jul 05 2016

O genocídio Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul

A

Dor no funeral do jovem Clodiodi

Dor no funeral do jovem Clodiodi

A manhã do dia 14 de junho de 2016 pode ser descrita pelo povo Guarani e Kaiowaá com uma palavra: dor! O jovem agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, foi assassinado na terra indígena retomada Amambai A manhã do dia 14 de junho de 2016 pode ser descrita pelo povo Guarani e Kaiowaá com uma palavra: dor! O jovem agente de saúde Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, 23 anos, foi assassinado na terra indígena retomada Amambai Peguá (fazenda Yvu), Município de Caarapó, próximo a Dourados, no Mato Grosso do Sul (MS).

O caso de Clodiodi é mais um de tantas mortes de indígenas no MS na retomada de suas terras ancestrais. Os Guarani e Kaiowa estavam pacificamente na terra indígena Amambai Peguá quando foram surpreendidos por vários veículos, inclusive tratores e caminhonetes de fazendeiros e seguranças das fazendas, rojões e tiros, que foram desferidos contra a comunidade indígena desprotegida, numa área aberta, não tendo assim ocorrido um conflito, mas sim um ataque.

Motos, bicicletas, panelas, roupas e outros pertences da comunidade foram queimados. O tiroteio durou horas, deixando pelo menos sete feridos – cinco adultos e uma criança de 12 anos e Clodiodi Aquileu, que, por conta da gravidade dos ferimentos, veio a falecer no local.

Segundo um dos médicos que atendeu os indígenas, os tiros foram desferidos na barriga, cabeça e tórax das vítimas, comprovando a intenção assassina do ataque.

Um vídeo gravado por indígenas e colocado na internet mostra o momento em que vários homens começam a atirar e desferir palavras pejorativas como “Bugres”, comprovando o enorme preconceito que ainda existe contra os povos indígenas no MS.

Esse é o retrato da luta fundiária no País, mas a coisa vem de muito antes disso.

O confinamento do povo Guarani e a luta pelo tekoha

Desde a invasão do Brasil pelos colonizadores europeus, em 1500, os povos originários vêm sofrendo todo tipo de violências físicas e psicológicas, no intuito de expulsá-los de suas terras tradicionais. Muitas das terras hoje ocupadas por latifundiários já tinham donos!

Com os Guarani e Kaiowa a história não foi diferente. A história da desterritorialização destes povos tem início com a guerra do Paraguai, no final do século 19, quando a companhia Matte Laranjeiras teve a concessão de suas terras pelo governo do MS para a exploração da erva mate, modificando assim o ambiente e o cotidiano desses povos originários.

Já no início do século 20, os indígenas foram sendo expulsos de seus territórios tradicionais e, sem poder viver mais em suas terras, os Guarani e Kaiowa foram confinados em reservas, criadas pelo Governo através do antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), atual Fundação Nacional do Índio (Funai), enquanto suas terras estavam sendo ocupadas e colonizadas por não indígenas, que obtiveram títulos de propriedade privada dos territórios tradicionais, introduzindo a monocultura, objetivando a mercantilizarão de suas terras.

Vê-se que essas reservas indígenas foram criadas pelo Estado com o intuito de retirar os indígenas de suas terras tradicionais e confiná-los em pequenos espaços de terra, como uma política de colonização e mercantilização de seus territórios tradicionais.

Essas expulsões não ocorreram de forma pacífica.

Os indígenas não eram consultados, mas desalojados de forma violenta, com sérias violações aos seus direitos como cidadãos e seres humanos.

A população dos Guarani e Kaiowa no Mato Grosso do Sul soma aproximadamente 50 mil pessoas (segundo o Instituto Humanitas/Unisinos), confinados em reservas indígenas e acampamentos, verdadeiros guetos humanos.

A maior parte da população vive na reserva indígena de Dourados, a mais violenta do MS.

O confinamento dos Guarani e Kaiowá nestes guetos trouxe sérios prejuízos para esses povos, entre eles, suicídios, fome (quase não possuem área para plantar, pois tudo está sendo tomado pela monocultura e a pecuária), precariedade na saúde, educação, segurança, falta de água potável, etc.

Inconformados com a situação que estavam vivendo, os indígenas resolveram retomar as suas terras ancestrais ocupadas pelos fazendeiros, cansados de esperar anos pela demarcação de suas terras pelo Governo Federal, que nunca se mostrou eficaz na defesa dos direitos indígenas.

Desde então, eles vêm sofrendo mais violências, inclusive com assassinatos, para serem impedidos de retornarem aos seus territórios tradicionais, o seu antigo tekoha.

O tekoha para os povos indígenas é o seu lugar de origem, de religiosidade, sua forma de viver, educar, local que lhe dá a estrutura territorial necessária à sua sobrevivência cultural.

Se é certo dizer que a terra não pertence ao indígena, o indígena é que pertence a terra, também é certo dizer que o tekoha é o modo de viver indígena.

A terra não é apenas um território, um meio de subsistência, mas também faz parte da sua organização social e religiosa, o seu tekoha. A terra para o indígena é uma questão de pertencimento, de sentimento, de partilha, de integração, que não pode ser entendida dentro de uma lógica capitalista que ver a terra como mercadoria, coisa a ser explorada, lucro.

A terra para os indígenas é vista como fonte de vida, mãe, que tudo lhes dá, a terra sofre, sangra, reage. Não compreende uma relação de dominação da natureza, mas um modelo sustentável de desenvolvimento, de respeito, amor e preservação da natureza.

Tirar os indígenas de suas terras ancestrais é como tirar a sua própria vida!
Uma carta enviada à presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, pelo povo Guarani Kaiowa, descreve bem esse sentimento indígena pela terra.

Num trecho da carta:

“Presidenta Dilma: nos roubaram nossa mãe; ela foi maltratada; fizeram sangrar suas veias; danificaram sua pele; quebraram seus ossos. Rios, peixes, árvores, animais e aves… tudo foi sacrificado em nome do que chamam progresso. Para nós, é destruição, é matança, é crueldade. ”

A violência contra os povos indígenas e Apyka’i, um exemplo de resistência

Indio Kaiowá

Indio Kaiowá

Os dados do Relatório – Violência contra os povos indígenas no Brasil – 2014, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), demonstram que os números da violência contra os povos indígenas só aumentaram.

Em 2014, foram registradas 31 tentativas de homicídios; 20 casos de homicídio culposo através de atropelamentos; 29 casos relacionados a ameaças de morte; 18 casos relativos a lesões corporais dolosas; 16 casos de abuso de poder, com 108 vítimas; 19 casos de racismo e discriminação étnico-cultural; 18 casos de violências sexuais, inclusive com casos de aliciamento de adolescentes indígenas para a prostituição; 79 casos de desassistência na área da saúde, alta taxa de mortalidade infantil, com registro de 785 mortes de crianças entre 0 e 5 anos em 2014; 13 casos de disseminação de bebida alcoólica e outras drogas em comunidades indígenas; 53 casos de desassistência na área da educação escolar indígena; assassinato de 70 indígenas, sendo Mato Grosso do Sul o estado que apresenta o maior número de casos, com 25 assassinatos.

Esses dados só comprovam o descaso e o abandono que os povos indígenas estão sofrendo no País.

A terra indígena de Apyka’i é um exemplo de luta e resistência do povo Guarani e Kaiowa do Município de Dourados.

Sua Cacique Damiana Cavanha, de 74 anos, é um símbolo da luta pela retomada de seu território tradicional; de pequena estatura, essa mulher é gigante na luta pelos seus direitos, pelo seu tekoha sagrado.
Damiana é a última cacique de Apyka’i. Moram à beira de uma rodovia (BR 463), sem eletricidade, água potável, cuidados médicos, alimentação adequada, etc. A falta de água potável acarreta muitas doenças, principalmente nas crianças, que são acometidas por coceiras e diarreia, sendo a mortalidade infantil alta entre os Guarani e Kaiowa.

A assistência à saúde só chega no local a cada 15 dias e a comunidade não dispõe de um agente de saúde.

A violência é outra constante na vida de Apyka’i: despejos, ameaças e mortes marcam a vida da comunidade.
Dona Damiana viu a morte de seu pai quando tinha 11 anos de idade, viu seu povo ser expulso de suas terras tradicionais, ter suas casas e pertences queimados, viu uma tia já idosa morrer por intoxicação por agrotóxicos despejados por um avião sobre a comunidade, perdeu seu marido, três filhos e um netinho de apenas quatro anos na luta pela terra: “… somos tratados como animais em nossa terra, em nosso país… Sou vovó, vi meu neto Gabriel morrer, a camioneta passou três vezes em cima dele… Tive que juntar os restos de meu neto. Ele tinha só quatro anos”.

Os Guarani e Kaiowa de Apyka’i já esperam há mais de 20 anos na beira da estrada pela demarcação de suas terras, estão confinados entre a monocultura de cana-de-açúcar e a rodovia, numa pequena área de sua terra tradicional.

Tendo sido despejados várias vezes com violência, os indígenas de Apyka’i sempre retornam para um pedacinho da sua terra ancestral, pois a maior parte de suas terras foi tomada por fazendeiros. Os indígenas são perseguidos e intimidados a abandonarem a sua terra ancestral! A dona Damiana diz que não vai sair de sua terra, que se preciso for, prefere morrer e ser enterrada ali.

Meio ambiente e a política de extermínio dos povos indígenas

A desterritorialização dos povos indígenas trouxe sérias consequências para o meio ambiente, com a introdução da monocultura e outras práticas não sustentáveis de desenvolvimento, como a pecuária, que causam grandes impactos ambientais.

A pauta indígena e ambiental nunca foi prioridade em nenhum governo no Brasil.

O Estado sempre se mostrou pouco eficaz no que diz respeito à preservação ambiental e a segurança e garantia dos direitos dos povos originários.

“Art. 231 – São reconhecidos aos índios sua organização social, seus costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, correspondendo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. ”

O extermínio dos povos indígenas no Brasil não foi nem é por acaso, faz parte de uma política de desterritorialização de suas terras tradicionais, objetivando a colonização dessas terras para monocultura e a pecuária extensiva; faz parte de uma visão ainda colonialista, racista, etnocêntrica, discriminatória e etnocida, que desumaniza o outro, com o objetivo de inferiorizarão de determinado grupo de pessoas.

Em uma sociedade ainda com uma mentalidade colonizada, um Estado conivente com os interesses econômicos do agronegócio, a impunidade dos assassinos dos povos indígenas e o preconceito só contribuem para agravar a situação de invisibilidade, violência e abandono em que essas populações estão submetidas.

Virar as costas para os povos indígenas não é apenas ignorar a nossa História, mas também a destruição da natureza, é ignorar o genocídio de seres humanos que resistem bravamente a 516 anos de massacres e que lutam pelo direito de existir e de viver conforme a sua cultura.

