal.

A região nordeste é a mais afetada pelo surto de microcefalia, mais especificamente Pernambuco, o primeiro Estado a identificar o aumento de casos e que lidera o ranking com o maior número de casos (646). Em seguida estão os Estados de Paraíba (248); Rio Grande do Norte (79); Sergipe (77); Alagoas (59); Bahia (37); Piauí (36); Ceará (25); Maranhão (12); Rio de Janeiro (12); Tocantins (12); Goiás (2); Distrito Federal (1) e Mato Grosso do Sul (1).

O que é microcefalia?

É um distúrbio neurológico, uma má-formação congênita, em que o cérebro do bebê não se desenvolve de maneira adequada. A doença pode ser causada por uma variedade genética e fatores ambientais. Segundo o governo, na epidemia atual, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

Há tratamento para a microcefalia?

Não há nenhum tratamento específico para microcefalia, mas a intervenção precoce pode ajudar a melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.

O Ministério da Saúde recomenda que as gestantes mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico, não consumam bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizem medicamentos sem orientação médica e evitem contato com pessoas com febre ou infecções.

Segundo o Ministério da Saúde, as gestantes devem redobrar o cuidado adotando medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Em análise inicial do governo, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez, porém, ainda não há pesquisas que determinem especificamente qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante.

jan 30 2016

Zika vírus e a Microcefalia

Fontes: Portal CASSI / Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde

No Brasil já são mais de 1.761 casos suspeitos em 422 municípios de 14 Estados e do DF

O Brasil enfrenta desde o último mês de maio uma epidemia de Zika vírus, doença parecida com a dengue que também é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

O país já confirmou três casos de óbitos por causa da doença, sendo um deles o de um bebê. As vítimas fatais eram da região nordeste, local onde incide o maior número de registros de Zika vírus e de microcefalia.

Há suspeitas de que o vírus, chamado ZIKAV, tenha chegado ao Brasil durante a Copa do Mundo realizada no ano passado.

No mundo, já foram registrados casos do Zika vírus em alguns países da África e Ásia e regiões banhadas pelo Oceano Pacífico.

A notícia do surgimento da epidemia e a relação com casos de microcefalia tem mobilizado a comunidade científica mundial e gerado muitas dúvidas na população.

Disponibilizamos a cartilha da CASSI – Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil que esclarece de forma simples algumas das principais dúvidas das pessoas, nesse momento em que Brasil e USA estabelecem parceria para a análise desse novo fenômeno.

A CASSI explica um pouco mais sobre o que o Zika vírus e Microcefalia.

Cartilha da CASSI:

http://www.cassi.com.br/images/CartilhaZicaVirus.pdf

O que é o Zika vírus?

É uma doença viral aguda, transmitida por mosquitos infectados pelo ZIKAV, principalmente pelo Aedes aegypti, Aedes Albopictus e outros tipos de Aedes.

Quais os sintomas?

A doença provoca sintomas semelhantes aos da dengue, porém mais brandos, como febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas, também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Em quanto tempo surgem os primeiros sintomas?

O tempo de incubação, que é o tempo em que o vírus está “adormecido”, oscila entre 3 e 12 dias, após esse período surgem os primeiros sintomas. Porém, a infecção também pode ser assintomática. Segundo um estudo publicado na revista médica The New England, uma em cada quatro pessoas desenvolve os sintomas. A maioria dos pacientes se recupera, sendo que a taxa de hospitalização costuma ser baixa.

Como deve ser feito o tratamento?

O tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios prescritos por equipe médica e que não contenham AAS (ácido acetilsalicílico). Em geral, o desaparecimento dos sintomas ocorre entre 3 e 7 dias após seu início.

Não há ainda tratamento específico e nem vacina para prevenir contra infecção por Zika vírus.

Como prenevir a doença?

As recomendações para prevenção contra o Zika vírus são basicamente as mesmas para prevenir a dengue, como uso de mosquiteiros e telas com inseticidas, repelentes com o composto “icaridina”, roupas que cubram braços e pernas.

dicas para combater o mosquito

Além de evitar o acúmulo de água parada, cobrindo os locais que possam servir de criadouros do mosquito.

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Zika vírus?

Procurar o seu atendimento médico preferencial para receber orientações e cuidados.