O respeito aos povos indígenas passa também pelo respeito a nós mesmos, a nossa história, origem, ao nosso passado, ao nosso futuro, à preservação do meio ambiente e à construção de um mundo melhor para todos os povos! Chega de genocídio indígena! Demarcação já!

Maria da Conceição, bióloga, com colaboração de Onildo Lopes, publicado no site do Jornal A Verdade

mar 02 2016

A Mediunidade e o psiquismo humano

Por Djalma Santos
Colaborador do CCCE

Psiquismo e Mediunidade

Sempre existiu uma ideia errônea de que o subconsciente seria o responsável pela personificação às vezes anômala e parasitária da vontade do médium, criando obstáculos ao exercício da mediunidade. Isso faz com que se apresentem, muitas vezes, conceituações apressadas e negativas, atribuindo patologias inerentes ao próprio indivíduo que lhe dariam facilidades para a comunicação com os chamados mortos.

Os componentes da histeria também são apontados como coadjuvantes de diagnósticos aberrantes, com fundamento no campo cerebral, que seria o órgão encarregado de arquivar os conflitos, assim como as frustrações que se materializariam como estados mentais de alienação, necessitando de um tratamento especializado, mesmo em detrimento da comunicação espiritual.

Além de todas essas dificuldades em se estabelecer parâmetros sobre a mediunidade, temos a hipótese da fraude, da dissimulação, da telepatia, ou da hiperestesia[1], que certamente fazem parte desse contexto tão complicado na vida do médium e interferem na tentativa de se negar a veracidade da comunicação dos desencarnados com os encarnados, que ainda jornadeiam aqui no Planeta Terra.

Essas possibilidades apontadas podem perfeitamente se tornarem reais, principalmente quando conta com o fenômeno anímico, em que prevalece a vontade do médium, mas sem prejuízo nenhum para o fenômeno mediúnico, que se verifica quando prevalece a força mental do espírito comunicante, aproveitando a passividade do sensitivo, que se torna dócil e obediente às mensagens que lhe são transmitidas do mundo espiritual.

A fraude, a dissimulação e outras formas aleatórias no campo da mediunidade, ficam por conta do caráter do homem que, ainda imperfeito, deixa-se levar por espíritos zombeteiros, imperfeitos e maus, que sentem prazer em se comunicar com os homens trazendo mensagens falsas e jocosas, sem nenhum aproveitamento moral, mas que só fazem isso porque encontram parceiros no campo humano, que os atraem e os vitalizam, dando condições para que se imiscuam na vida física das pessoas.

A mediunidade, de um modo geral, se apresenta como expressão fisiopsíquica relativa ao próprio homem terreno, e é por este meio que se é possível entrar em contato com outras faixas vibratórias do Universo, além ou aquém dos raios infravermelho ou ultravioleta, que nos envolvem e nos interpenetram, como representações do Fluido Cósmico Universal que, em síntese, é o hausto[2] divino, ou seja, a força nervosa do todo poderoso que é Deus.

A nossa percepção sensorial é relativamente pequena e é mantida numa pequena faixa de vibrações, porque somente as ondas eletromagnéticas de luz, que transitam entre o infravermelho – que é a mais baixa frequência visível – e o ultravioleta – que é a frequência mais alta – podem ser captadas, pelo fato de que é permitido vibrar nos terminais do nervo óptico da retina dos olhos. No entanto, as ondas de rádio, as micro-ondas e as caloríficas, por não corresponderem à frequência de ressonância íntima que possam atingir a visão, não podem ser percebidas embora sejam da mesma natureza das cores registradas em outras frequências vibratórias.

Os desequilíbrios que se verificam no campo da mediunidade são inerentes aos homens, que muitas vezes trazem em germe essas psicopatologias em todos os campos da vida, exsudando[3] em oportunidades próprias esses fatores negativos, que até certo ponto dificultam o trabalho no campo mediúnico, ao ponto de, às vezes, chegar ao descrédito, vulgarizando conceitos negativos relativos à mediunidade que não correspondem à verdade. Em muitos casos, se diz que a mediunidade provoca a desarmonia mental, quando na realidade o exercício da mediunidade harmoniza a vida do médium e de seus familiares.

Como tudo na vida física, a mediunidade necessita de educação, de conhecimento da doutrina e de uma formação moral rígida, em que o médium sabe exatamente o que fazer para manter um relacionamento ético e solidário com as entidades com quem venha a se comunicar. Enfim, o mesmo tipo de relacionamento que se faz aqui com os vivos, que também deve ser ético, leal, sincero e transparente, ou seja, que é bom com os vivos, certamente será também muito bom com os chamados mortos.

Todo e qualquer instrumento de trabalho deixado ao abandono, à deriva, com o decorrer do tempo, vai se tornar inútil, devido ao atrofiamento da vitalidade não exercida. O mesmo ocorre com as energias que dão possibilidade para os fenômenos mediúnicos, que se forem abandonadas pela falta de uso dessas faculdades, certamente ocorrerá atrofia, e os espíritos vão se afastando aos poucos, retirando do médium as percepções da paranormalidade.

A mediunidade só é bem executada quando é posta a serviço do engrandecimento das criaturas e da sociedade em que vive o médium. A mediunidade espírita proporciona gozos inefáveis e respeito, que dá felicidade àquele que está ajustado ao bem, como acontece com todas as iniciativas no campo da solidariedade e do compartilhamento, nas demais faixas do comportamento humano. O médium sincero e caridoso encontra, do outro lado da vida, todos aqueles com quem conviveu, assim como com os espíritos com manteve comunicação mediúnica, o que lhe dá uma alegria indizível, difícil de ser retratada pela mente humana.

Alan Kardec afirma no Livro dos Médiuns que a mediunidade é uma manifestação anômala, muitas vezes da personalidade humana, porém, jamais de natureza patológica, tendo em vista que existem médiuns de saúde robusta, o que se leva a crer que os que apresentam sintomas de alienação psíquica o são por outros motivos, totalmente descartados do exercício da mediunidade.

Disponível no site: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/mediunidade-espiritismo/1052-a-mediunidade-e-o-psiquismo-humano, acesso em 28/02/2016.

Glossário

[1] hiperestesia: Ouvir, Ver, Sentir, Indiretamente através da mente.

A habilidade de ver a Distância, poder descrever qualquer lugar que lhe seja solicitado, esta capacidade , é conhecida como , hiperestesia indireta, visão indireta, clarividência. Assim como todos os atos psíquicos, produzidos conscientemente ou inconscientemente, relacionados a pensamentos, telepatia, recordações inconscientes, sentimentos, que se produzem com ou sem reflexos físicos facilmente registrados.

E possível indiretamente qualquer pessoa, emanar energias psíquicas, que podem ser facilmente captadas por outra que possuem uma maior sensibilidade receptiva de energias psíquicas.

Alguns pesquisadores da área, afirmam que dois centros nervosos só são capazes de manter uma comunicação que transcende tudo o que é conhecido pela ciência, temporariamente. Porém a maioria dos parapsicólogos acreditam que todas as pessoas possuem habilidades em graus diferente, de promoverem fenômenos de Hiperestesia indireta, HIP.
Esses poderes podem ser treinados e desenvolvidos, podem ser reforçados ou ampliados. Porém as pesquisas indicam que a recepção destas emanações de energias psíquicas produzidas por outros, só podem adquirir força se alguma coisa dentro de nós corresponde àquele pensamento. Isto quer dizer que é muito mais fácil perceber mensagens telepáticas de pessoas íntimas a nós, que temos algum tipo de ligação, afinidade, amor, ódio, do que receber mensagens telepáticas de um estranho.

Exemplo: O Senhor Fred Trusty, em Cleverland EUA, estava trabalhando em seu jardim quando teve subitamente uma sensação estranha, inexplicável. Abandonou as ferramentas e correu para perto de um lago situado no final do jardim. Tudo parecia calmo. Estava para retornar ao trabalho quando sentiu um apelo misterioso. Esta vez viu um boné boiando no lago, imediatamente correu e mergulhou, e no fundo viu o corpo de uma criança. Era seu filho. Ele conseguiu retirá-lo e reanimá-lo.

Certamente neste caso, o Senhor Fred Trusty, percebeu indiretamente e mentalmente o apelo de socorro de seu filho. O menino enviou a mensagem telepática, e o Fred o pai a captou.

Outra história muito famosa foi de Joana D”Arc, menina camponesa que em 1949, conseguiu convencer o príncipe Carlos VII da França da sua santidade e missão. O príncipe antes de recebê-la propôs um teste para confirmar a sua autenticidade. Ele iria se misturar aos nobres no salão enquanto um impostor sentaria ao seu trono. Imediatamente ao entrar no nobre recinto, a jovem Joana olhou para o trono onde estava o impostor, voltou-se para o meio dos nobres, e seguiu diretamente para o Príncipe Carlos VII, onde prestou sua reverência. Todos na corte ficaram admirados. A jovem percebera mentalmente o verdadeiro herdeiro da França, peça importantíssima de sua missão.

Mesmo assim Carlos VII não ficou muito convencido, e achou que poderia ter sido uma coincidência. Ele propôs outro teste, longe da corte, somente entre os dois. Nesta ocasião a Jovem Joana D”Arc repetiu-lhe palavra por palavra, uma oração que ele costumava fazer, esta oração foi captada mentalmente do Príncipe, que finalmente ficou convencido da santidade da menina

Muitas vezes o dom de falar língua manifestada por um médium pode ser explicada pela hiperestesia indireta. Geralmente a pessoa que apresenta este dom se encontra perto de alguém que realmente domina a língua, o médium apenas recebe telepaticamente todo o saber do idioma e pronuncia as palavras.

[2] hausto: 1 – Ato de haurir. 2 – Gole, trago. 3 – Medicamento que se bebe. 4 – Aspiração, sorvo.

[3] exsudar: Suar, transpirar. Segregar em forma de gotas: a resina exsudava do tronco dos pinheiros.

fev 03 2016

Doe sangue, doe vida!

Hemepar precisa aumentar o número de doações de sangue

Disponível no site Bem Paraná:

http://www.bemparana.com.br/noticia/427349/hemepar-precisa-aumentar-o-numero-de-doacoes-de-sangue

Doação-de-Sangue-1

Para manter os estoques de bolsas de sangue em níveis seguros durante o Carnaval, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) incentiva as doações de sangue antes do feriado. As 22 unidades da rede funcionam em horário normal até o fim desta semana.

Segundo o diretor do Hemepar, Paulo Roberto Hatschbach, no período que antecede o Carnaval as doações tendem a cair de 30% a 40%, em média, em razão do número de pessoas que viajam no feriado. É exatamente nesse período que aumentam os acidentes de trânsito e, consequentemente, a demanda por bolsas de sangue nos hospitais.

No fim do ano, o Hemepar registrou recorde de doações de sangue, mas agora precisa de novos doadores. “Entre o Natal e o Ano Novo, tivemos as doações necessárias para suprir a demanda. Porém, aqueles que doaram nesse período ainda não estão aptos a uma nova doação”, explica o diretor.

Quem for doar, precisa reservar 40 minutos, que é o tempo médio de duração do processo. O ideal é que cada pessoa doe sangue pelo menos duas vezes ao ano – homens a cada 60 dias e mulheres devem respeitar um intervalo de 90 dias entre as doações.

Em Curitiba, o H0emepar funciona até o próximo sábado (6), às 18h . Na segunda e na terça-feira (8 e 9), o espaço estará fechado, mas reabre na quarta-feira (10) a partir das 12 h.

CONDIÇÕES PARA SER DOADOR DE SANGUE:

– Ter idade entre 16 e 69 anos (menores de idade com autorização e presença do responsável legal)
– Pesar acima de 50 quilos
– Estar descansado e bem alimentado
– Evitar alimentos gordurosos na véspera e no dia da doação
– Não ter tido Hepatite A após os 10 anos de idade
– Não estar gripado, com febre ou diarréia
– Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas
– Não estar grávida ou em período de amamentação
– Estar em boas condições de saúde
– Apresentar um documento oficial com foto

Confira os locais para coleta de sangue/Rede Hemepar

Hemocentro Coordenador – 2ªRS

Travessa João Prosdócimo, 145
Cep: 80 045 145 Alto da XV Curitiba
Fone: (41) 32814000 / Fax: (41) 32647029
Email: hemepar@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Cascavel – 10ªRS

Rua Avaetés, 370
Cep: 85 806 380 Santo Onofre
Fone: (45) 32264549 (45) 32260808
E-mail: thiago.stefanello@sesa.pr.gov.br
hemocascavel@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Londrina – 17ªRS

Rua Claudio Donizeti Cavalliere, 156
Cep: 86 038 670 Jardim Aruba
Fone: (43) 33712218 / Fax: 33712417
Email: hemolon@uel.br
marizasaito@gmail.com
marisa.silva@live.com

Hemocentro Regional de Maringá– 15ªRS

Avenida Mandacaru, 1600
Cep: 87 080 000
Fone: (44) 30119400 (44) 30119100
Email: hemomaringa@sesa.pr.gov.br

Hemocentro Regional de Guarapuava – 5ªRS

Rua Afonso Botelho, 134
Cep: 85 015 000 Trianon
Fone: (42) 36222819 (42) 36223790 Fax: (42) 36222617
regiane.crema@sesa.pr.gov.br
gidaltilinhares@yahoo.com.br
marialicemello@hotmail.com

Hemonúcleo de Apucarana – 16ªRS

Rua Antônio Ostrenski, 3
Cep 86 800 200
Fone: (43) 34204200 / Fax: (43) 34204216
Email: hemoapucarana@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Campo Mourão – 11ªRS

Rua Mamborê, 1500
Cep: 87 302 140
Fone: (44) 35251102 (44) 35231844 Fax: (44) 35251712
Email: hemocampo@sesa.pr.gov.br
dirhemocampo@sesa.pr.gov.br
malubsalvador@hotmail.com

Hemonúcelo de Foz do Iguaçu – 9ªRS

Avenida Gramado, 364
Cep: 85 860 460 Vila A de Itaipu
Fone: (45) 35768020 (45) 35768000
Email: hemofoz@sesa.pr..gov.br
hemonucleofi@hotmail.com

Hemonúcleo de Francisco Beltrão – 8ªRS

Rua Marília, 1327
Cep: 85 604 400 Entre Rios
Fone: (46) 35242434
Email: hrfbadm@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Paranavaí– 14ªRS

Rua Rio Grande do Sul, 2390
Cep: 87 703 320
Fone: (44) 34215160 34215100 Chefia: 34215163
Email: hemoparanavai@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleo de Ponta Grossa – 3ªRS

Rua General Osório esquina com Coronel Dulcídio
Cep: 84 010 080
Fone: (42) 32231616 (42) 32231737
Email: chirichela@uol.com.br
hemonpgo@sesa.pr.gov.br

Hemonúcleio de Umuarama – 12ªRS

Avenida Manaus, 4444 Centro Cívico
Cep: 87 501 130
Fone: (44) 36218301 (44) 36218302 Fax: (44) 36218323
Email: hemonucleo.12rs@sesa.pr.gov.br
claudiofrancisconi@yahoo.com.br

Hemonúcleo de Pato Branco– 7ª RS

Rua Paraná, 1633
Cep: 85 501090 Sambugaro
Fone: (46) 32251014
Email: uctpb@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Cornélio Procópio – 18ªRS

Rua Justino Marques Bonfim, 27
Cep: 86 300 000
Fone: (43) 35203500
Email: uct18rs@sesa.pr.gov.br
amaurieliane@bol.com.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Cianorte – 13ªRS

Praça da República, 71
Cep: 87 200 000 Centro
Fone: (44) 36191921
Email: uctcianorte@hotmail.com
madalena_volpato@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Irati – 4ªRS

Rua Coronel Gracia, 761
Cep: 84 500 000 Centro
Fone: (42) 34223119 (42) 34232400
Email: usg04rs@sesa.pr.gov.br
emilinhazarpelon@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Ivaiporã – 22ªRS

Rua Diva Proença 500
Cep: 86 870 000
Fone: (43) 34724343 Ramal: 238
email: uctivaipora@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Jacarezinho – 19ªRS

Rua Cel Cecílio Rocha, 425
Cep: 86 400 000
Fone: (43) 35271777 Fax: (43) 35250356
Email: uctjac@yahoo.com.br
dra_teixeira@hotmail.com

Unidade de Coleta e Transfusão de Paranaguá– 1ªRS

Avenida Gabriel de Lara, 481
Cep: 83 203 250
Fone: (41) 34224931 Fax: (41) 34231309
Email: hemopgua@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Telêmaco Borba – 21ªRS

Av. Marechal Floriano Peixoto, s/nº – Anexo ao Hospital Regional
Cep: 84 266- 010
Fone: (42) 3272-3743
Email: uct_telemaco@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de Toledo – 20ªRS

Rua Almirante Barroso, 2490
Cep: 85 900 020 Centro
Fone: (45) 33791993
Email: ucttoledo@sesa.pr.gov.br

Unidade de Coleta e Transfusão de União da Vitória – 6ªRS

Rua Castro Alves, 26
Cep: 84 600 000 Centro
Fone: (42) 35221365 (42) 35221793 Cisvali (42) 35237930
Email: hemepar06rs@sesa.pr.gov.br

jan 30 2016

Saiba mais sobre o Zika Vírus

Fontes: Portal CASSI / Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde

gravida zika virus

O que é o Zika vírus?

É uma doença viral aguda, transmitida por mosquitos infectados pelo ZIKAV, principalmente pelo Aedes aegypti, Aedes Albopictus e outros tipos de Aedes.

Quais os sintomas?

A doença provoca sintomas semelhantes aos da dengue, porém mais brandos, como febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas, também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Em quanto tempo surgem os primeiros sintomas?

O tempo de incubação, que é o tempo em que o vírus está “adormecido”, oscila entre 3 e 12 dias, após esse período surgem os primeiros sintomas. Porém, a infecção também pode ser assintomática. Segundo um estudo publicado na revista médica The New England, uma em cada quatro pessoas desenvolve os sintomas. A maioria dos pacientes se recupera, sendo que a taxa de hospitalização costuma ser baixa.

Como deve ser feito o tratamento?

O tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios prescritos por equipe médica e que não contenham AAS (ácido acetilsalicílico). Em geral, o desaparecimento dos sintomas ocorre entre 3 e 7 dias após seu início.
Não há ainda tratamento específico e nem vacina para prevenir contra infecção por Zika vírus.

Como prenevir a doença?

As recomendações para prevenção contra o Zika vírus são basicamente as mesmas para prevenir a dengue, como uso de mosquiteiros e telas com inseticidas, repelentes com o composto “icaridina”, roupas que cubram braços e pernas.

Além de evitar o acúmulo de água parada, cobrindo os locais que possam servir de criadouros do mosquito.

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Zika vírus

Procurar o seu atendimento médico preferencial para receber orientações e cuidados.

Avaliação do Ministério da Saúde?

O Ministério da Saúde ressalta que ainda há muitas questões a serem resolvidas. Uma das dúvidas é como ocorre exatamente a atuação do Zika vírus no organismo humano e a infecção do feto. Estudos adicionais de vigilância e de pesquisa são necessários para melhorar a compreensão da população sobre o tema.

Há também um chamado do Ministério da Saúde para uma mobilização nacional de contenção do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da Dengue, Zika vírus e Chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização.

Zika vírus e Microcefalia

Cartilha do Ministério da Saúde:

http://www.ans.gov.br/images/stories/noticias/pdf/Cartilha_Zika_revisada.pdf

Cientistas brasileiros detectaram relação entre o Zika vírus e a microcefalia.

Dados das investigações puderam ser confirmados em um boletim emitido no dia 17 novembro pela Fiocruz, entidade oficial que participa das pesquisas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO – Pan American Health Organization) também emitiram um boletim, no último dia 1º de dezembro, com um alerta mundial sobre a epidemia de Zika vírus relacionada com a microcefalia.

Descoberta

O Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz concluiu diagnósticos que constataram a presença do genoma do Zika vírus em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia.

A confirmação da relação entre o vírus e a microcefalia é inédita na pesquisa científica mundial, o que necessita de estudos mais aprofundados. Por isso, o governo brasileiro convidou dois técnicos do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos para ajudar nas análises dos casos de microcefalia causados pelo Zika vírus em Pernambuco.

Incidência

No Brasil todo já são mais de 1.248 casos notificados em 311 municípios de 14 Estados e do Distrito Federal.

A região nordeste é a mais afetada pelo surto de microcefalia, mais especificamente Pernambuco, o primeiro Estado a identificar o aumento de casos e que lidera o ranking com o maior número de casos (646). Em seguida estão os Estados de Paraíba (248); Rio Grande do Norte (79); Sergipe (77); Alagoas (59); Bahia (37); Piauí (36); Ceará (25); Maranhão (12); Rio de Janeiro (12); Tocantins (12); Goiás (2); Distrito Federal (1) e Mato Grosso do Sul (1).

O que é microcefalia?

É um distúrbio neurológico, uma má-formação congênita, em que o cérebro do bebê não se desenvolve de maneira adequada. A doença pode ser causada por uma variedade genética e fatores ambientais. Segundo o governo, na epidemia atual, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

Há tratamento para a microcefalia?

Não há nenhum tratamento específico para microcefalia, mas a intervenção precoce pode ajudar a melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.

O Ministério da Saúde recomenda que as gestantes mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico, não consumam bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizem medicamentos sem orientação médica e evitem contato com pessoas com febre ou infecções.