Avaliação do Ministério da Saúde?

O Ministério da Saúde ressalta que ainda há muitas questões a serem resolvidas. Uma das dúvidas é como ocorre exatamente a atuação do Zika vírus no organismo humano e a infecção do feto. Estudos adicionais de vigilância e de pesquisa são necessários para melhorar a compreensão da população sobre o tema.

Há também um chamado do Ministério da Saúde para uma mobilização nacional de contenção do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da Dengue, Zika vírus e Chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização.

jan 30 2016

Todos contra o Aedes aegypti

Fontes: Portal CASSI / Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde

mosquinto-da-dengue

Na última sexta-feira, 29/01, foi realizado o Dia Nacional de Mobilização Contra o Aedes aegypti, iniciativa conjunta e várias entidades, organizações e os governos. A iniciativa teve o objetivo realizar mutirões para identificar e erradicar possíveis focos do mosquito nas suas dependências.

Nesse momento de volta dos trabalhos dos Terreiros, vemos como importante a mobilização de todos – uma vez que potencialmente interagimos também nas famílias e nas comunidades -, em prol da erradicação do mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e das febres chikungunya e amarela.

Para que possamos divulgar e dessa forma sensibilizar todos os Umbandistas, solicitamos que nos enviem fotos das ações realizadas através do e-mail da FUEP umbanda.parana@gmail.com.

Lembramos que as vistorias devem ser feitas nos ambientes interno e externo dos barracões, notadamente em recipientes que possam manter água parada, como vasos, cinzeiros e outros e, principalmente nos jardins. A rigor, temos um compromisso com todos os médiuns e assistentes, de assegurar que não existe nenhuma possibilidade de existir foco de propagação do mosquito.

O mosquito Aedes Aegypti além de ser o vetor da dengue e da febre amarela, doenças já conhecidas dos brasileiros, está transmitindo também os vírus Chikungunya e Zica.

Devido à gravidade das doenças associadas ao mosquito, é necessário um esforço de todos no sentido de erradicar os focos de criadouro, em todos os locais que frequentamos, só assim, cada um fazendo a sua parte teremos a garantia de um ambiente saudável para a prática da nossa religião, sem riscos para aqueles que procurarem o conforto espiritual em nossos Terreiros.

Indicamos que cada Terreiro institua uma equipe e proceda uma varredura nos locais mais prováveis de se encontrarem as larvas do mosquito, para auxiliá-los na eliminação dos focos porventura existentes no seu Terreiro, e nas suas casas.

jan 02 2016

Feriados de 2016

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É sempre bom um feriado, principalmente quando é prolongado – o feriadão -, são momentos aproveitados no lazer ou na convivência com a família, uma recarga nas energias, desgastadas por um dia a dia frenético e massacrante de dezenas de compromissos.

Mas, por falar em feriados, é oportuno lembrar da grita geral promovida pelos empresários da FIEP e da Associação Comercial de Curitiba, quando foi aprovado o feriado do dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra, num tributo a Zumbi dos Palmares.

Alegaram que o comércio teria um “prejuízo” da ordem de 160 milhões de reais, sem a mínima satisfação para os trabalhadores, que ao fim e ao cabo são os produtores dessas riquezas e pior ainda com o povo brasileiro residente em Curitiba, uma vez que a luta de Zumbi pela liberdade dos negros escravizados em nosso país, foi precursora da luta pela nossa independência.

Assim, Zumbi é um herói nacional, que tanto os nossos empresários – que solicitaram o parecer -, quanto os nossos legisladores, não souberam ou não quiseram homenagear, uma vez que o feriado acabou suspenso por decisão do Tribunal de Justiça (TJ/PR).

Ao analisarmos os feriados de 2016, – entre nacionais e municipais – constatamos, ainda, a forte presença do tempo em que não havia separação entre a Igreja Católica e o Estado, o que em tese, já ficou para trás, pois vivemos um tempo de “laicidade do estado”.

Os feriados da capital são regulamentados por lei, sendo que três deles por leis municipais: Paixão de Cristo, Corpus Christi e o dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, padroeira da capital paranaense.

Os demais, Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República e Natal são estabelecidos anualmente por leis federais.