Segundo o Ministério da Saúde, as gestantes devem redobrar o cuidado adotando medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Em análise inicial do governo, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez, porém, ainda não há pesquisas que determinem especificamente qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante.

jan 30 2016

Zika vírus e a Microcefalia

Fontes: Portal CASSI / Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde

No Brasil já são mais de 1.761 casos suspeitos em 422 municípios de 14 Estados e do DF

O Brasil enfrenta desde o último mês de maio uma epidemia de Zika vírus, doença parecida com a dengue que também é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

O país já confirmou três casos de óbitos por causa da doença, sendo um deles o de um bebê. As vítimas fatais eram da região nordeste, local onde incide o maior número de registros de Zika vírus e de microcefalia.

Há suspeitas de que o vírus, chamado ZIKAV, tenha chegado ao Brasil durante a Copa do Mundo realizada no ano passado.

No mundo, já foram registrados casos do Zika vírus em alguns países da África e Ásia e regiões banhadas pelo Oceano Pacífico.

A notícia do surgimento da epidemia e a relação com casos de microcefalia tem mobilizado a comunidade científica mundial e gerado muitas dúvidas na população.

Disponibilizamos a cartilha da CASSI – Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil que esclarece de forma simples algumas das principais dúvidas das pessoas, nesse momento em que Brasil e USA estabelecem parceria para a análise desse novo fenômeno.

A CASSI explica um pouco mais sobre o que o Zika vírus e Microcefalia.

Cartilha da CASSI:

http://www.cassi.com.br/images/CartilhaZicaVirus.pdf

O que é o Zika vírus?

É uma doença viral aguda, transmitida por mosquitos infectados pelo ZIKAV, principalmente pelo Aedes aegypti, Aedes Albopictus e outros tipos de Aedes.

Quais os sintomas?

A doença provoca sintomas semelhantes aos da dengue, porém mais brandos, como febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas, também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Em quanto tempo surgem os primeiros sintomas?

O tempo de incubação, que é o tempo em que o vírus está “adormecido”, oscila entre 3 e 12 dias, após esse período surgem os primeiros sintomas. Porém, a infecção também pode ser assintomática. Segundo um estudo publicado na revista médica The New England, uma em cada quatro pessoas desenvolve os sintomas. A maioria dos pacientes se recupera, sendo que a taxa de hospitalização costuma ser baixa.

Como deve ser feito o tratamento?

O tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios prescritos por equipe médica e que não contenham AAS (ácido acetilsalicílico). Em geral, o desaparecimento dos sintomas ocorre entre 3 e 7 dias após seu início.

Não há ainda tratamento específico e nem vacina para prevenir contra infecção por Zika vírus.

Como prenevir a doença?

As recomendações para prevenção contra o Zika vírus são basicamente as mesmas para prevenir a dengue, como uso de mosquiteiros e telas com inseticidas, repelentes com o composto “icaridina”, roupas que cubram braços e pernas.

dicas para combater o mosquito

Além de evitar o acúmulo de água parada, cobrindo os locais que possam servir de criadouros do mosquito.

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Zika vírus?

Procurar o seu atendimento médico preferencial para receber orientações e cuidados.

Avaliação do Ministério da Saúde?

O Ministério da Saúde ressalta que ainda há muitas questões a serem resolvidas. Uma das dúvidas é como ocorre exatamente a atuação do Zika vírus no organismo humano e a infecção do feto. Estudos adicionais de vigilância e de pesquisa são necessários para melhorar a compreensão da população sobre o tema.

Há também um chamado do Ministério da Saúde para uma mobilização nacional de contenção do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da Dengue, Zika vírus e Chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização.

jan 30 2016

Todos contra o Aedes aegypti

Fontes: Portal CASSI / Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial de Saúde / Ministério da Saúde

mosquinto-da-dengue

Na última sexta-feira, 29/01, foi realizado o Dia Nacional de Mobilização Contra o Aedes aegypti, iniciativa conjunta e várias entidades, organizações e os governos. A iniciativa teve o objetivo realizar mutirões para identificar e erradicar possíveis focos do mosquito nas suas dependências.

Nesse momento de volta dos trabalhos dos Terreiros, vemos como importante a mobilização de todos – uma vez que potencialmente interagimos também nas famílias e nas comunidades -, em prol da erradicação do mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e das febres chikungunya e amarela.

Para que possamos divulgar e dessa forma sensibilizar todos os Umbandistas, solicitamos que nos enviem fotos das ações realizadas através do e-mail da FUEP umbanda.parana@gmail.com.

Lembramos que as vistorias devem ser feitas nos ambientes interno e externo dos barracões, notadamente em recipientes que possam manter água parada, como vasos, cinzeiros e outros e, principalmente nos jardins. A rigor, temos um compromisso com todos os médiuns e assistentes, de assegurar que não existe nenhuma possibilidade de existir foco de propagação do mosquito.

O mosquito Aedes Aegypti além de ser o vetor da dengue e da febre amarela, doenças já conhecidas dos brasileiros, está transmitindo também os vírus Chikungunya e Zica.

Devido à gravidade das doenças associadas ao mosquito, é necessário um esforço de todos no sentido de erradicar os focos de criadouro, em todos os locais que frequentamos, só assim, cada um fazendo a sua parte teremos a garantia de um ambiente saudável para a prática da nossa religião, sem riscos para aqueles que procurarem o conforto espiritual em nossos Terreiros.

Indicamos que cada Terreiro institua uma equipe e proceda uma varredura nos locais mais prováveis de se encontrarem as larvas do mosquito, para auxiliá-los na eliminação dos focos porventura existentes no seu Terreiro, e nas suas casas.

jan 02 2016

Feriados de 2016

calendario_site

É sempre bom um feriado, principalmente quando é prolongado – o feriadão -, são momentos aproveitados no lazer ou na convivência com a família, uma recarga nas energias, desgastadas por um dia a dia frenético e massacrante de dezenas de compromissos.

Mas, por falar em feriados, é oportuno lembrar da grita geral promovida pelos empresários da FIEP e da Associação Comercial de Curitiba, quando foi aprovado o feriado do dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra, num tributo a Zumbi dos Palmares.

Alegaram que o comércio teria um “prejuízo” da ordem de 160 milhões de reais, sem a mínima satisfação para os trabalhadores, que ao fim e ao cabo são os produtores dessas riquezas e pior ainda com o povo brasileiro residente em Curitiba, uma vez que a luta de Zumbi pela liberdade dos negros escravizados em nosso país, foi precursora da luta pela nossa independência.

Assim, Zumbi é um herói nacional, que tanto os nossos empresários – que solicitaram o parecer -, quanto os nossos legisladores, não souberam ou não quiseram homenagear, uma vez que o feriado acabou suspenso por decisão do Tribunal de Justiça (TJ/PR).

Ao analisarmos os feriados de 2016, – entre nacionais e municipais – constatamos, ainda, a forte presença do tempo em que não havia separação entre a Igreja Católica e o Estado, o que em tese, já ficou para trás, pois vivemos um tempo de “laicidade do estado”.

Os feriados da capital são regulamentados por lei, sendo que três deles por leis municipais: Paixão de Cristo, Corpus Christi e o dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, padroeira da capital paranaense.

Os demais, Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, Finados, Proclamação da República e Natal são estabelecidos anualmente por leis federais.

Dessa forma, temos 6 feriados religiosos, todos cristãos/católicos: Paixão de Cristo, Corpus Christi, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal

Em Curitiba, além dos feriados estabelecidos em lei, existem ainda os chamados “facultativos”, que não estão previstos em lei e dependem da intervenção do prefeito municipal para que sejam validados.

Dentre ele, encontra-se, por exemplo o feriado de Carnaval, que em 2016, será comemorado no dia 9 de março – uma terça-feira. É a terça-feira “gorda”, assim chamada por ser o último dia antes da quaresma, que se inicia na quarta-feira de cinzas, período de jejum ou de refeições regradas para os cristãos.

No rol dos recessos facultativos da capital paranaense também estão incluídos o dia em comemoração à Fundação de Curitiba (29/03); Dia do Funcionário Público (28/10) e Emancipação Política do Paraná (19/12).

Confira os feriados previstos para 2016, que não será muito benevolente com os feriados, uma vez alguns caem no domingo e outros no meio da semana:

Janeiro

1º – sexta-feira: Dia da Confraternização Universal
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 662, de 6 de abril de 1949

Fevereiro

9 – terça-feira: Carnaval (Facultativo)

Março

25 – sexta-feira: Paixão de Cristo
Feriado estabelecido pela Lei Municipal nº 3015, de 24 de agosto de 1967

29 – terça-feira – Fundação de Curitiba

Abril

21 – quinta-feira: Tiradentes
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 1266, de 6 de dezembro de 1950

Maio

1 – domingo – Dia do Trabalho

26 – quinta-feira – Corpus Christi

Junho, Julho e Agosto

Não há feriado.

Setembro

7 – quarta-feira – Independência do Brasil
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 662, seis de abril de 1949.

8 – quinta-feira: Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
Feriado estabelecido pela Lei Municipal nº 3015, de 24 de agosto de 1967

Outubro

12 – quarta-feira: Nossa Senhora Aparecida
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 6802, de 30 de junho de 1980

28 – sexta-feira: Dia do Funcionário Público (Facultativo)

Novembro

2 – quarta-feira – Finados
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 3015 de 24 de agosto de 1967

15 – terça-feira: Proclamação da República e dia Nacional da Umbanda

Dezembro

19 – segunda-feira: Emancipação Política do Paraná (Facultativo)

25 – domingo: Natal
Feriado estabelecido pela Lei Federal nº 662, de seis de abril de 1949

dez 27 2015

Mario Cravo define Exu para o escritor Jorge Amado

exu_imagem_legal

Não sou preto, branco ou vermelho
Tenho as cores e formas que quiser.
Não sou diabo nem santo, sou Exu!
Mando e desmando,
Traço e risco
Faço e desfaço.
Estou e não vou
Tiro e não dou.
Sou Exu.
Passo e cruzo
Traço, misturo e arrasto o pé
Sou reboliço e alegria
Rodo, tiro e boto,
Jogo e faço fé.
Sou nuvem, vento e poeira
Quando quero, homem, mulher
Sou das praias, e da maré.
Ocupo todos os cantos.
Sou menino, avô, maluco até
Posso ser João, Maria ou José
Sou o ponto do cruzamento.
Durmo acordado e ronco falando
Corro, grito e pulo
Faço filho assobiando
Sou argamassa
De sonho carne e areia.
Sou a gente sem bandeira,
O espeto, meu bastão.
O assento? O vento!
Sou do mundo, nem do campo
Nem da cidade,
Não tenho idade.
Recebo e respondo pelas pontas,
Pelos chifres da nação
Sou Exu.
Sou agito, vida, ação
Sou os cornos da lua nova
A barriga da rua cheia!
Quer mais? Não dou,
Não tô mais aqui.

Salvador/BA, 17 de maio de 1993

Mario Cravo

dez 27 2015

Alerta contra mistificadores

Diariamente o nome da Umbanda, e de resto das demais religiões de matrizes africanas e/ou afro-brasileiros, são vilipendiados, seja por reportagens em jornais, rádios e TV, que não se dão ao trabalho de verificar com os representantes das religiões a veracidade daquilo que estão noticiando, seja por parte da imprensa televisiva vinculada a determinadas facções religiosas evangélicas neo pentecostais, que reproduzem em programas de cunho sensacionalista e circense matérias sempre desabonadoras com relação às religiões e aos seus dirigentes, seja por denúncias que acontecem frequentemente.

Dessa forma, a Direção da FUEP e os Templos Associados vem a público, por meio desta nota, esclarecer que:

A FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná, tem por finalidade representar cultural, institucional, política e socialmente os Povos e as Comunidades Tradicionais Afro-brasileiras, Brasileiro-Afros e Indígenas, e outros povos tradicionais onde atue, seus dirigentes, frequentadores, simpatizantes e as comunidades por eles constituídas, dando-lhes visibilidade e buscando a sua integração plena a sociedade brasileira. Busca ainda, legitimação e o respeito, e; o fortalecimento da Umbanda junto à sociedade civil.

Os objetivos estatutários, bem como os princípios gerais que norteiam a atuação da FUEP, encontram-se no Estatuto Social (que pode ser consultado na íntegra no blog: http://fuep.blogspot.com e/ou no sítio: http://www.fuep.org.br).

– A Umbanda respeita a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas quando da anunciação da Umbanda no plano terreno, que determinou a atuação dos templos Umbandistas: “A Umbanda é a manifestação dos Espíritos para a caridade”. Assim, usualmente, não são cobradas as consultas, atendimentos e trabalhos, a Umbanda é caridade, o atendimento ás pessoas que procuram auxílio nos templos Umbandistas é gratuito.

– A Umbanda respeita o livre-arbítrio das criaturas, não realizando qualquer ação que implique em malefício ou prejuízo a alguém, dessa forma, ao respeitar o livre-arbítrio, não se faz trabalhos de amarração, tampouco de separação de casais.

Essas orientações são seguidas por todos os templos Umbandistas, tanto associados a FUEP, quanto não associados. Obviamente, o fato de estar ou não associado a uma entidade federativa, por si só não representa a garantia do cumprimento do Estatuto Social, mas evita a ocorrência de grande parte dos problemas.

Faz-se importante afirmar que existem milhares de templos Umbandistas e das outras religiões afro-brasileiras e que a maioria absoluta deles trabalha com seriedade e honestidade, respeitando princípios éticos e morais.

A Direção da FUEP, os Templos Associados e os Dirigentes e Médiuns Umbandistas vivem em constante vigília para defender esses princípios, bem como, a clara caracterização da Umbanda, como forma de evitar a utilização do seu nome em atividades que buscam somente aproveitar-se da Fé das pessoas, extorquindo valores para a realização de trabalhos que ferem os princípios morais, éticos, cármicos, o livre-arbítrio, e por vezes a base legal existente no país.

anuncio de poste

Acredita-se que é preciso dar uma basta aos mistificadores, que através de anúncios em postes, ou com verdadeiras “arapucas”, se utilizam do nome da Umbanda para ganhar dinheiro dos mais incautos, contribuindo para que os Templos e Dirigentes sérios e corretos sejam alvo de discriminação e de preconceito.

A extorsão é crime, devidamente previsto e qualificado na lei brasileira, assim, caso seja comprovada a culpa dos acusados, após cumpridos os trâmites legais e o amplo direito de defesa, o poder judiciário imputará a pena que couber.

Não se trata de querer transformar em “caso de polícia” qualquer denúncia que nos chegue, mas, é necessário a aplicação de penas exemplares para quem se utilize da religião para a prática da extorsão ou de outros crimes. Só assim, contribuiremos com aqueles Umbandistas que vierem depois de nós, deixando-lhes uma religião que as pessoas possam assumir sem o medo de represálias, discriminação e preconceito.

A Direção da FUEP e os Templos associados, comprometidos com a verdade e a ética que sempre pautou a sua atuação, esclarece ao fiéis Umbandistas, Médiuns e frequentadores, assim como o público em geral, que não deixem de buscar auxílio nos Templos Umbandistas sérios, associados ou não à FUEP, onde continuarão a encontrar o atendimento e o consolo para as suas necessidades espirituais, mas alertam para que todos tenham cuidado com supostas “soluções fáceis para problemas difíceis”, que dependem, principalmente do livre-arbítrio e do merecimento de cada um.

Como fez o Cristo, está na hora de expulsarmos os vendilhões dos nossos templos!

Direção Executiva, Conselhos Deliberativo e Fiscal. Gestão 2013/2017.

dez 25 2015

Mãe Stella passará a presentear Iemanjá com cânticos em 2016

Por Meire Oliveira

Mãe Stella afirma que a essência do rito não mudará

Mãe Stella afirma que a essência do rito não mudará

Mãe Stella afirma que a essência do rito não mudará

No artigo não! publicado na edição desta segunda-feira, 21, em A TARDE, a Ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Stella de Oxóssi, revelou que, a partir de 2016, o terreiro não irá colocar presentes no mar em homenagem a Iemanjá.

“Meus filhos serão orientados a oferendar Iemanjá com harmoniosos cânticos. Quem for consciente e corajoso entenderá que os ritos podem e devem ser adaptados às transformações do planeta e da sociedade”, diz o texto escrito pela líder espiritual do terreiro fundado por Mãe Aninha em 1910.

“A recomendação feita aos iniciados do Afonjá tem lógica, embora seja diferente da estrutura histórica construída ao longo dos anos. Cântico também é uma forma de ofertório. Chama a atenção para a possibilidade de cultuar de outra forma baseada na liberdade litúrgica que toda casa tem de dizer como proceder naquele espaço”, disse o historiador e religioso do candomblé, Jaime Sodré.

Discussão

O religioso destaca ainda a relevância da discussão. “É importante o candomblé discutir assuntos contemporâneos. Mãe Stella está fazendo a comunidade refletir, apesar de já existir uma preocupação ambiental dos pescadores e frequentadores da festa que deve ser intensificada. Mas, uma tradição que se instalou por um longo período precisa do mesmo prazo para ser revertida”, acredita Sodré.

A amplitude da festa em homenagem à Rainha do Mar, realizada no dia 2 de fevereiro, no bairro do Rio Vermelho, foi a principal motivação da recomendação de Mãe Stella.

“A festa adquiriu uma amplitude que ultrapassa a religião. No início era um grupo restrito, mas uma multidão, inclusive de seguidores de outras denominações religiosas, coloca presentes no mar e nem tudo faz bem ao meio ambiente”, explica Mãe Stella.

Limite

Portanto, a Ialorixá afirma ainda que as obrigações religiosas não deixarão de ser feitas. “Os ritos se fundamentam nos mitos e nestes estão guardados ensinamentos valorosos. O rito pode ser modificado, a essência dos mitos, jamais!”.

A sacerdotisa aposta que a mudança deve agradar a divindade. “Creio que irá emanar uma energia maravilhosa, pois vai inspirar a criação de canções lindas para Iemanjá, que ficará muito feliz”, disse Mãe Stella. O presente do Ilê Axé Opô Afonjá ocorre no final do ciclo de festas da Casa, no mês de novembro.

O líder espiritual do terreiro Mokambo, Tata de Inquice Anselmo dos Santos, acredita que – preservando o cuidado com o meio ambiente – a tradição deve ser mantida.

“Por conta da consciência ambiental, que tem crescido ao longo do tempo, não acho necessária a retirada dos presentes. No entanto, concordo e opto pela escolha de materiais que não agridam a natureza e que ela tenha facilidade e capacidade de absorver”, afirma.

A questão ecológica durante a Festa de Iemanjá, em fevereiro, tem sido colocada em debate há alguns anos. No próximo ano, a campanha “Iemanjá protege quem protege o mar” – promovida pelo grupo Nzinga de Capoeira Angola – completa uma década.

“Fazemos um alerta para que os presentes sejam biodegradáveis, com materiais orgânicos”, disse Paula Barreto uma das coordenadoras do grupo.

Os pescadores da Colônia de Pesca Z1 já fazem uma seleção de resíduos dos presentes que são levados ao mar junto com o presente principal feito de material biodegradável.

Procurado para falar sobre assunto, o presidente da Colônia Z1, Marcos Souza, não respondeu até o fechamento desta edição.

Desafio

Não é a primeira vez que a Ialorixá que assumiu o Ilê Axé Opô Afonjá desde 1976 propõe discussões dentro da religião.

Na década de 80, Mãe Stella foi a autora de um manifesto que orientava o afastamento do sincretismo – associação entre santos católicos e Orixás, Inquices e Voduns -, prática comum, na época, que estabelecia algum tipo de correspondência dos ritos realizados no candomblé com o catolicismo.

Na ocasião, o documento também foi assinado por sacerdotisas como Mãe Menininha, Olga do Alaketu e Doné Ruinhó.

fonte: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1734285-mae-stella-passara-a-presentear-iemanja-com-canticos-em-2016, recebido pelo e-mail da RBU.

dez 24 2015

Feliz Natal e Ano Novo

Jesus_Maria_Jose

O Natal deve servir também para refletir sobre as nossas ações na construção de um mundo melhor, mais justo e mais igual.

O “espírito natalino” lembra as pessoas os sentimentos de fraternidade e solidariedade que no restante do ano ficam meio esquecidos.

Lembremos então do Cristo, que em sua passagem terrena nos ensinou: Ama o próximo, como a ti mesmo!

Que juntos possamos vivenciar, sinceramente, esse ensinamento em todos os dias, transformando e melhorando as nossas relações com a humanidade e com as demais criaturas do planeta, estabelecendo um ambiente de paz, amor e harmonia.

Feliz Natal, com as bênçãos de Oxalá!

ano_novo_taças

Um ano novo já desponta no horizonte, abrindo outra etapa em nossa existência. Feliz daqueles que tiveram a ideia de fatiar o tempo, as esperanças renovam-se.

Assim, desde o seu primeiro dia nos é dada a oportunidade de reviver experiências, mas, também, e principalmente, apostar num futuro melhor e na perspectiva das novidades que se apresentarem.

A nossa vida é um movimento auto criador no qual temos a obrigação de ser os protagonistas, os atores principais, mas também o roteirista, pois somente com as escolhas do dia a dia, exercitando o livre arbítrio, estabelecemos o roteiro que queremos seguir. E não tem como parar, um roteiro escrito durante o desenrolar do espetáculo.

Nele, nos desnudamos e revelamos a nós mesmos e ao mundo as potencialidades do nosso ser e tudo o que se passa em nossos corações e mentes. Ao assumir o protagonismo dessa nossa existência, movida pela busca constante da felicidade e da realização plena, em todas as dimensões, a cada novo ano nos é dada uma oportunidade concreta e visível de recomeço, de correção de rumos ou ajuste dos ideais que escolhemos.