Dessa forma, temos 6 feriados religiosos, todos cristãos/católicos: Paixão de Cristo, Corpus Christi, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal

Em Curitiba, além dos feriados estabelecidos em lei, existem ainda os chamados “facultativos”, que não estão previstos em lei e dependem da intervenção do prefeito municipal para que sejam validados.

Dentre ele, encontra-se, por exemplo o feriado de Carnaval, que em 2016, será comemorado no dia 9 de março – uma terça-feira. É a terça-feira “gorda”, assim chamada por ser o último dia antes da quaresma, que se inicia na quarta-feira de cinzas, período de jejum ou de refeições regradas para os cristãos.

No rol dos recessos facultativos da capital paranaense também estão incluídos o dia em comemoração à Fundação de Curitiba (29/03); Dia do Funcionário Público (28/10) e Emancipação Política do Paraná (19/12).

Confira os feriados previstos para 2016, que não será muito benevolente com os feriados, uma vez alguns caem no domingo e outros no meio da semana:

Janeiro

1º – sexta-feira: Dia da Confraternização Universal
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 662, de 6 de abril de 1949

Fevereiro

9 – terça-feira: Carnaval (Facultativo)

Março

25 – sexta-feira: Paixão de Cristo
Feriado estabelecido pela Lei Municipal nº 3015, de 24 de agosto de 1967

29 – terça-feira – Fundação de Curitiba

Abril

21 – quinta-feira: Tiradentes
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 1266, de 6 de dezembro de 1950

Maio

1 – domingo – Dia do Trabalho

26 – quinta-feira – Corpus Christi

Junho, Julho e Agosto

Não há feriado.

Setembro

7 – quarta-feira – Independência do Brasil
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 662, seis de abril de 1949.

8 – quinta-feira: Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
Feriado estabelecido pela Lei Municipal nº 3015, de 24 de agosto de 1967

Outubro

12 – quarta-feira: Nossa Senhora Aparecida
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 6802, de 30 de junho de 1980

28 – sexta-feira: Dia do Funcionário Público (Facultativo)

Novembro

2 – quarta-feira – Finados
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 3015 de 24 de agosto de 1967

15 – terça-feira: Proclamação da República e dia Nacional da Umbanda

Dezembro

19 – segunda-feira: Emancipação Política do Paraná (Facultativo)

25 – domingo: Natal
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 662, de seis de abril de 1949

dez 27 2015

Mario Cravo define Exu para o escritor Jorge Amado

exu_imagem_legal

Não sou preto, branco ou vermelho
Tenho as cores e formas que quiser.
Não sou diabo nem santo, sou Exu!
Mando e desmando,
Traço e risco
Faço e desfaço.
Estou e não vou
Tiro e não dou.
Sou Exu.
Passo e cruzo
Traço, misturo e arrasto o pé
Sou reboliço e alegria
Rodo, tiro e boto,
Jogo e faço fé.
Sou nuvem, vento e poeira
Quando quero, homem, mulher
Sou das praias, e da maré.
Ocupo todos os cantos.
Sou menino, avô, maluco até
Posso ser João, Maria ou José
Sou o ponto do cruzamento.
Durmo acordado e ronco falando
Corro, grito e pulo
Faço filho assobiando
Sou argamassa
De sonho carne e areia.
Sou a gente sem bandeira,
O espeto, meu bastão.
O assento? O vento!
Sou do mundo, nem do campo
Nem da cidade,
Não tenho idade.
Recebo e respondo pelas pontas,
Pelos chifres da nação
Sou Exu.
Sou agito, vida, ação
Sou os cornos da lua nova
A barriga da rua cheia!
Quer mais? Não dou,
Não tô mais aqui.

Salvador/BA, 17 de maio de 1993

Mario Cravo

dez 27 2015

Alerta contra mistificadores

Diariamente o nome da Umbanda, e de resto das demais religiões de matrizes africanas e/ou afro-brasileiros, são vilipendiados, seja por reportagens em jornais, rádios e TV, que não se dão ao trabalho de verificar com os representantes das religiões a veracidade daquilo que estão noticiando, seja por parte da imprensa televisiva vinculada a determinadas facções religiosas evangélicas neo pentecostais, que reproduzem em programas de cunho sensacionalista e circense matérias sempre desabonadoras com relação às religiões e aos seus dirigentes, seja por denúncias que acontecem frequentemente.