Da mesma forma, a cada nova etapa somos convocados a reforçar, o sentido que damos a da nossa existência, bem como o esforço exigido pelo trabalho de planejar as ações seguintes, visualizando um novo amanhã. Daí, direcionamos os nossos passos com “coragem” para seguir em frente, “sabedoria” para escolher, “satisfação” avaliando o caminho trilhado, e a “certeza” de um futuro melhor e mais promissor, consubstanciado na oportunidade de participar ativamente da construção de um mundo mais justo, mais fraterno e mais igualitário.

Dentre as diversas dimensões que compõe a “criatura humana”, a espiritualidade representa essa oportunidade, para as trocas que instrumentalizam a nossa jornada e contribuem para que nos reconheçamos uma pequena parte de um todo muito maior que a mera soma das individualidades.

Entendemos que somos ao mesmo tempo criadores e criaturas, e das mais diferentes formas, descobrimos o conhecimento, a sabedoria e o legado daqueles que nos precederam. A partir disso, buscamos o compartilhamento com aqueles que convivem conosco, a busca pela evolução, missão primeira do ser ora encarnado enriquecendo a nossa história, agora compartilhada com os outros. E assim, nessa união obtendo pequenas ou grandes vitória, vamos imprimindo a marca nessa passagem pelo planeta, tornando-nos então, referências para os que vierem depois de nós.

Descobrimos que a realidade é diferente da impressão que temos da vida, que não pode ser limitada somente aquilo que está no nosso campo visual, mas sim numa plêiade de dimensões, desejos e sonhos, que ao fim e ao cabo nos fazem melhor compreendê-la, e, a importância dos seus desafios e das suas recompensas, e assim nos capacitamos a contemplar o mundo, a refletir sobre a nossa vida e encontrar o significado dessa encarnação terrena.

Pense nisso!

Os Conselhos Deliberativo e Fiscal e a Direção Executiva da FUEP desejam a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações, com todo o Axé dos Orixás e as bênçãos dos Guias de Luz da nossa Umbanda!

Saravá! Feliz Ano Novo!

set 25 2015

Viva Cosme, Damião e Doum

cosme_damiao_doum

No mês de setembro são realizadas as comemorações de São Cosme e São Damião, assim, achamos importante explicar essa tradição contando um pouquinho da história. São Cosme e São Damião são considerados os padroeiros dos médicos, faculdades de medicina e dos farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são lembrados como os protetores das crianças. Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real.

Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Ásia Menor, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 300 D.C. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada, motivo pelo qual eram chamados de “anárgiros”, ou seja, aqueles que não toleram o dinheiro. O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século V, que relatam à existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.

Para os católicos, a data é comemorada no dia 26 de setembro, lembrando os jovens que pregavam os ensinamentos de Jesus Cristo que ficaram conhecidos porque curavam pessoas e animais gratuitamente. Em suas ações de caridade e evangelização, distribuíam doces a crianças o que marcou a fortemente a sua relação com as crianças.

No Candomblé e na Umbanda, o dia de Cosme e Damião é comemorado no dia 27 de setembro.

Para os adeptos do Candomblé, eles são referenciados como os Orixás Ibejis (ib: nascer; eji: dois). São filhos gêmeos de Xangô e Iansã, que em troca por brinquedos e doces resolviam os problemas levados a eles. Os devotos e simpatizantes têm o costume de fazer caruru (uma comida típica da tradição afro-brasileira), chamado também de “Caruru dos Santos” e “Caruru dos sete meninos” que representam os sete irmãos (Cosme, Damião, Doum, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi), e dar para as crianças.

Segundo a lenda, um dos irmãos morreu afogado e o outro, extremamente triste, pediu a Olorum, que o levasse também. Foi estabelecida a tradição da imagem em que a figura dos dois apareciam juntas e jamais poderiam ser separadas. A partir de então, as promessas e pedidos passaram a ser feitas para os dois, em conjunto. Os Ibejis são celebrados com cultos próprios durante todo o ano, já que estão ligados a ideia de “criação”, mas devido a convivência com a cultura cristã, também é realizada a festa em setembro.

Já na Umbanda, celebra-se Cosme e Damião e os Erês (crianças da Umbanda) e não os Ibejis, na mesma data, fruto do sincretismo, que fez com que os escravos trazidos da África para o Brasil acabaram por associar as suas divindades aos santos católicos para poderem realizar seus cultos.
Uma característica marcante na Umbanda relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com até sete (7) anos, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Conta-se que era filho de uma empregada da família dos gêmeos, e que morreu no dia seguinte ao martírio dos irmãos, e foi levado por eles que o amavam muito.

Entre os adeptos da Umbanda, existe a crença de que para cada dois gêmeos que nascem, um terceiro não encarna neste mundo. Mas, embora não apareça de forma física, Doum também é venerado e respeitado como parte da família dos Ibejis, considerado “aquele que não veio”. Por isso, o mito de Doum também serve de consolo quando uma criança desencarna ainda bebê ou no ventre materno. Nesses casos, o desencarne é entendido como o retorno de um desses seres divinos ao mundo do qual não conseguiu se despedir.
Ibejada, Yori, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são os vários nomes que são utilizados indiscriminadamente para essas entidades pelas características comuns, principalmente por se apresentarem com o “cascão” infantil, que quando chegam nos terreiros transformam o ambiente na mais pura alegria.

Evidentemente existe uma relação entre todos, mas não se tratam das mesmas Entidades. Ibejis, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, são Linha de Trabalho que agrupam Guias ou Entidades que se apresentam com o cascão infantil nos Terreiros de Umbanda.

Assim como Cosme e Damião distribuíam doces e guloseimas para as crianças nas suas pregações, a tradição é mantida nos Terreiros e Ilês, pois costuma-se distribuir os doces para os homenagear ou cumprir promessas feitas a eles. Assim, compareça numa das homenagens, leve os seus filhos, pois é um momento ótimo de agradecer a proteção e refazer o laço fraternal com os gêmeos Cosme e Damião, Erês e Ibejis. Traga a irradiação de luz e de pureza junto com você a aproveite para se empanturrar de guloseimas.

Os Terreiros de Umbanda associados e próximos à FUEP tem intensa programação no período, com festas e homenagens que vão desde a sexta-feira, dia 25 até as Giras da semana seguinte.

Saravá os Erês na Umbanda!

set 18 2015

Semana da Cultura de Paz – 2015

Semana da Cultura de Paz – 2015

Cartaz - Semana da PAZ. Conpaz - PR - Conselho Parlamentar     pela Cultura da PAZ - PR.

Com muita satisfação comunicamos os eventos alusivos a Semana da Cultura de Paz, numa realização do Conselho Estadual da Paz em conjunto com diversas Entidades e Instituições, para os quais contamos com a sua participação.

Propagar a não violência é uma das melhores maneiras de construirmos um mundo melhor.

Paz_Gandhi

A FUEP participa ativamente do Conselho Estadual da Paz, fomentando o diálogo inter-religioso, pois entendemos que é assim desmistificam-se os ritos e as liturgias e se aprende a conhecer as práticas do outro, que não é melhor nem pior… é apenas diferente.

Programação:

20/9 – Domingo – Atletiba – Ação pela paz.
Local: Estádio Couto Pereira – Alto da XV.
Hora: 18h30m

21/9 Segunda-feira – Sessão Solene – Grande expediente.

– Entrega de diplomas às entidades a partir das 14h no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (com transmissão ao vivo pela TV SINAL).
– Ação pela paz com entrega de mudas – Grupo Pachamama

22/9 Terça-feira

– Audiência pública das 08h às 12h
Local: Instituto Federal do Paraná – Campus Curitiba – Auditório Rua: João Negrão 1.285 / Rebouças

– Seminário Direitos Humanos em Debate – 14h às 17h
Local: Instituto Federal do Paraná – Campus Curitiba – Auditório Rua: João Negrão 1.285 / Rebouças.

– Audiência pública a partir das 19h na Regional CIC.
Local: Rua Manoel Valdomiro de Macedo nº 2.460.

Participantes:
Cerys Tramontin (Paz e Mente – SC) – Cultura de Paz e transformação de conflitos.
Hamilton Faria (Instituto Pólis – SP) – Movimentos sociais e Cultura de Paz.
Dra. Larissa Muniz (Ponta Grossa) – Justiça restaurativa e Cultura de Paz.
Maria Ferreira de Souza – Gestão pública e Cultura de Paz. (Diretora do Departamento de Humanidades / Prefeitura de Santo André-SP).
Valmir Biaca – Diálogo inter-religioso – Associação Inter-Religiosa de Educação – ASSINTEC.

23/9 Quarta-feira

– Audiência Pública das 08h30min às 13h
Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.
Praça Nossa Senhora de Salette s/n – Centro Cívico.

Participantes:
Elen Fabiana Tenório Camilo Luz – Sociedade Civil e Cultura da Paz Conpaz, Londrina.
Goura (Biclicletaria Cultural/ Iguaçu – Cwb) – Urbanismo da não violência.
Paulo Vieira – Diálogo inter-religioso. (Federação Umbandista do Estado do Paraná – FUEP)
Áureo Simões – Mediação e conflitos e cultura da Paz (Associação Brasileira de Árbitros e Mediadores – ABRAME).
Dra. Thaisa Oliveira – Defensoria pública e Cultura da Paz.
Ney Salles – Educação e Cultura de Paz (Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

– Seminário Direitos Humanos em Debate – 14h às 17h

Local: Instituto Federal do Paraná – Campus Curitiba – Auditório Rua: João Negrão 1.285 / Rebouças.

24/9 Quinta-feira

Culto Ecumênico pelo diálogo inter-religioso.
Local: Terreiro de Umbanda Das Marias
Rua Ulisses Vieira 1.450, a partir das 20h.

25/9 Sexta-feira

Encontro dos MCs pela Paz.
Local: Ruínas de São Francisco às 19h.

27/9 Domingo

Orquestra Sinfônica do Paraná – Concerto da PAZ.
Local: Teatro Guaíra às 10h.

jul 09 2015

Balé Folclórico da Bahia (BFB)

Balé Focl Bahia

O internacionalmente aclamado Balé Folclórico da Bahia apresenta espetáculo inédito em Curitiba

“Somos, provavelmente, um dos maiores embaixadores da cultura popular brasileira para o mundo inteiro e temos divulgado a Bahia em todo planeta”, destaca Vavá Botelho, diretor do Balé

Única companhia profissional de dança folclórica do país em atividade, o premiado Balé Folclórico da Bahia (BFB) leva o espetáculo “Herança Sagrada – A Corte de Oxalá” para Curitiba, no dia 20 de agosto, às 21 h no Teatro Positivo (Grande Auditório). A turnê, inédita na região Sul, conta com o patrocínio de “O Boticário na Dança”. Em “Herança Sagrada”, os bailarinos reproduzem com fidelidade sequências de movimentos de alguns dos mais importantes rituais do Candomblé, numa coreografia baseada em danças do culto afro-brasileiro. O espetáculo, que já foi aplaudido nos Estados Unidos, Europa, Caribe, Oceania e África, conta com direção geral de Walson (Vavá) Botelho e direção artística de José Carlos Santos (Zebrinha).