Dessa forma, a Direção da FUEP e os Templos Associados vem a público, por meio desta nota, esclarecer que:

A FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná, tem por finalidade representar cultural, institucional, política e socialmente os Povos e as Comunidades Tradicionais Afro-brasileiras, Brasileiro-Afros e Indígenas, e outros povos tradicionais onde atue, seus dirigentes, frequentadores, simpatizantes e as comunidades por eles constituídas, dando-lhes visibilidade e buscando a sua integração plena a sociedade brasileira. Busca ainda, legitimação e o respeito, e; o fortalecimento da Umbanda junto à sociedade civil.

Os objetivos estatutários, bem como os princípios gerais que norteiam a atuação da FUEP, encontram-se no Estatuto Social (que pode ser consultado na íntegra no blog: http://fuep.blogspot.com e/ou no sítio: http://www.fuep.org.br).

– A Umbanda respeita a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas quando da anunciação da Umbanda no plano terreno, que determinou a atuação dos templos Umbandistas: “A Umbanda é a manifestação dos Espíritos para a caridade”. Assim, usualmente, não são cobradas as consultas, atendimentos e trabalhos, a Umbanda é caridade, o atendimento ás pessoas que procuram auxílio nos templos Umbandistas é gratuito.

– A Umbanda respeita o livre-arbítrio das criaturas, não realizando qualquer ação que implique em malefício ou prejuízo a alguém, dessa forma, ao respeitar o livre-arbítrio, não se faz trabalhos de amarração, tampouco de separação de casais.

Essas orientações são seguidas por todos os templos Umbandistas, tanto associados a FUEP, quanto não associados. Obviamente, o fato de estar ou não associado a uma entidade federativa, por si só não representa a garantia do cumprimento do Estatuto Social, mas evita a ocorrência de grande parte dos problemas.

Faz-se importante afirmar que existem milhares de templos Umbandistas e das outras religiões afro-brasileiras e que a maioria absoluta deles trabalha com seriedade e honestidade, respeitando princípios éticos e morais.

A Direção da FUEP, os Templos Associados e os Dirigentes e Médiuns Umbandistas vivem em constante vigília para defender esses princípios, bem como, a clara caracterização da Umbanda, como forma de evitar a utilização do seu nome em atividades que buscam somente aproveitar-se da Fé das pessoas, extorquindo valores para a realização de trabalhos que ferem os princípios morais, éticos, cármicos, o livre-arbítrio, e por vezes a base legal existente no país.

anuncio de poste

Acredita-se que é preciso dar uma basta aos mistificadores, que através de anúncios em postes, ou com verdadeiras “arapucas”, se utilizam do nome da Umbanda para ganhar dinheiro dos mais incautos, contribuindo para que os Templos e Dirigentes sérios e corretos sejam alvo de discriminação e de preconceito.

A extorsão é crime, devidamente previsto e qualificado na lei brasileira, assim, caso seja comprovada a culpa dos acusados, após cumpridos os trâmites legais e o amplo direito de defesa, o poder judiciário imputará a pena que couber.

Não se trata de querer transformar em “caso de polícia” qualquer denúncia que nos chegue, mas, é necessário a aplicação de penas exemplares para quem se utilize da religião para a prática da extorsão ou de outros crimes. Só assim, contribuiremos com aqueles Umbandistas que vierem depois de nós, deixando-lhes uma religião que as pessoas possam assumir sem o medo de represálias, discriminação e preconceito.

A Direção da FUEP e os Templos associados, comprometidos com a verdade e a ética que sempre pautou a sua atuação, esclarece ao fiéis Umbandistas, Médiuns e frequentadores, assim como o público em geral, que não deixem de buscar auxílio nos Templos Umbandistas sérios, associados ou não à FUEP, onde continuarão a encontrar o atendimento e o consolo para as suas necessidades espirituais, mas alertam para que todos tenham cuidado com supostas “soluções fáceis para problemas difíceis”, que dependem, principalmente do livre-arbítrio e do merecimento de cada um.

Como fez o Cristo, está na hora de expulsarmos os vendilhões dos nossos templos!

Direção Executiva, Conselhos Deliberativo e Fiscal. Gestão 2013/2017.

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