No palco, 26 bailarinos, músicos e cantores apresentam movimentos vibrantes e sonoridade arrebatadora. A segunda parte do espetáculo reúne coreografias clássicas do repertório do Balé, que traduzem as mais importantes manifestações folclóricas baianas, em “Puxada de Rede”, “Capoeira” e “Samba de Roda”, além de “Afixirê”, coreografia inspirada na influência dos escravos africanos na cultura brasileira.

Em maio, o Balé Folclórico da Bahia foi a companhia convidada especial do Dance África, em Nova York, onde fez apresentações do espetáculo “Herança Sagrada” durante dez dias, sempre com a casa cheia. A repercussão e o sucesso do grupo renderam destaque em matéria de página inteira no The New York Times. O festival, que acontece há 38 anos no BAM (Brooklyn Academy of Music), é um dos principais eventos de dança africana e cultura negra dos EUA. O Balé foi homenageado por todos os grupos de dança participantes, que subiram ao palco e fizeram junto com a companhia a coreografia Afixirê, uma das principais do Balé Folclórico. Em Yorubá, Afixirê significa “festa da felicidade”.

“O espetáculo já é consagrado internacionalmente, agora precisa ser conhecido pelos brasileiros”, afirma Vavá Botelho, fundador e diretor geral do Balé Folclórico da Bahia. A companhia aclamada mundialmente já se apresentou em 24 países. “Manter uma equipe que se dedica à dança em regime integral, com intenso preparo técnico, físico e muita pesquisa, é uma luta diária. Poucas companhias de dança privadas sem patrocinador regular conseguem existir por tanto tempo, mantendo um nível de excelência técnica tão elevado e respeito do público e da crítica”, afirma Vavá.

O Balé arrebatou a admiração da poderosa Anna Kisselgoff, crítica de dança do The New York Times. “O prazer dos dançarinos, músicos e cantoras em fazer o que eles fazem sobre o palco é tão obviamente parte da vida deles que contagia todo o teatro”, escreveu Kisselgoff. “Eu já assisti seus maravilhosos bailarinos em diferentes países, sempre se comunicando com o público. Crianças e adultos são tomados de imediato pelos ritmos e encantos de sua arte”, declarou a jornalista numa das suas criticas para o jornal norte-americano.

Reconhecida pela Associação Mundial de Críticos como a melhor companhia de dança folclórica do mundo, o Balé Folclórico da Bahia já formou mais de 700 bailarinos. A maioria deles de origem muito simples, que aprenderam os primeiros passos de dança no Balé e hoje brilham em grandes companhias internacionais do mundo. “Além do trabalho artístico, temos uma função social”, destaca Vavá Botelho.

Sobre o Balé Folclórico da Bahia.

O premiado Balé, que completa 27 anos em agosto de 2015 e já se apresentou em mais de duzentas cidades e 24 países, incluindo Estados Unidos, Itália, Inglaterra, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Nova Zelândia, Austrália, Alemanha, França, Holanda, Suíça, México, Chile, Colômbia, Finlândia, Suécia e África do Sul, dentre outros.

Com sede no Pelourinho, em Salvador, atualmente, o BFB funciona em regime integral de seis horas de trabalho por dia. Os 40 integrantes da companhia – dançarinos, músicos e cantores – recebem preparação técnica para dança, música, capoeira, canto e teatro. Para preservar e divulgar as principais manifestações folclóricas da Bahia, o Balé desenvolveu uma linguagem cênica que parte dos aspectos populares e atinge questões contemporâneas. O Balé também possui um segundo corpo de baile, que realiza espetáculos, diariamente, no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, tendo como público, principalmente, turistas estrangeiros e de outros estados do Brasil, há 20 anos.

Sobre O Boticário na Dança.

A dança é a arte que transforma movimento em beleza. E por acreditar no poder transformador da beleza, O Boticário criou um programa de patrocínios a projetos culturais voltado exclusivamente para a essa área: O Boticário na Dança. A finalidade é fortalecer a produção cultural de grupos, criadores e artistas, e estimular a formação de plateia e talentos para a área. Os apoios são direcionados a festivais, mostras, espetáculos, manutenção de companhias, livros e periódicos, sites, cursos, workshops, oficinas, palestras, fóruns, produção e exibição de vídeos, filmes e exposições. Projetos do Brasil inteiro, aprovados em leis de incentivo à cultura (Federal/MinC ou estaduais), podem se inscrever, e são selecionados por meio de um Edital lançado anualmente no site boticario.com.br/danca. O Festival O Boticário na Dança é mais uma iniciativa do programa, criado para celebrar a cultura e oferecer ao público brasileiro o que há de mais belo, inovador e contemporâneo no cenário da dança.

Reconhecimento

Além do reconhecimento do público e da crítica especializada, o Balé coleciona inúmeros prêmios e conquistas importantes. Em novembro de 2013, durante sua 12ª turnê pela América do Norte, o Balé Folclórico da Bahia (BFB) foi homenageado em Atlanta, capital da Geórgia (EUA). A prefeitura de Atlanta declarou o dia 1º de novembro como o Dia do Balé Folclórico da Bahia no calendário oficial da cidade. Em dezembro do mesmo ano, a companhia ganhou nome de rua na cidade de Aného, no sudeste do Togo, perto da fronteira com o Benim, durante curta temporada na África.

A companhia já foi capa do The Village Voice, uma das mais importantes publicações culturais em Nova York. Ganhou inúmeras matérias de página inteira no The New York Times e foi notícia de destaque em vários outros jornais do mundo. Na turnê norte-americana, realizada em 2011, o jornal “The New York Times” publicou em duas páginas a manchete: “Jornadas Fantásticas – Quando o Balé Folclórico da Bahia aporta em Nova York é tempo de festa”.

Em 1994, a Associação Mundial de Críticos reconheceu o BFB como a melhor companhia de dança folclórica do mundo. Ao longo dos seus 25 anos, o Balé conquistou vários prêmios e reconhecimento. Dentre eles: o Prêmio Fiat (oferecido pela Fiat do Brasil como a melhor companhia de dança do país em 1990); o Prêmio Estímulo (oferecido pelo Ministério da Cultura como a melhor companhia de dança do país e melhor espetáculo de dança do país em 1993); o Prêmio Mambembão (oferecido pelo Ministério da Cultura como a melhor pesquisa em cultura popular e melhor preparação técnica de elenco em 1996); o Prêmio Bom do Brasil (oferecido pela Varig como um dos cinco mais importantes projetos sócio-culturais existentes no país em 2004) e o Prêmio Mérito ao Turismo (oferecido pela ABRAJET – Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo pelos serviços prestados ao turismo no estado).

Desde 1993, sob a direção artística de José Carlos Arandiba (Zebrinha), a companhia atingiu um nível de aprimoramento técnico-interpretativo, que despertou a atenção dos mais exigentes profissionais e críticos da área de dança. A Bahia, celeiro das manifestações populares no país, tem sido a maior inspiração para as pesquisas do Balé, que através da dança, música e de outras expressões que compõem o espetáculo consegue legitimar o folclore baiano em suas coreografias.”O nosso grande objetivo é a educação. Meu principio é que cada pessoa faz seu caminho.

No Balé, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. A partir do momento que alguém entra por nossa porta, deixa fora um monte de estigma,” afirma o diretor artístico.

PROGRAMA “HERANÇA SAGRADA – A CORTE DE OXALÁ”

Coreografia: Walson Botelho e Zebrinha
Música: cânticos sagrados do candomblé

Nos mais de 300 anos de colonização portuguesa, milhões de escravos foram trazidos para o novo mundo. Como principal forma de resistência à sua identidade cultural, esses africanos mantiveram a sua manifestação religiosa. Herança Sagrada celebra esta rica tradição trazendo à cena alguns dos mais belos e importantes rituais da religião Yorubá, como uma das mais antigas e sagradas religiões da história da humanidade.

Em “Herança Sagrada”, Obatalá, criador do universo yorubá, coloca na Terra seu primeiro filho e Orixá, Exú, principal mensageiro entre os segredos do Orun (firmamento) e o Aiyê (a terra). Exú fica como responsável por dar vida a todos os seres animados, criando o mundo real.

Durante os rituais festivos, novos adeptos são iniciados saudados pelas Divindades do panteão religioso africano, a exemplo de OGUM, que rege a força da natureza contida no ferro e nas guerras; OXUM, a Deusa da vaidade e da beleza, que rege a força das águas doces; OBALUAIYÊ, Orixá das enfermidades, das doenças contagiosas e da morte; IANSÃ, que representa a força dos ventos e das tempestades e OXOSSI, divindade protetora das florestas.

· EXÚ – Divindade enviada por Olorum, o Deus Supremo, para criar o mundo real. Este Orixá brincalhão, dono das encruzilhadas e estradas é reverenciado sempre em primeiro plano como forma de agradá-lo, pois Ele é o mensageiro entre o Orum e o Ayé (Firmamento e Terra).

· INICIAÇÃO DE YAÔ – Celebração da primeira apresentação pública do novo iniciado na religião. Após um determinado tempo de reclusão,onde recebe o AXÉ que guiará sua vida para sempre, o Yaô é saudado pelos Orixás e pelos demais adeptos do Candomblé.

· XIRÊ – Festa. Comemoração. Sequência de danças dedicadas aos Deuses africanos delineando o aspecto central do ritual: celebração do transe permitindo que os Orixás assumam formas humanas e exibam através de movimentos espontâneos os vários aspectos da sua personalidade, criando temporariamente uma ponte entre o real e o divino.

· OGUM: Orixá que rege os elementos da guerra e do ferro.

· OXUM: Divindade suprema das águas doces, Deusa rainha da vaidade e da beleza.

· OBALUAÊ: Orixá das doenças contagiosas, das pragas e da morte.

· IANSÃ: Deusa guerreira dos ventos, das tempestades. Aquela que foi partida em nove pedaços.

· OXOSSI: Divindade protetora das florestas, dos animais e dos caçadores.

· OXALÁ: Orixá maior do Candomblé. Pai supremo de todas as divindades.

“PUXADA DE REDE”

Coreografia: Walson Botelho
Música: folclore baiano

Manifestação popular ainda encontrada nas praias da Bahia, na qual os pescadores, acompanhados de suas mulheres, saem à noite para a pescaria e durante todo tempo realizam rituais para IEMANJÁ, Deusa do mar, através de cantos

“SAMBA DE RODA”

Coreografia: Walson Botelho
Mise-en-scene: Walson Botelho e Zebrinha
Música: folclore baiano

A dança e o ritmo mais populares na Bahia. O Samba de Roda surgiu como forma de entretenimento entre os escravos durante seus raros momentos de lazer nos fundos das senzalas. A partir de então, tomou várias formas distintas e originou diversos estilos hoje propagados por todo o país, num exemplo que varia entre o samba duro, praticado pelos capoeiristas após as rodas de capoeira, aos pagodes dos morros cariocas e das festas populares na Bahia.

“CAPOEIRA”

Coreografia: Walson Botelho
Mise-en-scene: Walson Botelho e Zebrinha
Música: folclore baiano

Forma de luta marcial que tem como base outras artes marciais e danças trazidas pelos escravos africanos, em especial aqueles vindos de Angola, durante o período colonial. Foi reprimida e proibida a sua execução principalmente em locais públicos até o início da década de 60, quando começou a ganhar força e prestígio através de grandes mestres de capoeira que a levaram para todo o mundo, sendo hoje reconhecidamente a “arte marcial oficial do Brasil”.

“AFIXIRÊ”

Coreografia: Rosângela Silvestre
Música: folclore baiano

AFIXIRÊ, em Yorubá, significa “festa da felicidade”. Uma coreografia inspirada na grande influência que os povos africanos tiveram na formação da cultura brasileira, em especial, na Bahia. Uma verdadeira festa de cores, movimentos e sons.

Serviço:

Espetáculo: “Herança Sagrada – A Corte de Oxalá” – Balé Folclórico da Bahia
Local: Teatro Positivo – Grande Auditório
Data: 20 de agosto
Horário: 21h
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia entrada)
Classificação: 12 anos

Descontos:

40% para portadores do cartão fidelidade Disk Ingressos. Ingresso: R$ 42,00
50% para assinantes do Gazeta do Povo. Ingresso: R$ 35,00
50% para associados da FUEP. Ingresso: R$ 35,00

Vendas através da DISKINGRESSOS

Balé Folclórico da Bahia - Photo Vinicius Lima (4)

maio 25 2015

Saravá FUEP! Saravá o dia 25/05/1968! Saravá Umbanda!

bolo de aniversario

Durante o ano de 2014 e no início de 2015, ano do 47° aniversário de fundação da FUEP, estamos passando por situações que produziram certo distanciamento de membros ativos dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e da Direção Executiva.

Isso determinou inaceitável morosidade na realização das tarefas, desde as mais simples, e principalmente, na execução de novos projetos, que pudessem redundar em melhorias efetivas para os associados, médiuns e simpatizantes, dirigentes e por fim para a Umbanda no nosso estado.

Por ser uma atividade de caráter voluntário, – os dirigentes da FUEP não são remunerados em nenhuma hipótese -, é de se esperar que exista a flexibilização do tempo de cada um, disponibilizando-se quando da assunção dessas tarefas.

Entretanto, os afazeres profissionais e pessoais, aliado ao envolvimento nas funções religiosas e administrativas dos seus Templos, causou relativa paralisia, no encaminhamento do dia a dia da FUEP, que necessitamos urgentemente corrigir.

Principalmente se entendermos que estamos caminhando para o cinquentenário, meio século de existência, data que precisa ser marcada por grandes realizações. Dessa forma, estamos propondo a realização de uma AGE – Assembleia Geral Extraordinária, ainda nesse primeiro semestre, para a qual falta definir o local, a data e o horário. O objetivo dessa AGE, é propor alterações no Estatuto Social e no Regimento Interno que possam ampliar a nossa atuação efetiva, lado a lado com os Umbandistas, que reflita uma atualização, contextualizada com o momento que vivemos, notadamente com relação aos seguintes pontos:

1 – Ampliar a possibilidade de associação dos Templos, retirando as características restritivas, reconhecendo de “direito” a diversidade da Umbanda, que existe de “fato”, refletindo o pensamento de “representar os Umbandistas da porta do templo para fora”, não tendo qualquer ingerência nos rituais e na filosofia do templo.

A FUEP, a partir da atualização do Estatuto Social realizada em 2009, tem por finalidade primeira e maior, congregar e representar institucionalmente os Templos Religiosos Umbandistas (Associações, Cabanas, Centros, Tendas, Terreiros e demais denominações), seus dirigentes, médiuns e frequentadores na busca da legitimação e legalização dos templos, que em decorrência trarão o fortalecimento da Umbanda.

Pela sua característica organizativa, que é a reunião de pequenos grupos de pessoas, em torno de um dirigente, mãe ou pai de santo, que embora tenha sido formado por outro (a) mãe ou pai de santo, ao imprimir as suas características pessoais, saberes e personalidade, forma um terreiro diferente daquele que lhe deu origem, autônomo e independente, com pouca – geralmente em festas -, ou nenhuma relação com outros grupos, avalia-se como imprescindível a existência de uma instância que possa reunir os dirigentes, fiéis e simpatizantes da Umbanda, e cremos que essa instituição é a FUEP.

Assim, é necessário priorizar os aspectos institucionais, políticos e sociais da FUEP, esclarecendo a sua missão cartorial e jurídica, ampliando a representação e descaracterizando a possibilidade de confusão com os aspectos religiosos (ritualísticos e litúrgicos), que são inerentes aos Templos e aos seus dirigentes, médiuns e simpatizantes.

2 – Substituir os dirigentes que se afastaram ou que não tenham disponibilidade para atuarem efetivamente na direção da FUEP, reconstituindo os quadros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e da Direção Executiva, com pessoas que possam voluntariamente dedicar-se à construção da FUEP em todo o nosso estado.

Dessa forma, além das direções sediadas em Curitiba, buscaremos a aproximação com os dirigentes do interior do estado, construindo a efetiva interiorização da FUEP. Para materializar esse objetivo, buscaremos cumprir o Artigo 5°, Parágrafos 4°, 5° e 6° do Regimento Interno, que propõe, respectivamente um calendário de visitas aos templos e a instalação de 8 (oito) sub-sedes regionais, que são propostas:

1 – Campos Gerais: Ponta Grossa e Região 5 – Norte: Londrina e Região

2 – Capital: Curitiba, Região Metropolitana e Litoral 6 – Oeste: Cascavel, Foz do Iguaçu e Região

3 – Centro: Guarapuava, Irati e Região 7 – Sudoeste: Pato Branco e Francisco Beltrão e Região

4 – Noroeste: Maringá e Região 8 – Sul: União da Vitória e Região

3 – Aprovar e iniciar imediatamente novos projetos que possam ampliar o número de associados (coletivos e individuais) no rumo de atingirmos a independência financeira, que nos permita manter uma sede social, onde possamos atender dignamente aos associados.

Um dos projetos que estarão sendo propostos é a criação de um Fundo Mútuo para a Aquisição e/ou Reforma de Imóveis próprios para os Templos Umbandistas, em conformidade com a proposta anexa, que será discutida mais amplamente em reunião específica.

4 – Estabelecer meios de comunicação mais efetivos com os associados de forma e enviar tempestivamente quaisquer assuntos que digam respeito a religião, convites e festividades: Atualização constante do Blog: (http://fuep.blogspot.com), site: (www.fuep.org.br) e constância no envio de e-mails: Umbanda.parana@gmail.com.

Dessa forma, constituir um fórum democrático de relacionamento com os Umbandistas, propondo uma comunicação de duas vias, mas que no primeiro momento entendemos seja destinado a ouvir os Umbandistas, e, dessa forma, saber o que esperam de uma Federação, para podermos, efetivamente, fazer parte do dia-a-dia dos milhares de templos, seus dirigentes, médiuns e frequentadores.

É também importante manter atualizada a página de “Dúvidas frequentes”, que terão o objetivo de responder as perguntas mais comuns, não só dos fiéis e simpatizantes, como de resto da sociedade em geral; bem como páginas com o “passo-a-passo” para associação de médiuns e Templos, legalização de Templos, reconhecimento de dirigentes espirituais (Ministros religiosos Umbandistas), dentre outros assuntos que sejam considerados essenciais para ocuparmos o nosso espaço de fato e de direito, no espectro religioso brasileiro.

5 – Estruturar o Blog: http://Umbandaseculo21.blogspot.com.br/, objetivando estabelecer um amplo, plural e democrático repositório do conhecimento Umbandista já existente e buscando definições para os desafios e perspectivas que nos reservam o futuro.

É sabido que, com raríssimas exceções, em plena era da comunicação, ainda se vive a tradição da transmissão oral dos conhecimentos, o que nos torna alvo fácil para o ataque de outras religiões mais modernizadas, bem estruturadas financeiramente, que organizadas nacionalmente, se fortalecem cada vez mais, ao estabelecer relações muitas vezes espúrias ou no mínimo equivocadas com o poder central do estado, cuja laicidade é letra morta na Constituição Federal.

As federações de Umbanda, via de regra agrupam também Ilês do Candomblé, e Templos de outras religiões, dividindo a força representativa, e muitas delas existem única e exclusivamente para o benefício particular dos seus dirigentes, nada realizando em prol da Umbanda. Aquelas que pretendem realizar alguma coisa sofrem primeiro com o descaso e reação ao termo federação; com a falta de disponibilidade de pessoas, totalmente consumidas pelas suas atividades laborais e a administração dos terreiros; e pela falta de recursos financeiros.

Dessa forma é necessário buscar uma articulação nacional dos Umbandistas, através da formação de uma Confederação, com representação em todo o país, que tenha o condão de propor uma efetiva aproximação nacional com o objetivo de buscar o reconhecimento e legitimação da Umbanda como religião, acabando com o preconceito e a discriminação que ainda sofremos.

6 – Dar um norte para o futuro da Umbanda, evitando utilização do seu nome em atividades realizadas por aproveitadores da Fé das pessoas, extorquindo valores para a realização de trabalhos que ferem os princípios morais, éticos, cármicos e o livre-arbítrio. É preciso dar uma basta aos mistificadores, que através de anúncios em postes, ou com verdadeiras arapucas, se utilizam do nome da Umbanda para ganhar dinheiro dos mais incautos.

Da análise da atual realidade pode-se concluir que não existe uma organização institucional capaz de unificar os Templos, uma vez que mesmo litúrgica e ritualisticamente, grosso modo, não existem dois terreiros de Umbanda iguais, tornando-se muito difícil o estabelecimento de projetos e estratégias comuns, tanto no aspecto religioso, quanto na relação com a sociedade.

Assim, fragmentados em pequenos grupos, vivencia-se certa concorrência entre os terreiros, não se atua na via institucional, e inexiste uma estratégia política de centralização de ações de frente ampla.
Deve se ter a preocupação com a Umbanda que será deixada para as gerações futuras de Umbandistas, se essa que é alvo de discriminação e preconceito, ou uma religião que as pessoas possam assumir sem o medo de represálias e perseguição.

Temos muito o que comemorar, mas também muitos desafios para superar, principalmente o paradigma de preconceito e discriminação que ainda existem na sociedade brasileira.

uniao faz força

Essa tarefa, não pode ser relegada a um segundo plano, por isso conclamamos a todos os Umbandistas que se unam, com força e serenidade na superação das diferenças, priorizando, sempre aquilo que nos une.

A nossa União é a nossa Força! Saravá FUEP! Saravá Umbanda!

Curitiba, PR 25 de maio de 2015.

Paulo Tharcicio Motta Vieira
Presidente da Diretoria Executiva
Gestão 2013/2017

Posts mais antigos «